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bjs

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Meu presidente dos Estados Unidos







Esse menino nasceu tão lindo, tão perfeito que eu colocava ele na cama e ficava olhaaaando. Tá, toda mãe acha isso do filho, mas o Gregório era (como dizia uma amiga da minha cunhada) uma covardia com os outros bebês. Redondinho, cor de rosa, loirinho e com duas bolinhas azul claras brilhantes, olhando o mundo.
Era de um bom humor e uma serenidade dignas de quem mora aqui em casa. Dormia bem, brincava feliz da vida e não dava a menor dor de cabeça.
A sensação que eu tinha era que toda a alegria da minha vida, estava num cofrinho de fraldas que andava pela casa colocando a gente de castigo e procurando pela Sophia.
Uma vez, com três anos, ele foi tomar uma injeção vestido de Hércules certo de que doeria menos. Assim que a agulha entrou, ele gritou chorando:-não adiantou naaaaada!
Ele fazia escola de esportes no clube e era o único que voltava pra casa cheio de terra. Um dia eu fui buscá-lo mais cedo e descobri o motivo. Ao invés de ficar na quadra com as outras crianças, ele ficava com o jardineiro, ajudando a plantar os canteiros de flores.
Ele cuida de todos os bichos estrupiados e sem dono. Traz todos (ou pelo menos tenta) pra casa, põe nome e faz caminha e dá comida.
Quando era pequeno, tinha medo de chuva, terremoto e maremoto. Vivia grudado no Discovery vendo documentários sobre desastres naturais.
Mês passado ele fez 14 anos. O tênis agora é 41. Ele tá maior que a Sophia, mas continua cuidando dos gatos, lendo Fernando Sabino e se preocupando comigo. Só que também cuida das namoradas e dos amigos, vê mais Simpsons que Padrinhos Mágicos, prefere o Paul ao John, lê livros enormes de batalhas e conhece todas as bandas novas.
Eu fico olhando esse menino perfeito, com saudades de quando ele era pequeno e ficava no meu colo no cinema. Quando parava de chorar assim que eu entrava no quarto, ou quando dormia no meu colo. Ao mesmo tempo, morro de orgulho do telefone que não para, dos finais de semana cheios de programas e amigos aqui em casa e do “Mãe??” que eu ouço assim que ele chega.
É maravilhoso ver os filhos crescendo, e é verdade que é a mesma sensação de andar numa montanha russa.
É um amor tão grande que quase dói.
Eu tenho tanta coisa na vida: o Caio, a Sophia e o Gregório.
Meu adolescente tímido e sensacional.
O que mais eu posso querer???

Gregório de Almeida Gomes Cassinelli.
Guardem bem esse nome, queridos Leitores!

"Lindo, e eu me sinto enfeitiçada..."
Rita Lee