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bjs

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Deus me livre!!!!

Nos últimos dez dias, sem trabalho e esperando a gráfica entregar  a edição nova do meu livro sobre os Beatles, resolvi reler alguns clássicos pra encerrar o ano.
Tolstoi e Dostoiévski são foda de bons. "O senhor e o servo" do Tolstoi é uma delícia de texto. Acho que eu devo gostar tanto pq geralmente as narrativas são feitas naquele frio miserável que eu adoro e nesse calor insuportável fica ainda melhor, chega a ser um alento...haha
Ninguém faz crítica social como ele.
Mas quem aguenta Rimbaud e a pobrezinha da Emily Dickinson??? Pelo amor, quando a gente passa dos vinte e ainda se identifica com aquele niilismo adolescente, aquele sofrimento profundo, e aquela escuridão vasta e infinda é melhor procurar ajuda profissional. Não estou falando que eles são tenham valor literário, estou falando de identificação. Leio ambos e tenho vontade de colocar ela no colo e mandar ele tomar banho e largar de reclamar da vida. (A história da vida dela é super interessante, aquele negócio de se apaixonar por um padre mais velho é absolutamente adolescente, mas ela - pelo menos - tem uma sensibilidade menos ardida que ele, que acabou morrendo novinho depois de amputar a perna. Quem mandou passar a vida reclamando?? Ai, credo!)
O Baudelaire pelo menos é mais simbólico, não é aquela falta de saída eterna, aquela solidão tangível. O cara deprime até por descender de gauleses... Rimbaud nem com muita disposição, credo!
Meu caríssimo amigo e muso Caio Fernando (que pra meu ciúme imaturo habitual e irascível, está cada vez mais na moda) falava das dores e da solidão do mundo, mas sabia viver, sabia rir e se divertir. Não entendo o que acontece com quem assume esse compromisso vitalício com a infelicidade.
Enfim... Atropelei a leitura de um livro igualmente adolescente chamado "A arte de ser desagradável", que achei que seria muito bacana, e acabei não achando graaaande coisa, mas essa semana eu acabo e apareço pra contar oq eu achei!
Beijos gente!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mantra anti ferocidade em geral.


A Rosana Hermann (http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/) fez um post sobre os dez anos do blog dela e uma colocação maravilhosa sobre a postura que a gente assume quando é lido, quando tem leitores, mas que serve como mantra pra vida de todo mundo que convive com os outros mortais:


 Quando a gente fala mal de alguém, quando critica, imediatamente as visitas aumentam. Nós, seres humanos, amamos uma fofoca apimentada, um comentário maldoso. Realmente dá audiência e faz sucesso. Mas a que preço? A preço de um carma ruim. E de um mundo pior. Não vale a pena.
Quando construimos uma coisa boa, quando ajudamos uma outra pessoa, o sucesso não acontece com a mesma intensidade. Não há grande repercussão em trocar uma receita gostosa de um bolo ou ajudar alguém a encontrar um bom livro para ler nas férias ou publicar uma notícia de tecnologia. Mas é tão recompensador... é tão bom... faz a gente tão... feliz. Ajudar, compartilhar, ser gentil, melhora o mundo porque melhora aquilo que somos.
E, se temos a opção, por que escolher o caminho do maldizer, quando podemos ser gentis e ver o lado bom das coisas?
Danado de bacana, né?
Beijos, gente.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Wondering round and round...


Esse ano foi melhor que o ano passado.
Acho que é uma boa definição. Nem muito generosa nem dramática!!!
Trabalhei MUITO, o Grê cresceu, o Caio continua o melhor companheiro do mundo e a madame Sophia trabalhou, entrou na faculdade e foi passear na Europa (muuito chique essa menina).
As coisas boas continuam aqui e continuam boas; mas a vida da gente sempre muda e algumas coisas a gente tem que deixar pra trás.
A vida é a roda da fortuna do tarô, perde-se aqui e ganha-se ali.
Nada, por mais que pareça, é mais definitivo que a vida ou a morte.
Entre uma e outra a gente vai acertando, errando, trazendo e mandando embora.
E o que fica?
O que a gente sente e o que fez os outros sentirem.
O resto é pura bobagem.

beijão, gente.
(a foto não tem nada a ver, mas é uma que a Sophia me mandou e eu quase morri de felicidade, então tá valendo!)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Selo Stylish Blogger Award

Eu recebi do José Geraldo, do blog «http://letras-eletricas.blogspot.com» este selo aí abaixo.  Ainda que não veja grande utilidade prática nele, gostei de receber; além do mais se a gente for pensar na utilidade prática de tudo que faz, vai sobrar bem pouca coisa... 

Aceitar o selo envolve três condições: a) agradecer, b) partilhar sete coisas a meu respeito e c) indicar dez blogues para presentear com o selo. Let's do it: Zé, obrigada por lembrar de mim. Você é infinitamente mais disciplinado e dedidado à escrita que eu!!
  1. Casei de preto no dia das bruxas
  2. Tenho reumatismo infeccioso desde os três anos de idade
  3. Fui bandeirante por quase 15 anos
  4. Odeio dirigir, tirei carta aos 26 por pura obrigação
  5. Tenho uma puta sorte no amor e é só
  6. Nasci no dia internacional da mulher
  7. Sou uma católica fervorosa e uma bruxa praticante


c) Os dez blogues que indico são (em ordem aleatória):
  1. Blog do Flavião: http://blogdoflaviao.blogspot.com/ 
  2. Dizem que sou velha da Pituca http://dizemquesouvelha.blogspot.com/
  3. Corpo em imagem da Inês Correa  http://corpoemimagem.blogspot.com/
  4. Querido Leitor da Rosana Hermann http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/
  5. Blog Adote um Gatinho http://adoteumgatinho.wordpress.com/
  6. Vida do Avesso, da Christina http://aquarela22.blogspot.com/
  7. Domine o Público do Vininho http://domineopublico.com.br/
  8. Te dou um dado http://entretenimento.r7.com/blogs/te-dou-um-dado/
  9. Beatles to the people http://beatlestothepeople.com.br
  10. Blog da Juliana http://apaperbackwriting.blogspot.com/


      beijos, gente!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Minha família!!!!










