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bjs

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Aventura Natalina


Como propus no post sobre o Natal, fui ao correio e peguei uma das tantas cartinhas que as crianças endereçam ao "Papai Noel, Polo Norte".
O meu menino chamava Giovane e pediu a coleção de cartas do Pokémon. Não precisei de muito tempo pra saber que não existem mais esses cards, mas o Grê tinha todos eles quis dar de presente.
Fomos ao centro de Tremembé (temos um comércio local bacana) e compramos uma caixa de carrinhos Match Box e uma camiseta do Ben 10 (segundo a vendedora é o personagem que os meninos de 10 anos mais gostam). Passamos no supermercado e compramos um Fiesta, uma coca cola família, uma chocotone, uns sacos de pirulito e flores.
Achamos que seria mais negócio ir à noite, já que na carta ele falava que a "mãe" não tinha dinheiro pra comprar presentes. Deduzi que não tinha um pai na jogada e que ela deveria trabalhar durante o dia.
O detalhe é que o Giovane mora no Cingapura do Edú Chaves e ir lá ás oito e meia da noite exige alguma coragem. Não tem um único poste de iluminação que funcione em todo o quarteirão e os "nativos" das redondezas olhavam pro Scenic com três perdidos cheios de pacotes com cara de poucos amigos.
Graças aos céus, assim que achamos o Cingapura, os moradores foram mega bacanas e nos ensinaram como chegar ao bloco 8!
Desci do carro, saquei os pirulitos e fui distribuindo e puxando conversa com a meninada que logo foi buscar o Giovane e seus irmãos (a mãe estava trabalhando ainda).
Assim que ele apareceu eu perguntei:
-Você andou escrevendo cartinhas pro Papai Noel?
Ele abriu o maior sorriso, virou pro irmão e disse:
-Eu não te falei???
Ele adorou os presentes, principalmente a camiseta e o chocotone. Uma graça de menino!

Foi muito legal, todo mundo em volta e eu contando lorotas que o Papai Noel é meu amigo e tinha pedido pra eu entregar os presentes que o Giovane tinha pedido.
Sentamos na calçada (o Caio dentro do carro, com o motor ligado...Esse meu marido é um covardão...) ele abriu os presentes, eu distribuí o resto dos pirulitos, dei um beijo nele e viemos pra casa mais leves e achando muito mais fácil ser feliz.
É como disseo o Giovane:
-Eu não te falei???
beijos gente e até 2010.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mil saudades






Tinha decidido não escrever nada, mas como quero deixar essa tristeza pra 2009 e levar só a saudade pra 2010, aqui estou eu.
O Mil nasceu em Minas, no reveillon de 2000, no sítio da Leda em Extrema, e veio com a gente pra casa bem pequenininho, um cisco. A Dru morreu de ciúmes dele...
Ele era um gato lindo de morrer.
Pesava quase dez quilos e não havia quem não se encantasse com ele.
Era chato, antipático e antisocial.
Gostava da massagem que o Caio fazia nas costas dele e adorou os forros que eu fiz pra ele poder dormir mais confortável sobre a máquina de lavar na área de serviço; e ficava quietinho por hoooras no colo do Bruno.
Uma vez ele ficou com a uretra entupida e eu tive que desentupir "manualmente" foi um mico sem precendentes.
Ele era o gato mais gato que eu tive.
Nunca obedeceu a gente.
Uma vez sumiu por dez dias (o Caio quase morreu) e só voltou quando o Caio pagou R$50,00 pra os moleques da rua irem buscar sua majestade no telhado da vizinha.
Ele via os outros gatos caçando borboletas e passarinhos e caçava folhas. Entrava e casa com elas na boca, rosnando feroz.
Ele afiava as unhas embaixo da minha cama (eu odiava isso).
Ele abria as portas de correr do closed pra dormir nas toalhas limpas.
Ele fazia xixi na cama das cachorras.
Era sempre o primeiro a deitar na frente da lareira.
Era tão preguiçoso (e tão pouco dado a caminhadas)que tinha pelos entre as almofadinhas das patas.
Ele era o único que não vinha quando a gente chamava e o Gregório levava um tempão procurando por ele nas gavetas, armários, camas...
Ele era o dono da casa e todo mundo aqui respeitava a vontade dele, antes de qualquer coisa.
Ele sempre fez o que bem entendeu e a gente sempre obecedeu suas ordens gatais.
Segunda feira ele escapou pela porta da frente e foi atropelado.
Morreu na hora e nós estamos aqui perdidos sem ele.
Mas ele deve estar bem, aquele chato sempre se dava bem.
Tchau Mil, seu chato.
Nada aqui vai ser a mesma coisa sem você.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Feed the world


