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bjs

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Susuca.




Ela é a menina mais bonita do mundo inteiro.
Foi o bebê mais perguntador e com mais dobrinhas que eu já vi.
Foi o começo do fim da minha existência hedonista e self centrada.
A força do espírito feminino se mostra a cada vez que essa fadona japonesa senta do meu lado pra conversar.
E ela conversa, ela canta, ela conta do menino da escola que ela adora (e ele tem só dez anos a menos que ela), se atrapalha e se desatrapalha.
Ela faz as caretas mais lindas do mundo e é a criatura mais doce que existe.
Ela tá quase indo pra faculdade e dorme com o rosto sobre as mãos, como uma criança.
Quer ir morar sozinha, e quer dormir na minha cama.
Ela só me chama de mamãe.
E eu quero a felicidade dela com tanta força que me falta o ar.
Quero que as amigas sejam irmãs (já que eu não arrumei uma irmã pra ela, mas compensei com uma prima perfeita).
Que o irmão seja amigo.
E que o Ringo nunca mais morra pra ela não sofrer.
Quero que ela ria e consiga.
Quero que ela consiga e conquiste.
Quero ela sempre comigo.
Mesmo quando não der, eu vou querer (tá no contrato, em letras miúdas, a gente pode pelo menos querer...hehe).
Ela tem as melhores idéias malucas e os conselhos mais bacanas.
Tem a cabeça na Lua e o corpo em Vênus (pobres terráqueos).
Ela faz tudo direito e anda na velocidade certa, sempre.
É a minha bonecona, meu orgulho e minha maior dor de cabeça.
É aquela bomba atômica que explode de alegria no meu peito quando ela entra em casa e me chama antes de largar a bolsa.
É a Sophia.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Apapú.


Lançaram o tal Cansei.

Reclamaram da elite do Cansei e do que poderia estar por trás dessa iniciativa.


Melhor abafar.

Neste país organizado e cheio de gente que levanta a bunda da cadeira pra reclamar das coisas, a gente tá mesmo podendo esnobar mobilizações sociais de protesto.


Eu não sei como funciona com a cabeça dos outros, mas na minha, se a água usada pra apagar o imenso incêndio brasileiro veio da piscina do Lalau, ou do filtro do Dalai Lama, não faz diferença. A gente apaga a porra do incêndio e depois apura de onde veio a tal água e cuida de onde virão as seguintes.

A coisa tá preta demais, foi longe demais é muito fogo.

A gente não tá em condição de esnobar nenhuma iniciativa.

Eu apoio até escoteiro na rua com um pequinês na coleira reclamando do estado em que chegamos.

Mas aparece um babaca dizendo que trabalhador não pode se dar ao luxo de cansar, que pobre não cansa... Cansa sim, meu bem. Mas por conta desse pensamento de "ter coisa mais importante pra fazer" é que as coisas chegaram onde estão.

Se a gente lá atrás não tivesse começado a pagar escola particular ao invés de forçar ensino público a ter qualidade, as coisas talvez fossem beeeeeem outras.

É de foder.

Eu me sinto uma chata por reclamar das coisas e achar o cú do gato ter que pagar plano de saúde, escola particular, segurança na minha rua e vacina de gripe.

Eu queria que meu dinheiro fosse todo pra complementação de um básico que o governo deveria proporcionar.
Eu queria que as pessoas se indignassem e não permitissem uma série de comportamentos abusivos.Eu queria tanta coisa...

Mas é como diz meu sábio filho de 12 anos: Apapú...taquepariu!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Vivendo e aprendendo a jogar.


Eu tive um namorado que foi hiper determinante na pessoa que aprendi a ser, que cunhei...
Metida que sou, com 15 anos resolvi namorar esse fulano que tinha 23, estava na segunda faculdade e era o cara mais sabido que eu já tinha visto na vida...
E ele era daqueles que te levava junto, mas não ficava esperando muito não.
Eu me matava nas braçadas pra acompanhar o ritmo dele e sem perceber, acabei aprendendo a andar por conta prórpia. Isso é uma coisa que eu nunca vou esquecer.
Ele aparecia com Porcos com Asas (isso em 1980), com VHS's do Fassbinder e do Bergman e eu tinha que dar conta de absorver e "entender" tudo. Sem trégua. Era foda, mas foi isso que me salvou de ser medíocre como era o plano inicial...
Mesmo ele tendo se revelado um bobão sem coragem pra vida real, que acabou ficando pra trás, o mérito é todo dele.

Agora o Bergman morreu e eu achei a única coisa que guardei desse namoro, minhas cópias de Fanny e Alexandre.
Esse filme é auto biográfico e é um retrato familiar contundente.
O pai morre, a mãe casa com um bispo carrasco, e a história vai indo. O pai do Bergman era religioso e era ultra rígido, muito provavelmente tanto quanto o personagem...

Tenho uma irmã mais nova que eu não entendo direito e não consigo amar simplesmente com a mesma força maluca com que amo a mais velha. Mas é irmã também e eu vez por outra quebro a cabeça pra ver se consigo entender os caminhos que ela escolhe.

Dia desses, estava comentando com a mais velha sobre o papel que Harry Potter faz com os adolescentes (ou que deveria fazer). O cara é órfão, fodido, largado e come uma dose considerável de grama. Nem por isso choraminga e vira vítima deste mundo atroz e cheio de injustiças.
A vida é assim, não espera mesmo, não adianta reclamar.
Não fez direito, perdeu.
Não cuidou? Morreu.
Assim simples.
E é bom mostrar isso pra quem tá crescendo, pra aprender que é aceitar e partir pra outra. Entender não dá, e concordar, menos ainda!
Essa crueldade da vida é que ensina.

Sejamos pois cruéis com os mais novos, que é muito melhor pra eles.