Não conheço outro lugar onde se veja tanto Animal Planet como a minha casa!
A gente é totalmente louco por bichos, estamos com uma cachorra a Emily (que é a gorda louca), três gatos (Cosmo, Vanda e Mia) e eu estou esperando ver se um filhotinho vermelhinho que nasceu na casa ao lado da casa da Ari, vinga pra ele vir pra cá.
A Sophia não gosta muito, acha a gente meio maluco, mas acaba se rendendo.
Hoje cedinho, fui no quintal e vi uns cocôs de lagarta no chão, MUITO maiores que os das lagartas do Manacá (que a gente vive protegendo, pq viram umas borboletonas pretas e amarelas lindas de morrer, mas os gatos gostam ainda mais que a gente...) e fiquei procurando e achei uma lagartona master!
O Grê já tinha ido pra escola e eu fiquei aqui esperando ele chegar pra mostar, é claro que ele adorou e queria fazer um viveiro pra ela, mas eu consegui que ele a deixasse onde estava, normalmente dá mais certo.
Ela ficou na árvore comendo folhas e fazendo cocôs gigantes. Se essa lagarta virar alguma coisa, há de ser um 747, daquele tamanho... haha
Enfim, agora além da lesminha que ele cria num vidro no quarto dele e das milhares de lagartas pretas e amarelas, temos essa gorducha.
Aqui sempre tem lugar e a família sempre aumenta!
beijos, gente (vou tentar colocar muitas fotos, vamos ver se consigo)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que sobrou de mim.



Não sou capaz de escrever um texto que defina como eu me senti no show de ontem.
Eu sou banana, eu sou sentimental e sou doida pelos Beatles e o MEU Beatle é o Paul.
Assisti o show de mãos dadas com o meu amor, que me aguenta, me acompanha e me apoia bravamente.
Cada vez que o Paul tocava alguma música dos Beatles eu tentava me comportar, mas era sacudida pelos soluços e lá estava eu me acabando de chorar e cantar.
Estou exausta, consumida e tão feliz!

Uma garota que, no show de Porto Alegre, subiu no palco e ganhou um autógrafo no braço (que virou tatuagem) estava sem ingresso e queria vir pra São Paulo. Nos encontramos no Orkut e eu consegui uma pista prime pra ela. E não é que ela subiu de novo e deu outro abraço nele?
Quando consegui o ingresso dela, ela morreu de agradecer e depois de muito insistir em como ela poderia me agradecer eu disse: olha, faz assim... Se vc falar com ele outra vez, dá meu telefone pra ele.
Agora estou aqui, esperando o telefone tocar!!!!
hahaha
Bom dia, gente!
Tô tão feliz...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Político bom é político morto??




O cinema nacional sempre mostra um Brasil pobre e nordestino ou violento e carioca, já repararam??
Enfim, Tropa 2, como o primeiro, é um filmão.
A gente se apaixona e segue a narrativa do Capitão (agora Coronel) Nascimento, que vai, em off, mostrando o caminho pra uma espiral de corrupção sem conserto nem fim.
Enquanto o roteiro mostra violência e o maniqueísmo subjetivo no estilão que o Padilha cunhou no primeiro filme; a gente se identifica e torce.
Mas, num dado momento, a coisa sai do concreto e entra pro abstrato, pro intangível: a corrupção e a política.
Daí a gente se angustia.
Que nervoso ver o que a gente tá careca de saber e não faz ideia de como consertar; que é o poder político focado no favorecimento pessoal e tudo que decorre disso.   
Eu fiquei descadeirada, me senti sem ter pra onde correr.
E se a gente for ver, não tem mesmo!
Uma das maiores características empáticas do Nascimento, talvez seja o que justamente nos falta: a retidão, a gratidão e a ética.
Será que algum de nós, no lugar dele, não teria mudado de lado? Não teria se adaptado ou sido mais flexível e feito uma sééérie de concessões?

Enfim, vejam o filme. É ótimo.
A narrativa é a mesma do primeiro, do fim pro começo e até o final novamente. O tempo passa e nem se nota.

Perturba, mas é justamente essa a sua função.
beijos    

domingo, 17 de outubro de 2010

Daqui de cima do muro verde...

Eu devo ter muito ainda pra aprender, MUITO mesmo.
A Marina, neste exato momento, ta falando falando pra simplesmente justificar o fato de que não vai apoiar ninguém.
Isso, pra mim, é um absurdo, uma covardia, uma tremenda sacanagem.
O povo brasileiro não tem opção, e ela tem?
A gente vai ter que aturar a Dilma ou o Serra na Presidência e ela não é capaz de tomar o partido que nós, brasileiros providos de alguma consciência, tomaremos na hora de escolher este ou aquele.
A gente se fode por quatro anos e o PV fica bem na fita, por que não quis se arriscar? Não quis ficar mal com os votos que conseguiu, mas mostrou que ta é pouco se fodendo com esses eleitores.
Escolham vocês, que não estão aqui no Olimpo de escolher espaço no governo que ganhar.

Dona Marina Silva, francamente: puta papelão.
Já que ninguém joga seu jogo, nas suas regras, você pula fora?
Meus fiéis leitores, lembram do post sobre gente que faz greve de fome? Pra mim é a mesma coisa.

Politicagem velha, viciada e ridícula.
E ela ainda fala em Martin Luther King, Ghandi e Mandela (dãããã).

Bom dia, gente.    

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ganhamos!!!!

A Regina foi eleita!
A campanha acabou dia 3, mas só agora eu tive sossego pra voltar a postar.
Trabalhar na coordenação de uma campanha política é uma loucura completa, uma correria insana, um stress endêmico, mas é absolutamente maravilhoso.
Andamos pra todo lado, subimos em carros de som, fizemos milhares de reuniões nos lugares mais impensados (dentro do carro, no corredor dos comitês, na doceria da praça, no elevador, no quarto do hotel e nos inúmeros restaurantes. Ai como a gente come pra compensar a trabalheira...) Brigamos, rimos, choramos e nos apoiamos.
Tinha um bando de oportunistas chatos e encostados, não vou negar; mas em compensação tinha MUITA gente bacana, envolvida e devotada ao partido e à candidata. Você aprende a lidar com tudo e com todo mundo, não tem opção.
Eu mandei fazer faixas, placas, perfurades, anúncios, banners, adesivos, impressos, envelopes, DVD's, crachás, selinhos e comprei capas de chuva aos montes (entre outras tantas coisas)! Virei especialista em cotação e descontos, aprendi a usar o rádio (que eu odeio até hoje, ai que coisa chata), e dormi mais noites no hotel que em casa.
Até num show da Claudia Leite (imaginem...) eu fui.
Política é uma chatura, exige um perfil que eu não tenho; mas bastidor de política é muito bacana, é uma delícia e eu arrisco lamentar ter chegado tarde...
Enfim, acabou!
O melhor, como sempre foram os amigos que eu fiz (especialmente o Thiago, o Amarildo e a Patrícia), nada como uma convivência dessas pra colocar qualquer pessoa à prova, e fomos aprovados! .
Agora é esperar dia 15 de Março pra aplaudir a Regina tomando posse!
Na foto, a Regina e eu, abraçadas, nos acabando de chorar quando o TSE confirmou sua eleição.
beijos gente.
Voltei!

domingo, 8 de agosto de 2010

Fora do ar!!!