Ando tão perdida com meu tempo livre.
Tem tanta coisa pendurada pra 2010 (que estranho escrever essa data sem estar numa ficção futurista) que eu me esforço pra não me preocupar e perder energia em coisas que não sei se vão ou como serão feitas.
Esse ano foi ruim, tá bom que acabou com bastante trabalho e alguma grana, mas não compensou as dores de cabeça.
Mas no fundo, mesmo tendo feito bobagens ingênuas que eu sempre faço, e outras idiotices pra agradar gente de quem eu gosto, o ano filtrou o que era legítimo.
Quem e o que tava na minha vida por estar, saiu (ou tá saindo), e quem ficou, era pra ter ficado mesmo.
No final das contas eu tenho um puta orgulho de ser quem eu sou (não que seja uma moleza...).

Hoje, via Twitter, recebi do Sérgio Martins a lembrança de um vídeo dos anos 80, quando o Geldorf juntou ingleses e irlandeses pra fazer um vídeo de natal e arrecadar fundos pras crianças da África . (Beeem antes do MJ com aquele porre de we are the world).
A música é belíssima e eu me emociono muito com ela.
Tá que a África não é exatamente aqui do lado, mas perto da sua casa, ou no caminho que vc faz todos os dias tem gente precisando de uma mãozinha, nem que seja só pra achar que tem gente bacana no mundo e que essa correria louca vale a pena.
Que tal neste ano, comprar um presente a menos pra si e juntar uma grana pra fazer a ceia de uma família???
Meu desejo pra vcs todos, é que façam alguma coisa que ajude alguém e os faça sentir melhor. Em qualquer instância, de qualquer tamanho, uma boa ação escoteira!
Feliz Natal, gente!!



sábado, 5 de dezembro de 2009

Nunca mais cinema, nunca mais drink no dancing...


