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bjs

sábado, 19 de abril de 2008

Vai encarar? Vai encarar?


Haha!
Se tem uma coisa que eu vivo fazendo é pagar a língua...
Vivo alardeando o quanto eu odeio gente barraqueira e encrenqueira, que isso é coisa de gentinha diferente de mim, que fui criada nos melhores colégios da Suíça etc e tal...

Pois na sexta feira, sete e meia da matina, estava eu indo pra faculdade, quando me ocorreu que a casa dos sogros do Nardoni fica na rua onde era o antigo consultório da minha irmã, uma rua acima do meu caminho habitual. Ele e a Anna cara de psicopata Jatobá estavam lá e de lá seguiriam pra delegacia poucas horas mais tarde pra novos depoimentos.
Resolvi passar na frente e dar uma espiada.
É uma rua tranqüila, classe média (remediada, quase baixa) e em frente à casa, três paspalhos seguranças uniformizados. Do outro lado da rua, uma multidão de repórteres e links de todos os lugares. Como era muito cedo, não tinha mais nenhum curioso (just me) nem outro carro querendo passar.
Daí, parei na frente da casa e fiquei observando por uns minutos e pensando na merda toda dessa história horrível.
E não é que me aparece um dos paspalhos seguranças contratados pelo pai da psicopata e me diz:
-Olha aqui dona, isso não é hora da senhora ficar olhando a casa dos outros.

Eu fiquei tão pasma com o atrevimento daquele idiota analfabeto neo fardado que respondi (num tom de voz crescente e ridículo):

- Olha aqui você! Isso não é hora de você vir proteger essa família. Devia ter chegado dez dias antes e salvo a vida da menina, seu babacaaaaa.

Ele me olhou muuuito puto, e eu lembrei na hora do Flávio que vive armado de sua máquina digital. Passei a mão no telefone e saí fotografando a cara dele, que ficou me achando ainda mais louca e se afastou resmungando.

Cheguei na faculdade na maior adrenalina toda orgulhosa e mostrando as duas míseras fotos que saíram.

Eu tô ficando cada vez mais parecida com meu avô Comendador.
Bom feriado, queridos!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Antes Desperade que Housewive!!!


Hoje o Contardo Calligaris (fico imaginando o pai dele, segurando ele peladinho quando nasceu e pensando no nome que daria pro italianinho e escolhendo “Contardo”. Será que já tinha muito Giuseppe na família?) escreveu um artigo interessantíssimo sobre o preço que se cobra (e que se paga) por um amor que morre.

Ele fala que as mulheres, mesmo que tenham sido as requerentes da separação, se sentem lesadas e pedem uma reparação que obrigatoriamente cause ônus ao marido. Ele é um cara completamente genial, mas é homem e não pegou o espírito da coisa.

Mulher fica puta sim, fica muuuito puta quando um amor (casamento) acaba. E o motivo é ela ver que o homem perdeu a família e o castelo de areia que construíram juntos pq deixou exclusivamente pra ela a função de defender o tal castelo do avanço das ondas. O mundo é uma selva e o é preciso que se lute junto, que se mantenha o conquistado juntos. Dá muita raiva ver um amor morrer na praia pq o outro é um preguiçoso, um babaca sem noção, que preferiu ficar parado a tomar as rédeas da própria vida. Esse idiota tem mais é que ser esfolado, se o bolso for seu único órgão passível de alguma mínima sensibilidade. A Yvanna Trump diz "Não fique com raiva, fique com tu-do" (mas ela é daquelas que faz carreira como ex, isso é péssimo...).
Frustração tem preço? Juventude perdida tem preço? Enquanto não se mensura, uma esfolada bem dada no filho da puta que tomou o corpo e a mente daquele seu namorado genial resolve o problema.
Antes que algum homem venha defender a classe: não estou falando do amor que não sobreviveu ao tempo, mas do amor que um deixou morrer de pura acomodação e que o outro não onseguiu manter sozinho. Isso é a maior sacanagem que existe. Dá muuuita raiva mesmo!
Outra: homem tem um apego a certidões em geral que dá até medo. Eles acham que a paternidade está ali, garantida naquele documento idiota. E não está. Paternidade é o sacão de ensinar, dar exemplo, fazer junto,ensinar, dar exemplo, levar e trazer, ensinar, dar exemplo e dar exemplo. Depois os filhos crescem sem nenhuma identificação com aquela figura estática e idiota sentada no sofá com o controle remoto na mão e ele não entende o motivo...
Marido é igual. Pega uma confiança conveniente na anta da mulher (que não trabalha, ou não ganha nem uma terça parte do suficiente) e sai fazendo nada vida afora e achando que tá tudo garantidinho por conta de uma merda de certidão de casamento.