Caríssimos, até as eleições não terei tempo pra aparecer por aqui.
Tô coordenando a campanha da Regina Gonçalves.
Tem gente (pouca, mas tem) que não liga pro que considera "cargos menores" mas é MUITO IMPORTANTE lembrar como as coisas são decididas nesse país. Não basta escolher o Governador e o Presidente; é preciso lembrar da importância das bases.
Enfim, a Regina é bacana e merece o voto de todos nós.
As propostas dela são consistentes e ela tá na luta há tempos (foi vice prefeita, é vereadora e foi presidente do PV até esse ano).
O site dela é www.reginagoncalves43433.com.br . Lá estão as propostas e a agenda dela.
beijos e até outubro gente!

terça-feira, 20 de julho de 2010

O ovo e a galinha. A sacolinha e o lixo.






Tá, eu sou cabeça dura...
Mas eu fico aqui pensando nessa lei que saiu no Rio pra forçar a redução de sacolinhas plásticas nos supermercados.
Se a gente desconsiderar o uso abusivo dessas benditas sacolinhas, e pensar só nas pessoas que-como eu- usam no lixo dos banheiros e da cozinha mesmo assim é muuuuuita sacolinha.
Só que se eu não tiver mais as sacolinhas, vou ter que comprar saquinhos de lixo, que não são feitos de plástico reciclado. Daí que nem é uma questão de trocar seis por meia dúzia, estaremos piorando as coisas.
Se o plástico pode ser reaproveitado de N maneiras, acho que o caminho é fazer com que as pessoas diminuam a produção de lixo (isso sim ajudaria muito) e usem as sacolinhas de maneira racional. (Eu sei que pedir pras pessoas serem racionais não é nenhuma simplicidade...)
O grande problema é o lixo que a gente produz.
Eu vivo com isso na cabeça e tento diminuir ao máximo, ainda assim produzimos dois sacos de 100 litros por semana (quatro pessoas, três gatos e dois cachorros).
É difícil mudar a cabeça concretada das pessoas, usar a água da máquina de lavar roupa pra lavar o quintal, usar produtos de limpeza que tenham algum comprometimento com o meio ambiente, fazer alguma coisa...
É difícil, mas não é impossível.
Não custa tentar.

beijão, gente!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Disparo contra o sol, sou forte, sou por acaso, minha metralhadora cheia de mágoas...a



Na verdade eu ando bem mais pra estrofe seguinte: "cansado de correr na direção contrária, sem pódio de chegada ou beijo de namorada, eu sou mais um cara".
Tem coisas na vida que você faz e insiste em fazer sem ter parado uma única vez pra tentar ver sentido nelas.
Até que um dia em você finalmente cansa, olha pros lados e vê que se parar, o mundo vai continuar exatamente igual, ou melhor!
Tem coisa mais bacana que você perceber que dá pra deixar pra trás um monte de peso e de gente que você insistiu em carregar a vida toda e que só fizeram te usar, como se fosse tua obrigação estar alí pra eles, sem que houvesse uma mínima recíproca??
Independente do vínculo que a vida tenha estabelecido entre você e essas pessoas, é sempre tempo de rever essas configurações.
É como quando você percebe que perdoar uma falta grave do outro, te deixa mais leve e mais feliz. E que fica mais fácil.
É quando você desiste de carregar pedras e se dá conta que as pedras não tinham valor, nem te ajudariam a pavimentar nada.
É uma sensação louca, mas muito interessante.
E fica mais interessante a cada dia em que a vida passa, você segue em frente e deixa o passado pra trás (que é o lugar dele).
Fica a dica: tentem.
Vale MUITO a pena.
beijos e boa semana gente.


Texto especialmente dedicado à Tia Gilda, que viveu 90 anos, cuidou da própria vida; ajudou quem pode, espinafrou quem mereceu e absolutamente sem querer, me ajudou a perceber um monte de coisas que só estão facilitando horrores a minha vidona cor de rosa!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quando um pé pisa no outro e os dois pisam na bola




A Rede Globo tem seus méritos.
Na minha opinião, são muito mais estéticos que éticos ou de qualquer outra ordem.
Mas essa semana o reino da Dinamarca começou a mostrar sinais de uma podridão que a gente já desconfiava e contava que acabassem aparecendo.
O Brasil não é só Novela nem Jornal Nacional.
O Fantástico não é mais sinônimo de notícia nem de credibilidade há MUITO tempo; mas eles mantêm a pose e a impáfia.
A confusão com o Dunga foi ridícula. Não interessa se o cara é enjoado ou se é burro. Neste momento, em plena Copa, ele é o comandante da nave louca, o dono da história. E não é por que ele não quis dar o tratamento especial que os jornalistinhas uniformizados da Globo estão acostumados a receber, que ele mereça ser criticado.
Se o cara tá dando uma coletiva importante, a anta do repórter que se credenciou e tá lá assistindo e cobrindo a coletiva não tem nada que ficar dando risadinha enquanto fala ao celular. Ficou por que é um tremendo idiota e não sabe seu lugar nem sua função, mas mensura que tenha uma grande importância...
Depois uma revista da casa, fala que a Ana Maria Braga (única apresentadora de variedades num programa feminino da Globo) seja acusada de trair o marido ao ensaiar sua participação em outro programa de onde? Da Globo.
A coisa tá implodindo. Essa desorganização, esse atropelamento e essa zona seriam inconcebíveis em qualquer empresa, quanto mais na Vênus Platinada.
É lamentável que isso aconteça, por que significa muito mais que a possível queda de império: significa que os jovens formados que estão entrando no mercado de trabalho e consequentemente na Rede Globo, não estão sabendo segurar o rojão; e que os mais velhos, que deveriam saber passar o bastão, estão entregando um canudo vazio. O mesmo que as universidades estão entregando aos alunos.
Isso é muito triste.

Amanhã tem jogo.
beijos, gente!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

As aparências enganam

Eu tô sempre elogiando o Belchior e dizendo que não tem letrista melhor que ele. Tem o Chico, mas ele tá num outro patamar. Daí lembrei de uma música da Elis que embalou um namoro bem atormentado que eu tive, mas que tem uma letra de matar (do Sérgio Natureza e do Tunai).

Tá aí (é um playback pro Fantástico, as é o que tá com qualidade melhor):




As aparências enganam,
aos que odeiam e aos que amam
Por que o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo
e depois não há nada que os apague
Se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação dos tempos idos, de comunhão, sonhos vividos de conviver
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Por que o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer,
não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer,
senão chorar sob o cobertor
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
No insistente perfume de alguma coisa chamada amor
Bonito, né? 
Beijos, gente!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ainda sobre o Geraldinho (também).