Acabou a faculdade.
Lembro perfeitamente de estar sentada diante do computador fazendo alguma coisa qualquer quando pipocou um pop up sobre o vestibular da UNIP.
Nem pensei direito e me inscrevi.
Depois (é claro) comecei a sofrer (e se eu não passar?). Passei.
Daí (é claro) comecei a sofrer (e se eu boiar o tempo todo?) Não boiei.
Mas (é claro) comecei a sofrer (e se ninguém tiver saco pra conversar com uma quarentona palpiteira?). Mas tiveram.
Conheci tanta gente bacana, uma meninada mega talentosa, super querida e sem a menor noção do quanto eles são novos e de tudo que eles ainda podem fazer da vida...
Uns professores muito bons, fiquei amiga de alguns mais irresistíveis.
Vou sentir tanta falta, que tô com um nó na garganta que não ata nem desata, um saco.
Minha banca foi um desastre, mas a vida é assim mesmo e eu voltei pra casa com um nove.
Logo que cheguei em casa, um professor (bem o mais querido) me liga pra dizer que a gente merecia muito ter tirado dez e que aquele nove foi injusto (mas que a gente sabe que não vai mudar a vida de ninguém, e que isso não é o fim do mundo, pelo amor...).
Daí eu fiquei pensando que o importante são SEMPRE as pessoas.
Nada é mais importante que os amigos que você fez; as pessoas que você ajudou e que te ajudaram nesses quatro anos.
Nada vai dar mais saudade que entrar naquela sala abafada, passar rapidinho pelo professor e me enfiar em duas cadeiras no meio do Vini e da Claudinha. A Ariane tomando café e o Alex lendo uma revista. Fazer careta pro China e pro Luís do outro lado da sala, brincar com a Lucélia, que está comendo ou com o Fábio que está de shorts. Elogiar a Carol, que está sempre linda, perguntar pra Thaís como ela consegue andar de salto logo cedo e ficar esculhambando as lavadeiras.
Dar carona pra Janaína na ída e pra Ari na volta e ficar conversando, conversando...
Esquecer de deixar a Ari no ponto e ela ficar pra mim "e eu?, e eu?"...
Errar o lado de passar a carteirinha na catraca, esperar os meninos comprarem croissant de chocolate e se perder na biblioteca. As histórias engraçadas da Luara e o cabelo da Fernanda que tá sempre perfeitamente penteado. O guarda roupa genial da Jennifer e o "djêniffer" que ela fala pra explicar a pronúncia certa do nome. Falar bobagens só pra Ana Carolina rir (ela é meio séria, mas quando ri parece uma menininha). Comprar trufas da Dominick, levar canetas extras pro Alex e pedir pra alguém ligar o ventilador.
Emprestar meus livros pra todo mundo e depois ficar no pé deles pra devolverem.
Ensinar sobre os Beatles, Talking Heads e Duran Duran e aprender sobre o Mika, Regina Spektor e Móveis Coloniais de Acaju.
Conversar com as ascensoristas, tomar chá na sala de redação e sentar no corredor pra conversar. Proibir o Marquinhos de paquerar uns meninos estranhos na praça de alimentação.
Morrer de calor no estúdio de TV, errar mil vezes a locução no estúdio de rádio pq fica todo mundo do outro lado do vidro fazendo careta e dando risada.
Conversar com o Edu no final da aula, com o Trigo na sala da coordenação, ler o horóscopo do Quiroga pra todo mundo, passar na sala onde a Mônica e as Tânias estão dando aula e ficar dando tchauzinho. Encontrar a Gabi no corredor e dizer: oi professoooooora!!
Os corações cor de rosa que a Claudinha desenha nas folhas de prova pra vir com nota alta, ensinar o Alex a calcular fatorial com a calculadora financeira em plena prova de estatística.
Correr atrás de um cachorro que escapou de um carro no estacionamento, junto com o manobrista e descobrir que a classe inteira tava na janela vendo meu papel ridículo.
Chamar o prefeito de CELSO Kassab, no dia em que eu bati o carro na árvore.
Falar palavrão na aula, dar muita risada e aprender tanto...
Esquecer a distância de gerações que me separa da maioria dos colegas, ser igual e falar muita bobagem.
Virar mãe de todos, dar conselhos e duras.
Entender cada explicação antes de qualquer um, mas esquecer em cinco minutos (enquanto eles guardam tu-do).

Tudo bem, é um puta clichê, mas eu faria tuuuudo de novo.
Ai que tristeza! Como eu vou viver sem tudo isso???
O que eu vou escrever no discurso da Colação de Grau?
Já tô sofrendo... (é claro).
bjs cheios de saudades



sábado, 21 de novembro de 2009

Do amor e de outros demônios


Eu sempre disse pro Caio que quando as crianças crescessem seria um inferno, que cada um cuidaria da própria vida e eu ficaria sozinha com ele, que é um chato.
Mas, ou eu, ou ele, ou ambos, mudamos.
As crianças cresceram, arrumaram um monte de outras importâncias na vida e nós ficamos muito bem, obrigada!
Ficar em casa sozinhos, sair pra dar umas voltas, fazer comprinhas ou ficar conversando (ele falando um monte de bobagens pra me horrorizar, morrendo de rir) é uma delícia. É perfeito.

Minha banca é dia 4. Já fiz e refiz a apresentação duzentas vezes e não consigo dormir pensando se não seria melhor substituir esse slide por aquele e se a meninada do meu grupo não vai perder o tempo de leitura dos editoriais (que é cronometrado).

A Beatles Brasil tá renovada, revigorada e cheia de gente nova e interessante (passamos dos 123 mil), e eu tô muito orgulhosa dela.