Minhas duas irmãs e um bom punhado de amigas queridas se separaram nos últimos anos, e eu fico pasma ao reparar que os maridos são absolutamente diferentes, mas os motivos da separação são sempre os mesmos e são sempre elas que chutam o cara de casa! Até pq a gente tá careca de saber que - ainda que não pareça- a fila anda e a gente sempre dá conta (além do detalhe de que ninguém é insubstituível).

Ainda que as pensões ajudem, nenhuma delas melhorou financeiramente, mas o objetivo nunca foi esse!! Quando você já sabe o final do filme, melhor desligar a tv e ler um livro novo (mesmo que seja emprestado)
É ou não é???
Mudando de assunto:
Alguém já reparou na cara de louca da Anna Carolina Jatobá??? Eu tenho medo daquela cara dela (aquilo é que é cara de madrasta louca).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Stanley & Iris


Determinado tipo de filme, ou um filme em especial, tem a capacidade de mudar o humor da gente. Eu, que nasci em março, mudo de humor com uma música ou um texto facilmente.

Hoje vou falar de um filme desses: Stanley & Iris.
Dirigido por um norte americano chamado Martin Ritt (o mesmo que fez Norma Rae com a Sally Field – onde ela era uma operária em processo de sindicalização...) o filme não ganhou prêmios, nem foi grande sucesso. Isso só aumenta minha satisfação paranóide egocêntrica de pensar que foi feito pra ME agradar!
Stanley é o De Niro e Iris é a Jane Fonda.
O filme é de 1990, e os dois estão na plenitude da beleza quarentona.
Ela é uma viúva que trabalha numa fábrica de doces (o diretor a-do-ra a classe operária) e ele é o cozinheiro da fábrica.
Eles se vêm rapidamente até o dia em que ele é demitido na frente dela por ser analfabeto.
Daí pra frente, ela passa a ensiná-lo a ler e eles começam um relacionamento amoroso.

Logicamente o que me mata nesse filme é o De Niro. Esse cara já fez de tudo e nunca ficou marcado por papel nenhum, como aconteceu com o Al Pacino que nunca vai se livrar da pele do Cel Frank Slade em Perfume de Mulher.
Jane Fonda também tá muito bem, como em "Num Lago Dourado", passando loooonge da imagem de beleza fria que tentaram impor à ela mais tarde. Mas eu tenho sérios problemas de adoração pelo De Niro ( sempre tive, desde sempre). O que era aquele homem no Poderoso Chefão?? Ai ai ai...

Enfim, Stanley é um cara travado, envergonhado e tolhido por conta de não ter sido alfabetizado, mas que é de uma doçura e de uma força e coragem impensadas.
Determinados tipos de características são difíceis de coabitar num homem, mas esse diretor conseguiu construir um personagem diferente de qualquer outro que eu tenha visto na vida.
O filme é despretensioso e romântico. Como muitos aspectos da vida e muita gente deveriam ser.
Não vou ficar contando detalhes, mas o filme é daqueles que, quando acabam, deixam a gente cheios de esperança.

Na última cena, ele vira pra ela e diz:

"Iris, nada é impossível".


Assistam!