O Geraldinho morreu.
Tá.
Ele tinha uma porrada de amigos e admiradores virtuais e outros tantos reais.
O Facebook dele tá bombando. Ele adorava esse oba oba, adorava polemizar, adorava chamar a atenção.
Mas ele não era só isso, não tava sempre bem nem sorrindo.
Ele tava muito deprimido e sozinho quando morreu.
Eu fico vendo (como vi ontem no velório e não pude deixar de pensar nisso) tanta gente que trabalhou com ele, que podia tentar ajudá-lo a conseguir algum trabalho, sei lá. Talvez ele não desse conta, mas a única pessoa que tentou arrumar emprego pra ele desde que ele voltou pra São Paulo foi a Pituca, através do Andréa Matarazzo (e ele esnobou). Fora a Pat que fez o divórcio e não cobrou nada, que corria sempre que ele chamava e a Carla que aguentou o inaguentável, que viu o que a gente nem sonha dele, mas estava alí sempre que ele gritava ( e ele gritava...) A ela, ele deixou declarado seu amor sincero, por que sabia que era recíproco.
Ninguém mais pra levar no médico, pra pegar no pé, pra tentar arrumar tratamento? Eu arrumei o CRATOD, ele achou uma bosta e não foi mais. Mas e se alguém tivesse conseguido alguma coisa que ajudasse de fato?
Não que isso fosse totalmente determinante no futuro dele, a gente não sabe bem, nem pode adivinhar o que está escrito; mas tem duas coisas que me incomodam:
Uma é que o personagem Canibal não era o Geraldinho, era o que ele vendia, e é triste ver gente que preferia a criatura ao criador.
Outra é que na hora da festa, todo mundo bebe e dá risada e achava ele o máximo, mas quem carregava o piano alí eram poucos.
Ele tava numa merda danada e todo mundo via, será que não dava pra ajudar mais?
Abaixo a legenda que ele colocou na foto:

Guardei tudo o que publiquei para poder "datar minhas descobertas". Por incrível que pareça ando bem atual. Tô pobre mas estou na moda. eh eh eh

Foda, né?
Ele já morreu, já foi.
Mas podia bem estar vivo. Então que tal desgrudar da tela, dar uma olhada em volta, levantar a bunda da cadeira e ver se não tem alguém precisando de uma mãozinha??

beijos, gente.

domingo, 13 de junho de 2010

Mr. Geraldo Paula Souza de Anhaia Melo



Hoje o post era pra Santo Antônio.
O Geraldinho morreu. Foi encontrado no apto dele ontem à tarde.
Há uns cinco anos, eu estranhei ele não atender o telefone no apto do Sobre as Ondas e liguei pra Pituca, que ligou pra Patrícia, que ligou pro porteiro que arrombou a porta e o encontrou overdosado, mas vivo. Desde então ele só nos chamava (junto com a Reco, que foi sua primeira namorada) de Mosqueteiras.
Dessa vez quando a Carla deu falta e correu pro apto dele no Copan ele já estava  morto.
O Geraldinho era genial. Tinha um puta coração bom e era super querido.
Mas padecia de muitos males humanos e fraquezas urbanas e de uma bipolaridade que era interessante e até divertida pra quem lia, mas muito triste pra quem convivia.
Ele era um cara que não cabia em si.
Não cabia em lugar nenhum nenhum do mundo real; mas cabia como ninguém no virtual.
E é onde ele vai estar.
Sempre.

beijos, gente

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sincera ou agradável??





Olha, tem coisas que eu simplesmente não entendo e não aceito. E como sou super cabeça dura e já estou em plena meia-idade, duvido muito que vá mudar de idéia.
Gosto de comprar coisas bacanas que me deixem contente ou alegrem a quem  a compra se destina.
Não sou nenhuma xiita anticonsumismo, não sou mesmo.
Mas não dá pra entender o que se passa na cabeça de um ser pensante (ou não) que compra um Rolex (cujo modelo mais simplinho custa 12 mil).
Neguinho tem que se achar muito pouca coisa, tem que ser muito pouco dado à reflexão e à consciência.
Não é possível...
É o supra sumo da vitória do ter sobre o ser.


Roubaram a loja e todo mundo se horrorizou. Se eu fosse o ladrão, certamente preferiria a loja da Rolex à Casa das Alianças...hehehe

beijos, gente  

domingo, 6 de junho de 2010

Advertência


Quando eu for velha, vou me vestir de roxo

Com um chapéu vermelho que não combina e não me deixa bem

Quero gastar minha aposentadoria em conhaque, luvas de seda

E sandálias de cetim, e dizer que não temos o dinheiro da manteiga

Sentar-me no chão quando estiver cansada

Devorar amostras nas lojas e apertar botões de alarme

E raspar minha bengala pelos gradis das ruas

Para compensar a sobriedade da minha juventude

Sairei de chinelos na chuva

Colherei flores em jardins alheios

E aprenderei a escarrar.

Poder usar blusas medonhas e deixar-me engordar

E comer dois quilos de lingüiça de uma só vez

Ou apenas pão e picles por uma semana

E estocar canetas e lápis e bolachas de chope e coisas em caixas

Mas por ora devemos ter roupas que nos mantenham secas

Pagar nosso aluguel e não xingar pelas ruas

Dando bom exemplo para as crianças

Temos de convidar amigos para o jantar e ler os jornais

Mas e se eu pudesse ir praticando um pouco agorinha mesmo?

Para quem me conhece, não fique chocado ou surpreso

Quando eu de repente for velha e passar a usar roxo.


Jenny Joseph

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Meritocracia no way


Sábado o João Marcello Bôscoli escreveu, em sua coluna do Estadão, um texto super bacana sobre um recurso  de estúdio que conserta a voz de qualquer gralha. Ele dizia o quanto essa busca por uma perfeição  ultrapasteurizada acaba com os valores e características das pessoas.
Hoje em dia os sorrisos são tão iguais, os dentes tão branquinhos. Ninguém mais conserva características próprias, todo mundo quer se enquadrar. Quer caber no jeans 38 de todas as facetas da vida.
Eu mesma, pra ser bem sincera, cheguei à conclusão de que sou de uma hipocrisia bem boa. Faço dissertações de mestrado pra quem não tá a fim de fazer mas pode pagar bem, e escrevo livros que outras pessoas assinam.
Daí, que a verdade é que tanto faz se você merece o que tem, se foi conquistado ou comprado (ou roubado, ou usurpado).
Não faz diferença mais.
Por essa e por outras é que eu tô cada vez mais enfiada em casa, plantando flores no canteiro pra ter coisas bonitas pra olhar; ao invés de botar a cara pra fora e só ver casca pra todo o lado.
Não é mau humor não, é uma simples e triste constatação!