Fui ver Bastardos Inglórios e concordo plenamente com a Claudinha, que disse que quando acaba a gente tem vontade de levantar e aplaudir.

Nessa época do ano começo a ter as crises de abstinência da água do mar da Domingas Dias...
Odeio esse calor.
Lá vou eu mexer na apresentação da Banca de novo...


bjs

domingo, 1 de novembro de 2009

Bem feito, bem feito, bem feitooooooo!!!


Li algumas matérias sobre o caso da menina da Uniban. Todo mundo defendeu a garota, e seu direito de escolha da roupa que a faz sentir mais bonita.
Peraí: então a menina vai pelada, vestida feito uma piranha na universidade e é tratada como vítima inocente da turba amalucada?
Tiraram fotos, chamaram de puta, vaiaram, falaram merda, mas ninguém chegou perto, estou errada?
Lista dos cadês:
1-Cadê a segurança dessa BOSTA de Uniban??? Que, não só deixou entrar quase pelada, como não conteve a zona que virou o desfile da moça pela rampa?
2-Cadê os pais da menina que não a viram sair de casa nesse naipe de elegância? Ou que não sabiam que ela costuma assistir aula SEMPRE com esse tipo de roupa -segundo declaração dos professores aos policiais que conduzem o inquérito.
3-Cadê o bom senso dessas meninas que andam vestidas de putas (já cansei de ler matérias em revistas sérias, onde os meninos dizem que, nas baladas, não distinguem mais uma garota de programa de uma garota de família, só de olhar) e querem ser tratadas com respeito?

Ora, vão se foder.

Uma coisa é vc ter direito a usar uma roupa diferente, querer se destacar, querer ter seu lugar. Outra completamente diferente é andar feito uma vagabunda e achar que os meninos vão te respeitar.

Devo sim, ser careta e machista.
Sinceramente?
Bem feito!
Ela que vá vender vassouras e lembre dessa baixaria pra aprender que, neste mundo, quem sai na chuva é pra se molhar.
beijos

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu nem sinto meus pés no chão...


Arebaba, parece que acabou a maratona TCC 2009. Foram oito livros e quatro projetos acadêmicos em menos de 28 dias. Hoje eu tava num estado tal, que o Caio olhou pra mim, descabelada, cansada e atrapalhada na frente do computador, veio, me deu um abraço e disse: "coitadinha". Pronto, chorei até cansar de chorar e diminuir o stress!
Ainda ganhei um balde de pipocas, e um copão de Adess.
Eu me mato, me acabo, e vira e mexe algum aluno (normalmente os que enrolaram pra mandar o material com antecedência) aparece pra reclamar que ficou faltando um ponto final sei lá onde... Mas os demais agradecem e são tão sinceros! Eu fico profundamente feliz em saber que ajudei numa hora em que todo mundo se desespera e acha que não vai conseguir!
Adoro essa trabalheira maluca de todo o santo ano. Esse ano foi mais bacana (e um pouco triste) porque fiz os livros do pessoal da minha classe. Esse ano acaba a alegria da faculdade.
Melhor mudar de assunto, não quero chorar de novo...
Refiz a fachada de casa, ficou lindinha amarela; fui pra casa da minha irmã em Botucatu (achando que teria sossego pra trabalhar. Virei a primeira noite revisando e depois caí na farra, é claro).
O Grê fez 15 anos, lindamente comemorados na Galeria do Rock. O Inquilino fez 2o anos, com churrasco e Rock Band dos Beatles (a-do-rei).
Minha irmã mais nova voltou com o ex e está feliz da vida.
O regiminho devagar e sempre que comecei em maio, já me livrou de 17 quilos.
A vida vai bem, o ano foi difícil, mas está acabando.
De volta ao Lesma.
bjs

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Zelaya e a caravana passa


Eu não tive tempo de esquadrinhar como gostaria e como seria mais ajuizado antes de escrever o que tem por trás dessa história do Zelaya na nossa embaixada. Mas pelo pouco que eu apurei, (tô cheia de trabalho, mas não queria deixar passar essa) o cara não foi exatamente deposto por um golpe como querem que a gente ache. Ele aprontou, tentou forjar uma eleição que lhe garantisse "vidas infinitas" no poder e foi conduzido porta a fora com o apoio popular e público da maioria, e agora estamos com esse abacaxi em território nacional...
Vá lá que os militares (grande novidade) pegaram pesado expulsando um cara que poderia estar respondendo pelas bobagens que fez, mas isso não tira a legitimidade da deposição.
O cara tá com a chave da NOSSA embaixada, onde concede entrevistas e recebe quem bem entende.
Esse jeitinho low profile do Lula nunca me incomodou tanto.
Incomoda e dá medo.

