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bjs

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Espelho, espelho meu...


Neste exato momento, enquanto eu batuco o LapTop na cama, e o Gregório assiste Padrinhos Mágicos, minha irmã mais nova passa por uma gastroplastia.
São mais de três horas de cirurgia e eu estou sem dormir desde as seis, com zillhões de minhocas na cabeça, morrendo de preocupação e medo de dar alguma coisa errada.
Ai, essa coisa de ser gordo é um saco, um caralho, o fim da picada.
Eu sempre fui gostosa, uma delícia pra ser sincera e manter a modéstia de sempre. Tinha a oscilação de três ou quatro quilos de sempre em casos de brigas com namorados ou qualquer crise que desencadeasse a comilança.
Quando engravidei da Sophia engordei quase quarenta quilos, emagreci a duras penas e na gravidez do Gregório lá se foram as calças jeans e vieram mais trinta e cinco quilos.
Um ano depois, tava bem magrinha. Minha irmã mais velha descobriu um cara no Pacaembú (Dr Renato Lerner) que cobra uma fortuna por um tratamento de dois meses, onde vc vai lá diariamente pra ser espetada, eletrocutada e injetada e ainda toma uma coisa horrível que eu sempre associei a desodorante fora a fórmula que te deixa com ganas psicopatas, mas emagrece a olhos vistos.
Uma vez, na sala de espera, dei de cara com a Thereza Collor e arrumei uma confusão com ela, que fazia propaganda de uma sopinha milagrosa pra emagrecer na TV, mas fazia o tratamento na mesma clínica que eu, que ódio!
Me olho no espelho e fico procurando a beleza que tive, inconformada de ter deixado as coisas irem tão longe (minha bunda, minha barriga etc...). O caos é tamanho, que eu nem sei mais se o intelecto já existia ou veio pra compensar a banha.
O fato é que não há remédio, nem reeducação alimentar, nem ginástica, nem porra nenhuma que resolva. Há os atenuantes, paliativos e atos desesperados.
Se vc não foi programada pra viver de cenoura e salsão, vai engordar. Há uma indústria Matrix que te enfia toda a junkie food , os doces e as delícias; além do o conforto da modernidade que te possibilita fazer tudo do sofá de casa (ou da cama).
Há lipos, plásticas, anfetaminas, chenical, academia, bulimia e anorexia.
Na minha modesta (e gorducha) opinião, não há muito que fazer, que não embaralhar as cartas e dar de novo.
Bjs gorduchos.