Boa semana gente!
bjs

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Just perfect

(clique na imagem para ver em tamanho maior)


Em setembro de 1990, o George Michael deu uma entrevista ao LA Times Calendar Magazine reclamando MUITO dos ossos do ofício e da dureza de ser famoso e fazer sucesso.
Um monte de gente achou um absurdo e escreveu pra revista. Uma dessas pessoas foi o Frank Sinatra! A carta é tudo que a gente pensa quando ouve um chiliquinho desses. A carta foi publicada na semana seguinte, na mesma revista.
By the way, há uns quatros anos o Eddie Vedder deu uma reclamada parecida, e o Ozzy disse pra ele que se ele não queria ser famoso devia ter ido ser balconista do McDonalds. Tadinho do Ozzy, não tem a elegância do Frank, mas disse o que o outro tava pedindo... hehe


beijos gente, boa semana!

sábado, 15 de maio de 2010

A estúpida teoria do merecimento.


Hoje a Sophia teve um chilique por que as coisas na loja onde ela tá trabalhando acontecem na base do choro. Um funcionário "chora e diz que vai embora" e consegue atropelar a promoção que estava destinada a outra pessoa. Eu bem que argumentei com ela; que nessas coisas sempre tem muito mais coisas envolvidas etc e tal, mas ela encerrou o assunto dizendo que ninguém deve ganhar nada por que fez beicinho, mas por que tem valor.
Depois da confusão do dia das mães (a Marta- como sempre- é que me fez perceber isso), eu fiquei pensando que minha grande frustração no que diz respeito à minha família está diretamente relacionada à maldita teoria do merecimento.
Assim: um filho faz (quase) tudo certo e é pra onde todo mundo corre quando precisa; enquanto o outro só pisa na bola (com ambos os pés); mas os dois são tratados da mesmíssima maneira e consideração.
Uma pessoa que está na família há 20 anos tem a mesmíssima importância que alguém foi e voltou 500 vezes ou acabou de chegar.
Eu sempre me incomodei profundamente com a parábola idiota do filho pródigo. O discurso daquele pai não me convenceu.
Não sei se são as doses cavalares de floral que eu ando tomando há meses, mas tô começando a achar que vou ter mesmo que cantar em outras freguesias, que a minha não vale mais a pena.
E o mais interessante é ver que o Caio e a Sophia sempre tiveram razão, esses meus taurinos sabidos... (Fora TODAS as amigas de infância e minha avózinha perfeita, que sempre me cantaram essa bola)
E aí?
Como é com vocês?


beijos gente

domingo, 9 de maio de 2010

Libertação


Hoje, dia das mães, dei um grito (um berro) de libertação digno de registro.
Uma coisa que a gente aprende com a idade (meus amigos novinhos não fazem idéia do que isso signifique, mas o povo da minha geração e avante, sabe bem do que eu estou falando), é que chega uma hora na vida em que você cansa de querer agradar e ser polido.
Ou que vê que ser leal a quem só é leal à própria sombra, e olhe lá, é uma péssima idéia.
Depois de uma certa idade, a gente sente que não tem mais tempo a perder com conversinha mole, com diplomacia furada e agradando gente que, na verdade, não faz diferença (nem te dá a importância devida).
Pouco importa se é gente da família, da vizinhança, do trabalho ou do planeta mais próximo: você é como é, não vai mais mudar e ponto.
Gostou? Achou que compensa aguentar isso ou aquilo ? Ótimo!
Não gostou? Melhor ainda, vá cantar em OUTRA freguesia (por cantar, entenda-se: filar bóia, pedir conselhos, roupas, palpites, livros e desovar filhos, dentre outras práticas comuns em quem acha que a intimidade ou o laço -seja ele qual for- justificam que gente com bilhete só de ida, viva pendurada no seu pescoço.)
Daí que, de agora em diante, será como foi hoje: um almoço e um dia agradabilíssimos com meu marido, meus filhos e minha melhor amiga.
Gente que a gente escolhe e escolhe a gente. Isso é o que vale e é assim que vai ser daqui pra frente!

Deixem o excesso de bagagem pra trás. Tem coisa na vida que só serve pra pesar na hora de seguir em frente. Num primeiro momento pode até parecer difícil, mas na verdade é libertador!
beijos gente e boa semana!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Evo e as Galinhas


O presidente Evo Morales disse há uns dias, num discurso, que o consumo de carne de frango transgênico causa calvície e homossexualidade.
Como nem todos aqui desfrutam da sabedoria e inteligência boliviana do gajo, vou explicar como isso acontece...
Todos sabemos que as Frangas (já dizia meu amado Caio Fernando de Abreu) são muito unidas.
Daí quando alguma delas é atacada e morta para consumo, as demais se juntam em dois grupos distintos (mas igualmente vingadores):
-um ataca a cabeça do fascínora esfomeado e lhe aplica bicadas até que todo seu cabelo tenha caído.
-outro corre pra um centro de umbanda local e roga uma praga de eficácia tamanha, que o sujeito desmunheca antes mesmo de engolir a porção de frango à passarinho.
Gente, praga de franga é coisa forte...

Ai socorro...

E eu nem reclamei do presidente do Uruguai ser o Zé do Caixão!!!

Bora trabalhar??
beijos

quarta-feira, 21 de abril de 2010

blá blá blá

Ando trabalhando muito, graças aos céus.
Tô finalizando duas dissertações de mestrado, um freela pra um Guia de Raças de Cães e a revisão de um livro bacana...
Segunda e terça fui na Givaudan fazer grupo de pesquisa de mercado, adoro!
O povo reclama, mas eu adoro o mundo corporativo...

Hoje cedo fiquei pensando na dinâmica das prestadoras de serviço que a gente é obrigado a engolir.
Assim:
Na Telefônica, um não fala com o outro, todos te atendem mal e acabam resolvendo teu problema totalmente sem querer.
Na Net eles conversam entre si e combinam de te sacanear o tempo todo.
Na Tim eles não conversam, não te atendem e te sacaneiam.
Na Eletropaulo eles ignoram sua existência, mas o tempo estimado para volta da energia no seu bairro é sempre de quatro horas (que pode significar quinze minutos ou oito horas).

O pior é que a teoria de que a concorrência pode melhorar o atendimento é bastante relativa.
A Net tem concorrência e não melhorou (mudei pra Sky há anos). Mas é importante nós, pobres consumidores, termos opção, podermos trocar de operadora seja lá de que serviço for.
Assunto chato, né??
Beijos gente, bom feriado.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Por que eu quero que o Dourado ganhe o BBB


Antes de mais nada, se você é daqueles que acha que vai ganhar ou perder um neurônio por gostar de ver televisão, saia da internet e vá ler Crime e Castigo (na versão traduzida direto do russo pro português, com um acréscimo de quase 200 páginas).