Desperta, America do Sul!!!
beijos, gente.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Da série: a Elaine é muuuuuito estúpida


Quando saiu o último Harry Potter, eu recebi (um mês antes do lançamento) da Rocco uma edição especial para jornalistas com a capa em branco e um termo de confidenciabilidade no meu nome. Super bacana.
Daí, um tempo depois, alguém veio aqui em casa e me pediu o livro emprestado.
Eu lembro perfeitamente de ter dito que ele era super especial, pra pessoa cuidar e devolver direitinho.
Adivinha?
Não só a pessoa não devolveu, como eu esqueci completamente quem foi...
Eu mereço.

sábado, 19 de setembro de 2009

Who cares?

Hoje tivemos aulas de filosofia e antropologia e falamos na Dialética do Esclarecimento e das "armas de comunicação" da indústria cultural e, as usual, caímos na comunicação da segunda guerra. Vimos um documentário francês de 1956 chamad Nuit et Brouillard (noite e neblina), de um cara chamado Alain Resnais, e cujo título foi inspirado na expressão "Nacht und Nebel" que era como os alemães chamavam a deportação de gente acusada de conspiração contra o regime nazista.
São 30 minutos, mas é uma porrada.

E eu fiquei pensando, como o resto do mundo deixou aquilo acontecer? Cadê a Igreja? Cadê as pessoas com consciência humanitária? Como aquilo pode ir tão longe?

É foda, mas o mundo se distrai com seu próprio umbigo e a gente não percebe ou prefere não saber o que está acontecendo. Alguém pode afirmar com certeza de que nenhum amigo está sem comida em casa, ou muito deprimido??? Eu não posso ir até a África, mas posso pegar o telefone, posso olhar pro lado, posso fazer alguma coisa.
Todo mundo pode.

beijos

O vídeo é este. Não achei com legendas em português. Mas ele é narrado em francês e as legendas em inglês são bem fáceis!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Como você quer ser tratado?


Está um bafafá por conta da possível liberação dos bingos.
Eu penso sobre bingos a mesma coisa que penso sobre drogas: não adianta proibir.
Regulamentem o acesso aos adultos e eles que aprendam a lidar com caça níqueis, com dependência química e ajam como adultos que são.
Vendem álcool no supermercado e qualquer bar da esquina tem pinga pra quem quiser. E o alcoolismo é o maior dos vícios.
Um adulto tem obrigação de saber como lidar com as coisas, e se não souber deve procurar ajuda.
Acho de um paternalismo idiota e inócuo (além de pernicioso), ficar querendo regular tudo.
O Governo que trate de preparar as crianças, que trabalhe com prevenção através da educação, pra que, quando se tornarem adultas, elas sejam capazes de distinguir uma armadilha de uma opção de lazer.
Isso, sem considerar a organização toda que envolve os bingos e o tráfico; que só cresce no crime, só fortalece a contravenção, enquanto for contravenção.

Mania de paternalismo e mania de não pagar as faturas que a vida entrega.
A vida é assim, não adianta espernear.
Boa semana, gente!



segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Um italiano perdido no Brasil


