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bjs

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mil saudades






Tinha decidido não escrever nada, mas como quero deixar essa tristeza pra 2009 e levar só a saudade pra 2010, aqui estou eu.
O Mil nasceu em Minas, no reveillon de 2000, no sítio da Leda em Extrema, e veio com a gente pra casa bem pequenininho, um cisco. A Dru morreu de ciúmes dele...
Ele era um gato lindo de morrer.
Pesava quase dez quilos e não havia quem não se encantasse com ele.
Era chato, antipático e antisocial.
Gostava da massagem que o Caio fazia nas costas dele e adorou os forros que eu fiz pra ele poder dormir mais confortável sobre a máquina de lavar na área de serviço; e ficava quietinho por hoooras no colo do Bruno.
Uma vez ele ficou com a uretra entupida e eu tive que desentupir "manualmente" foi um mico sem precendentes.
Ele era o gato mais gato que eu tive.
Nunca obedeceu a gente.
Uma vez sumiu por dez dias (o Caio quase morreu) e só voltou quando o Caio pagou R$50,00 pra os moleques da rua irem buscar sua majestade no telhado da vizinha.
Ele via os outros gatos caçando borboletas e passarinhos e caçava folhas. Entrava e casa com elas na boca, rosnando feroz.
Ele afiava as unhas embaixo da minha cama (eu odiava isso).
Ele abria as portas de correr do closed pra dormir nas toalhas limpas.
Ele fazia xixi na cama das cachorras.
Era sempre o primeiro a deitar na frente da lareira.
Era tão preguiçoso (e tão pouco dado a caminhadas)que tinha pelos entre as almofadinhas das patas.
Ele era o único que não vinha quando a gente chamava e o Gregório levava um tempão procurando por ele nas gavetas, armários, camas...
Ele era o dono da casa e todo mundo aqui respeitava a vontade dele, antes de qualquer coisa.
Ele sempre fez o que bem entendeu e a gente sempre obecedeu suas ordens gatais.
Segunda feira ele escapou pela porta da frente e foi atropelado.
Morreu na hora e nós estamos aqui perdidos sem ele.
Mas ele deve estar bem, aquele chato sempre se dava bem.
Tchau Mil, seu chato.
Nada aqui vai ser a mesma coisa sem você.