Então... Eu quero que o Dourado ganhe, por me incomodar profundamente com as "minorias" que se aproveitam disso e levantam bandeirinhas quando lhes convém.
Isso serve pra negros e homossexuais, na mesma medida.
Judeu, no Brasil, nunca teve tratamento de minoria (pelo contrário, judeu aqui é elite).
Ele é um brutamontes? Um brucutú? É mesmo. Mas não se esconde atrás disso e não usa isso como escada pra faturar o prêmio.
O oponente dele, o Dragg Di Cesar, entrou levantando a bandeira dos gays e se comportou como uma tia velha, solteirona, maledicente e falsa. Mas achava que devia ficar por ser gay, afinal minorias devem ser unidas e protegidas...
Pois as minorias que se cuidem, eu tô cansada de ser julgada por usar roupa preta, all star, brinco de caveira, óculos azuis e viver despenteada.
Isso é preconceito. E preconceito NUNCA foi exclusividade de gays... dãããã
Prefiro gente exposta, prefiro gente de carne e osso. Mesmo que essa verdade não me agrade, prefiro saber com quem eu tô lidando.
Não gosto de gente que apaga scrap, não põe a foto no orkut e se esconde.
Que fala MUITO mal de alguma pessoa ou coisa e depois "esquece".
Prefiro uma verdade esfregada na cara a uma mentira docemente sussurrada.
O Dourado é essa verdade esfregada na cara.
Ele arrota, ele não é educadinho nem representa nada que mereça grandes elogios sociais.
Mas ele assume as escolhas dele e é isso que todo mundo devia fazer.
Sinceramente?
Tô cheia dessa juventude "alegrinha" e desmiolada. Principalmente uma juventude que já passou dos vinte e já deveria ter aprendido a pensar.
Gostou? Ótimo.
Não gostou? Foda-se.
Não tenho nem tempo nem idade pra perder com quem "vive de mentirinha".

Prontofalei

beijos, gente

Querido papai do céu



Na próxima encarnação, eu não preciso vir magra, nem inteligente, nem rica.
Eu só quero o Jeff Bridges, pode ser??
Eu tô comendo tanta grama por conta das escolhas imbecis que eu faço, eu mereço esse mimo pra próxima, né não?
Nesta noite de domingo, deixo registrado meu humilde pedido, tá?
Bjs e boa semana gente!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Antes do fim


Daqui a pouco sai a sentença dos Nardoni.
Pra mim o julgamento é formalidade, eles estão condenados e ponto.
Ninguém NUNCA vai saber exatamente o que aconteceu naquela noite, mas o público (eu inclusive)resolvemos que foram eles, que o cara é um psicopata casado com outra psicopata.
Isso é muito perigoso, mas é bem fácil de fazer, né?
Não acho que eles sejam inocentes, só acho que um julgamento devia ser (sei eu lá como) mais isento da comoção popular e da influência da mídia (a gente sabe como é escrever que o MST "ocupou" ou "invadiu" uma área ociosa...)
O Cembranelli é o mocinho - mesmo com aquele olhar de Quasímodo (ai credo)- e o outro advogado, o da defesa, que nem eu nem a maioria de vocês deve lembrar o nome tá lá se matando pra fazer a obrigação dele e atura a fúria da turba amalucada.
Ninguém entende porra nenhuma de senso de justiça neste país.
Prontofalei.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sou a mãe mais sortuda do mundo


Eu tenho tanta coisa e quero outras tantas.
Tem coisa na minha vida que (embora seja difícil) precisa ser terminada.
Tenho vontades, tenho medos, tenho isso e tenho aquilo... como todo mundo.
Mas o mais importante SÓ eu tenho: a Sophia!
Essa menina enche meu coração de pedra quando chega e me chama pra conversar.
É minha amiga, minha sombra e meu bebê.
Sou meio mãe de tanta gente, e esse amor eu aprendi com ela.
É com ela que eu dou risada, é ela que eu beijo e cheiro, é o abajur do quarto dela que eu apago toda noite (ela não gosta de acordar com ele aceso). O cabelinho dela tem cheiro de bebê e as mãos (sempre ao natural) são lindas.
Ela é cuidadosa, caprichosa e atenciosa.
Ela é chata e azeda.
E não tem um dia em que eu não agradeça MUITO por ter essa filha.

(Esse bilhetinho eu achei no meu quarto esses dias. Sem nenhum motivo especial)

sexta-feira, 19 de março de 2010

APAPU TOTAL


Quando eu penso que sou uma mulher de 45 anos, vacinada e vivida tomo um susto atrás do outro e sou obrigada a admitir que não tem limite pra NADA neste mundo.

Essa semana a justiça de Jundiaí tirou a filha (de um ano) de uma cigana que pedia dinheiro nas ruas com a menina no colo. Esse é o tipo de coisa que a gente não vê né? Cigana com criança pequena no colo, perturbando a gente pra ler a sorte. Não sou nenhuma expert no assunto, sei que os ciganos tem os hábitos deles, alguns condenáveis (como nós também temos).

Pelo que vi, a menina estava gordinha, limpa e bem alimentada.

Achei um absurdo ela ter sido arrancada (pra quem viu o vídeo sabe que não tem como usar outro verbo) do colo da mãe. A primeira coisa que eu pensei foi que o juiz que mandou pegar a menina deve ter algum amigo louco pra adotar uma menina loirinha de um ano...

Daí na mesma semana uma criatura que atende pelo nome de Cristina Mortágua, conhecida por ser trabalhadora, educada e pela vasta produção intelectual e social, resolve fazer uma “brincadeira” e tira fotos sem roupa junto com o filho de 15 anos. Não contente, depois da foto ela dá um beijo na boca do menino. Muito mais que um selinho. E estão querendo processar essa mãe devotada por pedofilia e incesto. E ela ainda disse que só gente "recalcada" pra se escandalizar com uma coisa dessas.

Por que não tiraram o menino dela e mandaram pra um ambiente menos inóspito?

Ahhhhh, é mesmo... Ela não é cigana, nem pobre, nem ninguém deve ter lembrado que um menino de 15 é tão menor de idade quanto uma menina de um ano.

Nossa, estou com o estômago virado com isso.