O padrinho do Gregório é o Giuseppe, namorado da minha mãe (yes, nós somos modernos), que é muito querido e muuuuito engraçado.
Reclama dos americanos (amêrricános) e das mulheres (môliérres) e não se conforma que a gente come tudo misturado. Ele come prima a salada, dopo o arroz e feijão, dopo a carne, dopo o pane... E se diverte com as nossas gritarias e conversas atropeladas que ele não entende muito.
Outro dia, ele quis dizer que meu pai era meio extravagante e saiu que ele é "diverso" (pq, entre outras coisas, mora com uma menina de 24 anos) eu achei genial!
Quando ele vem e minha mãe não diz o que a gente quer de presente, ele reclama que tem que usar a "fantasia" pra descobrir uns presentes, e eu imagino um italiano vestido de pirata no shopping do Piemonte...haha (nem tem shopping lá).
Ontem num jantar na casa da minha mãe, meu pai resolveu contar que quando eles eram pequenos, ela limpava as rãs que meu avô pegava no sítio. Por limpar, leia-se cortas as patinhas, a cabeça e tirar a pele. E ela querendo se explicar dizia que a pele saía inteirinha, parecia que ela estava trocando roupa de boneca e todo mundo passado... Mais ela se explicava, mais a gente morria de nojo e de pena das coitadinhas e meu pai virando do avesso de tanto rir.
Daí começamos a falar de vinhos e o Giuseppe contou horrorizado que foi com minha mãe jantar na casa de uns amigos que anunciaram que serviriam Brunello Di Montalcino (vinho caríssimo e forte, daqueles que se bebe acompanhando carne de caça - e pouquinho); ele foi todo feliz e serviram o tal vinho com pizza. Pra ele, aquele vinho com pizza é a mesma coisa que jogar o vinho fora, ele ficou puto da vida.
"Só faltou alguém servir um champagne francês com pizza!!!"
A gente passando mal de rir com a indignação dele, foi muito divertido (que ele chama de "divertente"). Semana que vem ele vai embora e nós vamos sentir muita falta desse parrênte!!!
Boa semana, gente!

(na foto: Giuseppe, minha mãe e meu pai)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Podem me chamar de louca


Nos últimos dias, duas mortes em comunidades pobres de São Paulo resultaram em protestos, depredação de ônibus e confrontos com a polícia.
Eu acho isso muito bem feito.
A polícia mata sem olhar antes em quem está atirando já que em determinadas regiões da cidade, as pessoas valem muito pouco ou quase nada. E querem que o povo faça o quê? Vá protocolar uma reclamação formal junto aos órgãos competentes? Desde quando essas pessoas tiveram voz? Quantas mães perderam filhos trabalhadores pras balas da polícia preconceituosa e matadora? Alguém realmente faz alguma coisa pra impedir os excessos da PM, da PF ou da GCM contra a população de baixa renda??
Uma coisa é mexer com o filho de "alguém", outra é matar um favelado.
Se a cada assassinato que as polícias cometessem o povo fizesse essa quebradeira, aposto como as coisas seriam diferentes.

É claro que essa não é o ideal de cidade, nem de gente; mas alguma coisa tinha que ser feita.

Se a gente metesse sapatada nos políticos e metesse fogo em meia dúzia de carros blindados com a mesma fúria que a população vem se defendendo dos excessos das polícias, acho que as coisas realmente mudariam.
Mas daí a mexer a bunda do sofá é uma distância enooooooorme.
beijos

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Nota de Falecimento


Hoje, enquanto eu estava fora me ocupando da minha vida profisional, o Pinheiro foi derrubado.
Não estou arrasada, já sabia que aconteceria.
Só estou triste com a imensa burrice e estupidez das pessoas.

Quando entrei no meu quarto, na janela onde ele aparecia, tava pregado esse desenho que a Sophia fez pra mim.
Vê se eu não sou a mãe mais sortuda do mundo de ter essa menina.

Bom final de semana, gente
beijos

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Uma calça velha, azul e desbotada


Assisti Juno hoje com as crianças.
A Sophia já tinha visto no cinema e o Grê com uns amigos (só a tontona aqui não tinha visto).
Enfim... eu achava que seria um melodrama triste, como pede o tema de uma adolescente grávida que vai dar o filho pra adoção.
Culturalmente isso parece ser muito mais comum no Canadá e nos EUA que aqui, mas isso não é o suficiente.
A sensibilidade do diretor é incrível, ele trata do assunto com TANTA leveza e coloca os sentimentos certos na hora certa como se fossem pinceladas numa tela bem feita.
As doses são exatas, a praticidade, a generosidade e o amor.
Tudo na vida devia ser assim, a gente devia ser capaz de equilibrar as doses e viver com mais leveza.
Pra que carregar tanto peso, tanta culpa, tanta regra?
Não há de ser tuuudo culpa desse catolicismo bendito, né?
Ou será que é?


