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bjs

quarta-feira, 4 de junho de 2008

True colors


Obama desbancou a Hillary.
A mulher se endividou até as tampas e agora só precisa resolver se aceita a candidatura a vice ou se fica na oposição vigilante (que seria mais digno, mas menos rentável).
Daí que o cara é o primeiro candidato negro da história à presidência dos EUA.
Um mundo desse tamanho, tanto negro nos Estados Unidos, e esta é a primeira vez que tem um negro candidato. Lembremos que ele é apenas can-di-da-to.
Racismo é uma coisa muito complexa.
Minha amiga suíça acabou de adotar um menininho pardo e a família toda está torcendo o nariz. Ela me dizia ao telefone no sábado que o foda é olhar pra ele, tão queridinho, sabendo que se ele fosse loirinho, seria tuuuudo diferente e mais fácil. E, penso eu, muito provavelmente ele teria sido adotado ainda bebê, e não só agora com mais de dois anos.


Quando as crianças eram pequenas, tínhamos uma cozinheira chamada Dulce (nome perfeito pra alguém doce feito ela) uma negra retinta que todo mundo – principalmente o Gregório – adorava;e eu sempre trazia a neta dela pra passar as férias aqui . A menina tinha a mesma idade da Sophia (entre cinco e seis anos) e uma noite as duas vieram pra minha cama pra brincar de fazer penteados e a Sophia perguntou por que o cabelo da Néia era tão estranho, que ela não conseguia pentear. Fomos pra frente do espelho e ficamos comparando dentes, cabelos, olhos, pele... Muito natural que sejamos diferentes. Elas entenderam perfeitamente a questão e fomos dormir felizes da vida.

Os europeus sofreram aqui, mas entraram pela porta da frente, não há do que reclamar.
Os negros entraram pela porta do fundo, pro serviço, pro suor e pro abuso.
As políticas nacionais de ajuda, como a infeliz cota pra universidades, tem um viés caritativo tamanho que dá nojo.
Se o cara estuda mal a vida toda, se não teve acesso a boas escolas, pra que jogar essa criatura na universidade? Só se for pra ele ficar ainda mais excluído.
Natural seria obrigar toda a escola privada a ceder vagas a negros carentes, daí o cara entrava em maior igualdade de conhecimento e disputava o vestibular como qualquer outro jovem.
Sei lá, sempre que percebo essa predileção pelos brancos que eu mesma tenho, me sinto tão pouco evoluída.
Não que a gente não seja capaz de passar por cima de sentimentos pequenos enraizados, mas não seria perfeito se eles simplesmente nem existissem?