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bjs

domingo, 23 de setembro de 2007

O Cavaleiro e os Moinhos.


Sexta feira fui ver a montagem de Dom Quixote que está em cartaz no Teatro do Shopping Frei Caneca (se eu ainda não disse é um puuuta teatro bacana, com a iluminadora mais linda do universo).
Enfim, é uma montagem em cordel super bem feita. Eu acho aquela história muito triste, me devasta aquela necessidade de sonhar pra poder sobreviver. Não sei bem o porquê, mas acho de uma tristeza abissal. Fico na maior melancolia.
Essa vidinha Matrix me incomoda e me assusta. A gente achar que controla o incontrolável e que conhece o desconhecido é mesmo de assustar. O mundo é um lugar selvagem,e nós ficamos aqui dando palmadinhas no Rocinante tentando ver se algum de nós sabe o melhor caminho. As páginas seguintes têm seu encanto, têm seu charme, mas têm suas dores. E hoje eu estou meio sem fé...(ai, ainda bem que o Padre Maurício não entra nesse blog!).
Ontem foi o dia sem carro. Eu -que sou uma crédula vulnerável e idiota-, não jogo lixo na rua, respeito os velhinhos, não furo rodízio nem fila, entrego todos os trabalhos no dia certo etc etc etc... vivo me achando meio estúpida. Como fui bandeirante por quase vinte anos, obedeço a esse tipo de norma de conduta na maior facilidade (até demais, pro gosto do meu marido, que morre de rir da mina ingenuidade ocasional). Mas ontem não tive saída. Quebrei a cabeça pra ver como levar o Gregório com o amigo pro cinema, como havia prometido. Achei ridículo cancelar o programa pras crianças não acharem que ficar um diazinho de nada sem carro seria minimamente punitivo.
Não deu nada certo. Como alguém pode querer que uma criatura que esteja no pé da Serra da Cantareira fique UMA HORA (num calor indecente) esperando por uma bosta de ônibus caindo aos pedaços e sem lugar pra nem meia sardinha,e largue o Scénic na garagem?
Se você mora na Avenida Paulista, pode muito bem andar até o Trianon e ver o por do sol. Mas nós, pobres mortais que moramos em lugarezinhos classe média, ou ficamos em casa ou não sei.
Os caras inventam um dia sem carro, bolam umas programações bacanas espalhadas por essa cidade gigante e querem que a gente chegue até lá como?
Fiquei brava, acabei indo de carro, e passei vergonha ao invés de dar o exemplo como era minha pobre intenção inicial.
Ou o governo cria o dia sem sair, ou providencia transporte público.
Hoje estou o próprio Cavaleiro da triste figura!
Speedy? Que nada...