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Perfeitos


Um eu nasci amando, o outro eu conheci depois.
Os dois são barulhentos e pacientes.
Um joga poker, o outro joga tênis.
Um é avô e namorado, o outro é pai e marido.
Um me deu a casa, o outro mora nela comigo.
Os dois me dão colinho e amor 100% do tempo.
Um bate no peito, o outro chora quando ri.
Um gosta de filmes de luta, o outro prefere futiba.
Um quer carne moída, o outro quer filé.
Os dois me ajudam em todas as maluquices que eu invento na vida.
Os dois me defendem sempre.
São meus amores.
Não têm defeitos (nenhunzinho).
Meu pai e meu marido.

Que mais eu posso querer?

sábado, 15 de agosto de 2009

Livros que eu ando lendo...


Acabei "Leite Derramado", não achei grande coisa. Ele tem estilo, tem ritmo e tem idéias, mas achei "Budapeste" um zilhão de vezes melhor.
Agora estou na metade de "A chuva antes de cair", estou adorando. A narrativa é tão bonita, tão simples e tão bem estruturada... Uma velhinha morre e deixa umas fitas gravadas contando o contexto e a descrição de 20 fotos de família pra uma sobrinha-neta cega. Aí vêm as histórias da família, e as memórias cheias de detalhes. A vida era mais dura no pós guerra, mas era mais direta.
Hoje a gente tem tanta coisa que acontece simultaneamente, que não vivenciamos as coisas na ordem em que deveríamos. Além do fato do mundo ter ficado tão grande; o espaço que ocupamos se expandiu tão loucamente que ficou tudo pulverizado.
É isso, os tempos pulverizaram a intensidade da vida.

Por falar em intensidade, ontem chegou o livro que a Paula Dip escreveu sobre o Caio Fernando (que foi a pessoa mais intensa que eu conheci na vida, minha grande inspiração, meu muso completo..hehe).
O livro é lindo, bem escrito, bem editado uma beleza.
Quando a velhinha inglesa acabar de descrever as fotos pra sobrinha-neta; eu leio esse e garanto que renderá um daqueles posts apaixonados que só ele é capaz de inspirar em mim.
beijos

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eu tento, eu tento eu tento...


Essa é minha conversa de hoje com o Andrea Matarazzo via Twitter! Eu posso aténão conseguir nada, mas eu tento de tudo pra salvar esse bendito pinheiro.E a Patrícia ajudando, essa mulher é tu-do.

Hoje saiu a autorização pra remoção no Diário Oficial...

Leiam de baixo para cima

bjs


lainegomes@AndreaMatarazzo Tô morrendo de orgulho dessa administração. Obrigada. Tenho certeza que dá pra salvar o pinheiro. Obrigada obrigadaaaaa!!!less than 5 seconds ago from web in reply to AndreaMatarazzo

patfurquim@lainegomes @AndreaMatarazzo Esta administração é séria e tenta fazer bem feito!2 minutes ago from web in reply to lainegomes

AndreaMatarazzo@lainegomes Corte de árvore na sub jaçana tremembé. Amanha vejo isto @subprefeiturasp5 minutes ago from web in reply to lainegomes

AndreaMatarazzo@lainegomes Que subprefeitura é??10 minutes ago from web in reply to lainegomes

lainegomes@patfurquim RT AndreaMatarazzo Muito obrigada. Confio nessa prefeitura!10 minutes ago from web in reply to patfurquim

AndreaMatarazzo@lainegomes ,@luizflaviom Hoje não tenho aqui, mas na segunda feira vou linkar um relatório com os dados da Novaluz.10 minutes ago from web in reply to lainegomes

