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bjs

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

He is still in the building!


A gente sempre lembra onde estava quando recebeu uma notícia importante.
Eu estava saindo de casa pra aula de ginástica de solo, e cheguei no clube com a bomba: O Elvis morreu!
Pra ser sincera, nem sei quando eu ouvi ou quem gostava do Elvis na minha casa (meus pais eram meio aliens, viviam um pro outro de uma maneira tão maluca que em casa não teve Golpe Militar, nem Festivais, nem Elvis, MDB ou Arena, só os dois... ah e o Roberto Carlos - numa dose tão massacrante que eu não consigo ver graça nele até hoje); mas eu gostava muuuuito.
A primeira vez que fui ao cinema sem adultos junto, foi pra ver Elvis não morreu com a Vitória! O cinema tava vazio e nós choramos abraçadas na hora da morte da mãe dele no filme.
O homem era uma delícia!
Imaginem que naquela época, sem TV, sem porra nenhuma em termos de divulgação de massa, ele foi quem foi, cantando música de negros (que sentavam nos bancos de trás dos ônibus), com aquele rebolado impossível e sem nunca ter feito um único show fora dos Estados Unidos. Tá bom, ele cantou uma vez no Canadá, mas Canadá não conta!
Casou com a maluca da Priscilla (que dava pros seguranças todos, sempre que ele saía pra trabalhar), colecionava estrelas de xerife e prescrições médicas!
Elvis quase não bebia e detestava drogas (ilícitas).
O cara era caminhoneiro, era um broncão que chamava todo mundo de Sr e Sra.
Lindo de morrer!

Eu não posso com esse homem na época das roupas de couro pretas... (suspiro com os jumpsuits também, mas com roupa de couro era fo-da.)
Graceland (a casa dele em Memphis) é o segundo lugar mais visitado nos EUA, só perde pra Casa Branca- com o pequeno detalhe de que a visita à Casa Branca é gratuita e pra entrar em Graceland você morre com U$20!
Os Beatles eram loucos por ele (que tinha um ciúme danado do sucesso que os meninos faziam) e forçaram um encontro depois de muitas esnobadas do Rei! A visita foi bem, eles conversaram, cantaram juntos e na hora em que estavam saindo um dos quatro (niguém sabe exatamente quem foi) virou pro Elvis e perguntou se ele não queria ser o quinto Beatle. Elvis respirou fundo e respondeu “não, muito obrigado, mas quem sabe vocês quatro possam se juntar e ver se conseguem ser Um Elvis!”.
O cara era o cara!
Ai ai.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Bonequinha sem teto.


Tem coisa mais bacana que filme do começo da década de 60, rodado em Nova Iorque?
Eu vejo Bonequinha de Luxo e Descalços no Parque milhares de milhões de vezes e adoro cada vez mais.
Aquela felicidade urgente das protagonistas, aquele descompromisso e o machismo maravilhoso implícito em “elas são doidinhas, vivem no mundo delas e nós pagamos as contas e resolvemos os problemas, baby”. Ai quem me dera...
Eu conheço mulheres que fazem questão de peitar a quebradeira das ondas, eu sou capaz disso, mas prefiro que um príncipe inteligente e gentil faça isso por mim.
Que pegue fila no banco, que me defenda dos perigos desse mundo, e que passe a mão na minha cabeça (de vento) e diga que “já passou”!
Nem de dirigir eu gosto.
Adooro ir esparramada no banco do co-piloto, olhando as casas, os jardins e falando pelos cotovelos, sem ter que prestar atenção à coisas menores como caminho, trânsito e farol.
Podia nunca me preocupar em saber quanto foi a conta do restaurante. Isso não faria a menor falta na minha vida!
Eu podia tranquilamente morar numa casa de madeira na montanha cheia de neve e passar o dia fazendo tortas, bordando, lendo e cuidando da vida.
Sou uma preguiçosa voraz.
O problema é que alguns homens querem a mesmíssima coisa e não se pode ter duas madames numa história só!

Outra coisa que eu gosto nesses filmes é a despretensão em ter uma postura “recomendável”.
Era uma época em que a arte era mais distante, podia ser observada e não vivida com tanta facilidade.
Fumava-se, bebia-se MUUUITO e tudo bem.
As dietas eram todas na base de Dry Martini e piteiras (ai que chique).
Eu não fumo, nem bebo, mas a questão não é essa, é o poder fazer sem ficar pensando nas milhares de conseqüências possíveis.
Poder ser inconseqüente sossegado é uma libertação.

Hoje em dia, a gente não pode beber, nem fumar, nem trepar, nem nada.
Tudo tem intercorrências sociais, exemplos e satisfações dar, gente pra achar isso ou aquilo, um saco.
E eu nem sou daquelas que liga muito pra torcida, mas os tempos são esses.
Não tem mais lugar no mundo pra Holly Golightly fora das telas.
É uma pena.



GENTE, HOJE ACONTECEU UMA COISA INACREDITÁVEL: NASCEU UMA PINTA NA PALMA DA MINHA MÃO. ELA NÃO ESTAVA AQUI ONTEM, EU JURO!!! COMO É QUE PODE UMA COISA DESSAS??????