Pigmalião


Certamente era um esquisitão (e mais um daqueles chatos, filhinhos da mamãe)... O cara era Rei de Chipre e tinha decidido ficar solteiro por estar “profundamente decepcionado” com o comportamento geral da mulherada.
E então, a pessoa resolve esculpir a mulher perfeita. Dá a ela o nome de Galatéia e (como era de se esperar pra alguém com esse tipo de comportamento doido) se apaixona profunda e perdidamente pela estátua.
Passa os dias admirando a beleza dela, imaginando, sonhando e suspirando pela imagem.
Decidido a sair do abstrato pro concreto, ele implora a Afrodite que lhe consiga uma mulher exatamente como Galatéia. Afrodite acha mais fácil dar vida à estátua, que vira a perfeitinha do Pigmalião, e ele acaba se casando com ela, tendo filhos e sendo feliz (pois é...).
O efeito Pigmalião é estudado, é o que a expectativa causa no outro. Dois psicólogos americanos Rosenthal e Jacobson estudaram a alteração do comportamento e resultados de alunos especial e precocemente bem avaliados pelos professores (que tiveram seu desempenho sensivelmente aprimorado) e aqueles que foram detonados, considerados preguiçosos ou maus alunos, logo de cara, foram ladeira abaixo.
Então é assim: você aposta no outro, idealiza e o outro corresponde? Não exatamente. Lembremos que as pessoas idealizam as maiores loucuras, que isso não tem medida e que ninguém é obrigado a corresponder aos devaneios dos outros.
E tem outra coisa, a chance de você inventar o outro e ele não ser naaada daquilo é enorme e dá um trabalho danado recolher os cacos da cara da gente no chão.
Portanto, lindezas, lembremos sempre que o incentivo positivo – de fato- funciona. Mas todo mundo com os pés beeem fixos no chão, e a cabeça no pescoço, viu? 



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