AndreaMatarazzo,@luizflaviom Hoje não tenho aqui, mas na segunda feira vou linkar um relatório com os dados da Novaluz.11 minutes ago from web

lainegomes@patfurquim Eu te amo, menina.11 minutes ago from web in reply to patfurquim

lainegomes@AndreaMatarazzo Obrigada obrigada obrigada. Ele é meio torto, que teve que achar espaço p/ crescer, mas é uma árvore linda!!!12 minutes ago from web in reply to AndreaMatarazzo

AndreaMatarazzo@lainegomes Não precisa bombardear, vou ver o que acontece. Qual a razão e se realmente autorizaram a remoção @subprefeiturasp19 minutes ago from web in reply to lainegomes

patfurquim@AndreaMatarazzo Muito obrigada. Confio nessa prefeitura!19 minutes ago from web in reply to AndreaMatarazzo

AndreaMatarazzo.@Wagner_gomes A operação integrada na Novaluz está funcionando muito bem. policiamento eSaúde p.ublica.21 minutes ago from web

lainegomes@AndreaMatarazzo Eduardo jorge mandou 4 emails pro sub prefeito e ele simplesmente ignorou.21 minutes ago from web in reply to AndreaMatarazzo

patfurquimRT @AndreaMatarazzo @lainegomes Vou até perguntar novamente à Secretaria do Verde. Eles são muito rígidos com relação à remoção de arvores21 minutes ago from web

AndreaMatarazzo@lainegomes Vou até perguntar novamente à Secretaria do Verde. Eles são muito rígidos com relação à remoção de arvores22 minutes ago from web in reply to lainegomes

AndreaMatarazzo.@patfurquim Os agrônomos da Prefeitura e a Secretaria do Verde são super rígidos com relação à Uma remoção de árvore.24 minutes ago from web

patfurquimPinheiro condenado? Será??? @lainegomes foto do pinheiro: http://twitpic.com/dwt4l Enviem pro @AndreaMatarazzo28 minutes ago from web

lainegomesGente vamos fazer barulho: http://twitpic.com/dwt4lmandem pro @AndreaMatarazzoabout 1 hour ago from web

lainegomes@AndreaMatarazzo Mais uma:http://twitpic.com/dwt4l Garanto que não há nada de errado com a árvore, os vizinhos simplesmente não gostam delaabout 2 hours ago from web in reply to AndreaMatarazzo

lainegomes@AndreaMatarazzo http://twitpic.com/dwsgr confira o Sr. mesmo.about 2 hours ago from web in reply to AndreaMatarazzo

lainegomeshttp://twitpic.com/dwt4l - Mais uma foto da árvore de 14 metros que a subprefeitura autorizou a remoção por capricho dos novos moradores.about 2 hours ago from TwitPic

lainegomeshttp://twitpic.com/dwsgr - Este é o pinheiro "condenado" pelo agrônomo da subprefeitura e pelos vizinhos da casa ao lado.about 2 hours ago from TwitPic

lainegomes@AndreaMatarazzo Eu sou vizinha da casa onde a árvore está. Garanto que não está condenada, é saudável, quer ver as fotos??about 2 hours ago from web in reply to AndreaMatarazzo

patfurquimSerá??? @AndreaMatarazzo @lainegomes Se saiu autorização é porque os agrônomos fizeram vistoria e analisaram que a árvore está condenada...about 2 hours ago from web

AndreaMatarazzo@lainegomes Se saiu autorização é porque os agrônomos fizeram vistoria e analisaram que a árvore está condenada. jamais aprovariam se nãoabout 3 hours ago from web in reply to lainegomes

lainegomes@AndreaMatarazzo Mas a gente tá querendo é impedir a remoção, é um pinheiro de 14 metros!about 3 hours ago from web in reply to AndreaMatarazzo

AndreaMatarazzo@lainegomes Claro que vão. Publicado no DO a subprefeitura programa a retirada.about 3 hours ago from web in reply to lainegomes

lainegomes@AndreaMatarazzo Saiu hoje a autorização pra remoção do tal pinheiro de 12 metros, ninguém vai fazer nada????? É de chorar...about 3 hours ago from web in reply to AndreaMatarazzo