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bjs

quinta-feira, 13 de março de 2008

Bons ventos.


Conseguimos derrubar o professor de Pesquisa de Mercado. Não imaginam como eu estou feliz.
Fiquei ofendida não só por ter aula com um cara que não tinha nenhuma competência pra ministrar aulas daquela matéria; mas por perceber a circunstância que leva um homem a se meter a dar aulas do que não sabe e enrolar uma classe inteira de jovens estudantes. Pura falta de caráter.
Mas o embate acabou e vamos felizes pra um curso com o professor que deu marketing no primeiro semestre. O cara é meio estressado, mas de uma competência indiscutível.


Fuçando meus arquivos e recortes sobre a ditadura, achei um caso pra lá de interessante...
Lembrem, queridos leitores, do episódio da bomba que foi jogada por terroristas (eu sou simpatizantézima da esquerda, mas quem joga bomba em local público não merece outro nome) da Vanguarda Popular Revolucionária, em março de 68, na sede do consulado americano. Pois é; três fulanos jogaram a tal bomba: dois arquitetos e uma tal de Dulce Maia que até hoje ninguém sabe quem era.
Os arquitetos eram treinadíssimos, um deles, Diógenes Carvalho Oliveira, tinha mestrado cubano em explosivos (onde mais?); além de ter participado de atentados, assaltos e um assassinato (isso tudo before o AI-5). Preso em março de 1969, ficou um ano nas mãos amigas dos militares até ser trocado pelo cônsul japonês seqüestrado em São Paulo. Como esteve preso, foi torturado e virou vítima da ditadura, cabendo a ele a indenização dada aos que lutaram pela democracia (que absolutamente não era o caso desse infeliz). Mas o fato é que ele recebe uma aposentadoria do governo da ordem de R$1.627 mensais, além de um valor acumulado pelo atraso do reconhecimento de sua condição de vítima de R$400 mil.
Acabou? Não! O cara filiou-se ao PT (dãããããã) gaúcho, se enrolou com o jogo do bicho e acabou deixando o partido em 2002.

Mas isso não é o pior, o mais triste dessa história é que naquela manhã de 1968 quando a bomba explodiu, um rapaz de 22 anos passava pelo local a caminho do trabalho e perdeu a perna em conseqüência da explosão. Sabe quanto esse rapaz ganha de aposentadoria? R$517.


Por essa e por outras é que eu fico super feliz em ver uma classe de estudantes de jornalismo derrubando um professor ruim.

Podem olhar, lá no fim do túnel tem uma luzinha!

domingo, 9 de março de 2008

Envelheço na Cidade.


Ontem fiz 43 anos.


Contei 17 páginas de scraps de congratulações e o telefone tocou o dia todo. Não consegui atender todo mundo, que meu celular toca baixo e eu mal ouço o pobrezinho (e passei o dia em locais barulhentos).

Fomos almoçar no Clube, depois fomos ao Mercado Mundo Mix.

Esse ano tava meio matinê, senti saudades de ir ver a Escola de Divinos do Heitor.

Mas, tirando as quinquilharias hiperfaturadas, tem um monte de coisa bacana e gente interessante pra conversar (o que é muuuito mais negócio).

A chuva atrapalhou a meninada vestida de Anime, muitas meninas lindas de morrer com asas de anjo correndo pra não se molhar. Eu que implico com a maioria das construções do Niemeyer (o que é aquele Museu do Olho em Curitiba???), senti falta de um bendito vão livre no Memorial da América Latina.


Enfim...meu marido é um gostoso e tá cada vez mais bonito. As crianças são lindas, educadas e uma puuuta companhia.

Ganhei um canteiro de beijinhos e uma muda nova de Dama da Noite que os meninos plantaram.


Encontrei a Marta, que é minha melhor amiga (e uma das pessoas que eu mais gosto no mundo), e que sempre garimpou alguma coisa que prestasse em mim, desde que eu tinha 10 anos e era uma bandeirante chata e medíocre.


Passamos na Banca das Camisetas na Franca e fomos jantar no Ritz.


Não posso querer mais nada.

Deus me mima e me deu o melhor que alguém poderia querer, uma família linda, uma casa bacana, uma cabeça que funciona (quase sempre) e amigos queridos.

Obrigada.

Obrigada.

Obrigada.