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bjs

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Meu discurso pra colação de grau.




Uma amostra de 80 elementos extraída de uma população aproximadamente normal cujo desvio padrão é 2,8 forneceu média de 45,8. Construa um intervalo de confiança de 95% para a média dessa população.

Seguramente ninguém mais lembra como resolver isso, e nenhum de nós vai ouvir as palavras fatorial, medidas de dispersão e variância amostral sem lembrar o sofrimento das aulas de estatística.

Em compensação, sabemos muito bem elaborar um press kit, uma pauta, uma matéria, a diferença do texto pra uma revista e pra um jornal diário. Jornalismo investigativo, literário, cultural. Um lead, uma linha fina... Ah, também sabemos as novidades do Lance! e do handbal!

Decupamos fitas, baixamos seriados nas aulas online e atrasamos a entrega dos livros da biblioteca. Reclamamos dos prazos, sentamos no corredor, esquecemos o dia da PI, comemos pão de queijo e tomamos chá na sala de redação enquanto tentávamos o milagre da multiplicação das horas de atividades complementares.

Fizemos amigos.

Saímos à noite, fizemos churrascos, jantamos juntos e nos aproximamos.

Vimos filmes, trocamos livros, discutimos documentários e conceitos de ética, fomos ao Estadão, passamos frio no estúdio de foto, assamos no de vídeo e organizamos palestras.

Os textos imensos de História da Arte e o cálculo do ângulo de abertura do obturador, que eu nunca fui capaz de entender...

O medo do mesmo, aquele ser das profundezas que vive parado nos elevadores.

Quem. Quando. Como. Onde e Por que.

Nós. Hoje. De beca. Aqui. Por que conseguimos.

Acabou o curso, mas começou o futuro; um futuro que trouxe a Paola e tá trazendo a Anna Beatriz.

Agora somos jornalistas e só quem não conquistou o direito de ter o nome impresso num diploma, pode achar que ele não seja necessário.

Jornalistas.

Jornalista muda o mundo, jornalista descobre e denuncia, jornalista conta e explica.

Jornalista estuda, estuda e estuda.

E nós estudamos.

Uma classe de quase 100 alunos no primeiro semestre; hoje somos menos de trinta.

Uma classe que sempre se destacou pelo talento.

Talento lapidado por professores maravilhosos, valiosos e amigos, que nos aguentaram, nos ensinaram, nos acompanharam e o mais importante: nos apoiaram.

E nós não fomos fáceis.

Nos unimos sempre que foi preciso e nos estressamos sempre que possível.

Mas não desistimos.

É estranho chegar aqui e não estar de tênis e camiseta segurando uma pilha de cadernos.

É engraçado não ver a Dominick sentada perto do Fernando e da Pâmela no meio da classe. As Carolinas na primeira fileira, perto do Fábio e da Jennifer.

Quando tiver jogo de futebol, não vamos ver o Luis, o Márcio e o Vitor, dando palestra pros meninos.

Qualquer notícia do Maranhão ou de handbal sem poder comentar com o China!

Uma peça nova e nada da Claudinha.

Uma matéria bacana na RollingStone e cadê a opinião do Alex?

Uma exposição de fotos sem a Janaína e um episódio novo de Desperate sem o Marquinhos.

Uma pauta de polícia sem a Thaís.

Um programa bacana no Sesc sem a Priscilla.

As caronas que eu dava pra Ariane...

Uma música nova do Chico ou do Osvaldo Montenegro sem o Vinicius...

A Lucélia arrasando no palco, o sorriso da Gisele sempre quietinha, a elegância da Fernanda e as histórias de indignação da Luara. Todas as cores do cabelo da Carla...

Quatro anos que passaram voando.

Cada um vai sentir falta de uma coisa em especial.

Eu vou sentir falta de vocês!

Obrigada, gente!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Hoffnung


Não sei de onde vêm algumas coisas de mim, onde ficam estocadas...
Não sou sempre bem humorada, me acho até bem azeda; mas o que eu mais ouço das pessoas é que eu estou sempre "bem" e que faço todo mundo ficar melhor.
Que sou animada, estou sempre sorrindo e comigo está sempre "tudo bem".
Alôôôô?!?!
A palavra "entusiasmo" significa que a pessoa tem Deus dentro de si.
Se a gente for pensar é isso mesmo.
Explica completamente a sensação que o entusiasmo traz.
Tenho um misto de entusiasmo e esperança que não acaba.
Se estou sem grana, sem trabalho e sem vontade; sempre sei que as coisas vão melhorar.
É tão certo, pra mim, que nem entra em pauta.
É como se eu soubesse claramente que todos os presentes sob a árvore da vida são pra mim.
É uma idiotice, eu sei.
Mas é assim que eu me sinto!
beijos gente.

Amanhã é nossa colação de grau, meu discurso tá escrito e meu coração está na mão!