Que vergonha.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Síndrome de tesourinho


A gente tem que se dar valor.
Isso é o básico do básico da bolinha* pra sobreviver e conseguir alguma coisa nesse mundo selvagem.
Mas uma coisa é a gente se conhecer, saber o valor que tem e trabalhar com e por isso.
Outra, com-ple-ta-men-te di-fe-ren-te, é nego achar que realmente faz uma puta falta pro resto do mundo.
Daí um cubano dissidente morreu depois de uma greve de fome. Uma merda.
Não faz diferença se o cara tinha um posicionamento político e uma reivindicação legítima ou se era um lunático como a filha do Che Guevara falou hoje nos jornais.
Agora o segundo (um jornalista) tá pipocando no hospital, também por conta de uma greve de fome contra o regime do Fidel e das fidelices totalmente démodés desse meganha maluco parado no tempo.
Será que a melhor coisa que esses caras poderiam ter feito pra chamar a atenção do mundo seria mesmo a imolação?
Desculpem, eu devo ser uma anta completa, mas sempre acho que vivo a gente tem mais utilidade.
Não é moleza dar murro em ponta de faca, brigar sozinho, apagar incêndio com bico, yada yada yada, mas moleza não se tem mesmo, né não?
Que exemplo é esse de fazer greve de fome até morrer?
Não parece coisa de criança que prendia a respiração pra assombrar a mãe?
Deus me livre desmerecer o cara que morreu e o outro que está tão empenhado, mas eu acredito na vida, sempre.

beijos gente, bom final de semana.

*básico do básico da bolinha é como a gente (na adolescência) falava do que era óbvio, batido, ululante.

terça-feira, 2 de março de 2010

Apapu 2010


E não é que proibiram a propaganda da cerveja Devassa???

Ai meus sais...

Só sendo muito devota da Santa Paciência mesmo.

O nome desse blog ainda vira Lesma azeda de sofá.

Quem disse que as mulheres precisam desse tipo de proteção diferenciada?

Quem pediu isso?

Antes do feminismo, quem mandava nas mulheres eram os homens e as maiorias. Hoje são as maiorias feministas, paternalistas, intolerantes e mal comidas; e os insuportáveis politicamente corretos.

Se uma mulher decide fazer a linha loira burra, se decide ir pro farol fazer programa, se vai pro BBB ou faz mestrado, o problema é dela.

Não se faz esse tipo de juízo de valor. As pessoas têm direitos. As mulheres não são idiotas e sabem muito bem cuidar de si; e aquelas que não sabem, não vão aprender sendo “protegidas” de sua própria tolice.

Odeio ver mulheres sendo tratadas como filhinhas rebeldes ou sofredoras.

Não admito ver as mulheres tratadas como um bando de micos leões dourados acéfalos e incapazes; mulher não requer supervisão.

No meu mundo perfeito não haveria delegacia da mulher.

Isso é outra coisa que eu não engulo.

Minha filha toma ônibus, toma bronca do chefe, se vira, se defende, chora, quebra a cara e aprende. Se perde e se acha, mas faz seu caminho.

A vida não é mole, mas é triste pra quem admite ser tratada, defendida e protegida como se fosse incapaz.

Cabe a cada uma de nós fazer escolhas, como acontece com qualquer ser vivente.

Quem escolher errado, dança.

Vou explicar uma coisa que acho que ninguém sabe: toda a vez que você (homem, mulher ou samambaia) fizer uma escolha errada, vai arcar com as consequências. Isso acontece- caso não tenha percebido- desde que você era criança e dizia que o cachorro comeu sua lição de casa ou enfiava o dedo na tomada.

Francamente...

Eu faço zilhões de cagadas; mas faço questão absoluta de escolher cada uma delas.

Quem agüenta uma coisa dessas em 2010???????

Que vergonha, gente!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mal humorada


Deve ser o inferno astral (só pode ser).

Tiraram a "proteção" do menor que participou do assalto que resultou na morte do João Hélio. Engraçado que pouca gente acha diferente estuprar, torturar e matar como fez o Champinha e fazer uma grande merda sem perceber como fez esse coitado quando arrastou o menino pelo cinto de segurança. Não tem peso e medida pra crime, se roubou um pão no mecado ou se roubou o cofre do banco é roubo do mesmo jeito. Por isso a justiça é cega.
Mas existe a intenção, a premeditação. Não fosse isso não existiria o crime doloso e o culposo.
Mas nem gasto mais meu teclado com isso.

Um bando de desmiolados bem humorados resolve fazer uma marcha pela liberação da maconha e a polícia proíbe??? Caramba. Se alguém quiser fazer uma marcha contra a polícia faz como?
Brasileiro já não reclama de nada, já não se organiza, já não vai pras ruas se não for pelo futebol e quando ensaia uma manifestação, a polícia proíbe??? Ai socorro.

Acho maconha uma bobagem depois de certa idade, perdoável em alguma idade e perigosa e dispensável em qualquer idade. Mas aí tem a questão do tráfico, que é muito pior.
Melhor deixar o povo comprar na farmácia que no morro.
Melhor saber a procedência, melhor uma logística legal pra coisa toda.

Enfim.
Tô brava com uma bobagem que rolou na escola do Grê, mas só vou falar no assunto depois que falar com meu muso palpiteiro especial, o Flávio!!!
bjs e boa semana, gente!


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Com a cabeça no lugar, por favor???


Outro dia, durante um jantar com amigos, alguém reclamou MUITO de uma propaganda que o governo veiculou no carnaval. A propaganda mostrava um rapaz esperando seu namorado e incitava o uso de preservativos. Tanta gente se escandalizou, foi uma polêmica na mesa.
Eu tenho pouca paciência e é duro, a essa altura do campeonato, explicar pra adultos pensantes que escândalo e absurdo é a meninada morrer de AIDS.
Na mesma via está a questão do menor envolvido na morte do menino João Helio.
Ele participou do crime, foi responsabilizado e preso; mas era menor de idade.
Agora, com 18 anos, saiu da cadeia e foi "repatriado" por uma ONG, pra tentar recomeçar a vida em outro lugar.
Todo mundo indignado, metendo a lenha na ONG, no sistema prisional, na justiça, em Deus e no diabo.
Gente, peloamordeDeus... TODO mundo tem direito a (pelo menos) uma chance de remissão.
Qual é?
No Brasil não existe pena de morte e a gente tem que lembrar que em algum grau, vai acabar precisando de uma segunda chance, mais dia menos dia.
A vida do João Hélio acabou, foi um horror. Mas a gente não pode achar que a vida dele tenha mais valia que a desse menino.
Alguém sabe como ele cresceu? Como foi a vida dele? Ninguém sabe (nem eu).
Não tô aqui pra defender bandido, mas tô defendendo um menor de idade que pode ter aprendido e tem direito a outra chance (como TODO mundo tem).

O que esse menino fez com o João Hélio foi horrível, mas cuidado pra não querer fazer a mesma coisa com ele agora.
Bom final de semana, gente!
bjs

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Da utilidade do carnaval




Minha família fundou a Acadêmicos do Tucuruvi. Quando meu tio era vivo (na verdade ele era meu tio avô), a gente saía na comissão de frente, na ala das baianas, nos destaques... Era a família toda espalhada nas alas da escola (que era pequena; quando passou pro segundo grupo- hoje grupo de acesso- a gente mal acreditou!!!). As vezes em que eu desfilei, foram todas na Avenida Tiradentes. Nem existia o sambódromo... (to velha, I know). Uma vez, fomos as três na comissão de frente com os namorados. Como o meu era meio baixinho e o da Lilian era enorme, eles usavam cartolas de alturas diferentes, pra, de longe, ficarem do mesmo tamanho. A cartola do meu era tão alta, que parecia uma chaminé...haha

Hoje a escola cresceu e virou Escola de Samba, e tirando meu primo que ficou uns anos na presidência, a gente mal aparece por lá. O terreno da quadra, na Avenida Mazzei (onde moravam meus avós), foi onde eu aprendi a andar de bicicleta.

Normalmente eu viajo no carnaval. Esse ano ficamos aqui, a Sophia trabalhou direto. Fui todos os dias pro clube (que é uma sucursal da família Almeida, somos a maior família de sócios), fora os amigos de infância que são muitos por lá. Ontem depois do clube, fizemos um churrasco na casa da minha prima. Num determinado momento, estávamos conversando na varanda (entre as picanhas, a farofa e a salada de batatas), as crianças andando pra todo o lado e eu pensei que se minha avó estivesse vendo (como devia estar, de algum lugar no céu dos avós), ela estaria muito orgulhosa de ver a família unida e se divertindo junta.

Então, na verdade, esse feriadão serve pra gente fazer o que gosta. Não é por que a maioria prefere pular e cair na farra, que a preferência do resto não tenha significado.

Carnaval é satisfação.

Prazer de ficar em casa, de se acabar na avenida, de beber todas, de beijar na boca, de dormir, de namorar, de ver TV, de ler, de ficar com a família, com os amigos ou sozinho.

Prazer pelo prazer.

Boa Quaresma, gente!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Big Love


Eu costumava assistir Big Love aos domingos, depois de The Tudor's, mas ele vivem mudando a programação... HBO é boa nisso (deixar a gente perdido na programação).
Enfim, resolvi ver tudo de novo e tô baixando e assistindo desde o piloto.
O seriado fala sobre uma família polígama de Utah.
Um marido, três esposas e um bando de filhos.
Tem todo o tipo de conflito óbvio gerado pelo ciúme que uma situação dessas evoca.
Mas tem o outro lado também!
Duvido que alguma mulher concordasse em ter três maridos ao mesmo tempo; mas se arrumasse uma mão amiga pra dividir aquele marido mala que ela carrega sozinha há anos, talvez fosse uma boa pedida...
No seriado as casas de cada uma são independentes, eles só dividem o mesmo quintal e a piscina ( e o marido...).
São as mulheres que escolhem as novas esposas do marido. Não adianta ele trazer a gostosa que conheceu na video locadora, que não rola.
Sinceramente?
Se seu marido, não ganha o suficiente (nem chega perto disso), é grosso, mal humorado, acomodado, mal agradecido e mais atrapalha que ajuda em relação aos filhos, tá meio na hora de passar o bilhete da rifa, né?
haha
bjs gente.
Vejam Big Love. É o máximo!!


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Meu discurso pra colação de grau.




Uma amostra de 80 elementos extraída de uma população aproximadamente normal cujo desvio padrão é 2,8 forneceu média de 45,8. Construa um intervalo de confiança de 95% para a média dessa população.

Seguramente ninguém mais lembra como resolver isso, e nenhum de nós vai ouvir as palavras fatorial, medidas de dispersão e variância amostral sem lembrar o sofrimento das aulas de estatística.

Em compensação, sabemos muito bem elaborar um press kit, uma pauta, uma matéria, a diferença do texto pra uma revista e pra um jornal diário. Jornalismo investigativo, literário, cultural. Um lead, uma linha fina... Ah, também sabemos as novidades do Lance! e do handbal!

Decupamos fitas, baixamos seriados nas aulas online e atrasamos a entrega dos livros da biblioteca. Reclamamos dos prazos, sentamos no corredor, esquecemos o dia da PI, comemos pão de queijo e tomamos chá na sala de redação enquanto tentávamos o milagre da multiplicação das horas de atividades complementares.

Fizemos amigos.

Saímos à noite, fizemos churrascos, jantamos juntos e nos aproximamos.

Vimos filmes, trocamos livros, discutimos documentários e conceitos de ética, fomos ao Estadão, passamos frio no estúdio de foto, assamos no de vídeo e organizamos palestras.

Os textos imensos de História da Arte e o cálculo do ângulo de abertura do obturador, que eu nunca fui capaz de entender...

O medo do mesmo, aquele ser das profundezas que vive parado nos elevadores.

Quem. Quando. Como. Onde e Por que.

Nós. Hoje. De beca. Aqui. Por que conseguimos.

Acabou o curso, mas começou o futuro; um futuro que trouxe a Paola e tá trazendo a Anna Beatriz.

Agora somos jornalistas e só quem não conquistou o direito de ter o nome impresso num diploma, pode achar que ele não seja necessário.

Jornalistas.

Jornalista muda o mundo, jornalista descobre e denuncia, jornalista conta e explica.

Jornalista estuda, estuda e estuda.

E nós estudamos.

Uma classe de quase 100 alunos no primeiro semestre; hoje somos menos de trinta.

Uma classe que sempre se destacou pelo talento.

Talento lapidado por professores maravilhosos, valiosos e amigos, que nos aguentaram, nos ensinaram, nos acompanharam e o mais importante: nos apoiaram.

E nós não fomos fáceis.

Nos unimos sempre que foi preciso e nos estressamos sempre que possível.

Mas não desistimos.

É estranho chegar aqui e não estar de tênis e camiseta segurando uma pilha de cadernos.

É engraçado não ver a Dominick sentada perto do Fernando e da Pâmela no meio da classe. As Carolinas na primeira fileira, perto do Fábio e da Jennifer.

Quando tiver jogo de futebol, não vamos ver o Luis, o Márcio e o Vitor, dando palestra pros meninos.

Qualquer notícia do Maranhão ou de handbal sem poder comentar com o China!

Uma peça nova e nada da Claudinha.

Uma matéria bacana na RollingStone e cadê a opinião do Alex?

Uma exposição de fotos sem a Janaína e um episódio novo de Desperate sem o Marquinhos.

Uma pauta de polícia sem a Thaís.

Um programa bacana no Sesc sem a Priscilla.

As caronas que eu dava pra Ariane...

Uma música nova do Chico ou do Osvaldo Montenegro sem o Vinicius...

A Lucélia arrasando no palco, o sorriso da Gisele sempre quietinha, a elegância da Fernanda e as histórias de indignação da Luara. Todas as cores do cabelo da Carla...

Quatro anos que passaram voando.

Cada um vai sentir falta de uma coisa em especial.

Eu vou sentir falta de vocês!

Obrigada, gente!