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bjs

sábado, 4 de julho de 2015

Muito tempo sem escrever aqui.
Passei um apuro danado pra lembrar senha e email (que na verdade, são os mesmos de sempre).
No trabalho, muita satisfação e alguma dor de cabeça.
Conseguimos a redução da maioridade penal a duras penas (o presidente da Câmara é de uma obstinação assustadora, e isso é realmente temerário).
Agora a redução da vez é a do meu estômago.
Não sei ainda se o convênio vai cobrir e se vai dar certo no final da contas, mas o que me diz respeito, que foi a difícil decisão de decidir entrar na faca e deixar de me arrastar por aí com dor no joelho, crise ciática, reumatismo e outras coisinhas mais, eu fiz. Decidi. Agora vou atrás e vemos como fica.
A vida vai bem, vai tranquila e sossegada.
Susu casou e está absolutamente feliz da vida com o Caio dela.
E aqui, tudo cor de rosa, pra ser bem sincera.
Voltei.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Imagine que um dia vc está em casa e entra um email de remetente desconhecido, uma suposta "amiga do Face" com um pedaço de uma conversa de duas amigas suas sobre você. No iPad, vc não tem opção de abrir ou não, ele abre direto.
As tais amigas não eram conhecidas, eram amigas queridas, daquelas com quem você divide a última bolacha da despensa...e estavam me detonando com os argumentos mais absurdos que eu vi na vida.
Apaguei o email e deletei a história. 
Achei que tinha deletado, mas aquilo ficou martelando na minha cabeça de minhoca.
Então, a anta aqui resolve ligar- já que não conseguiu encontrar pessoalmente nem uma nem outra- e dizer o que aconteceu, afinal de contas quem fez uma babaquice daquelas podia fazer outras, além disso, pra entrar nas mensagens do Face de alguém vc precisa da senha ou ter a manha de entrar sem senha, e eu achei por bem avisar que alguém tinha entrado na conta de uma das duas.
E não é que as duas inverteram totalmente a história, já que eu não tinha o email pra "provar" - como se isso mudasse alguma coisa-e ME acusaram de ter entrado na conta de uma delas, procurado nas conversas entre as duas uma em que elas estivessem falando de mim e ligado pra tirar satisfação inventando a história de que tinha recebido a porra do email. Que uma delas comentou a senha dela comigo em janeiro e eu guardei na cabeça a valiosíssima informação. Qualquer um que me conheça minimamente sabe da minha memória de galinha, mas elas não sabem...
Bem eu que sou uma pessoa totalmente desocupada, que mal consigo lavar o cabelo no dia certo.   
Resultado: ouvi coisas que nunca imaginei que ouviria de duas pessoas que eu julgava amigas de verdade, fui acusada de um monte de coisas (até agora estou esperando a prova cabal que uma delas disse ter de que eu entrei no perfil dela- coisa que não vai chegar nunca) a história foi horrível e eu perdi duas amigas que eu achava que não perderia nunca.
Decepção foi pouco pro que eu senti naqueles dias.
Gente que vc gosta, em quem vc confiava cegamente futricando a seu respeito, mandando emails malcriados...um horror.
Mas daí, Deus resolveu me colocar na perspectiva certa e eu soube da morte dos meninos dois ou três dias depois. 
A vida é assim mesmo. a gente se decepciona com as pessoas e decepciona as pessoas todos os dias.
O trabalho é fazer força pra não decepcionar, não ser injusto nem pisar na bola.
E também não achar que qualquer coisa é o fim do mundo, já que o fim do mundo é a morte prematura de dois meninos de 22 anos, né?
beijos, gente!  

Conto contigo pela madrugada. Não me derrube no final...

Esta deve ser minha primeira postagem pelo iPad (que comprei no final do ano passado). Faz muuuuito tempo que não escrevo nada pra mim. Tenho escrito muito sobre política, sessões plenárias e ações partidárias - e não reclamo, isso me possibilita pagar algumas de minhas muitas contas.... Mas sangro de saudades desse descompromisso, desse sopro.
O problema é que vc vive grudada numa pessoa pública e nada desses arroubos expressivos pode sobrar pra ela, então, pra não ter que tomar cuidado, eu ando quieta...
Mudei de partido, de deputado, tomei a maior rasteira da vida com duas "amigas", o Caio virou professor de Geografia e a vida segue seu curso.
Ambientes novos me incomodam, me é muito trabalhoso sondar, ir com calma, me soltar aos poucos... Parece que estou indo bem.
Insônia, efeito sanfona e falta de grana continuam aqui. São sombras que me acompanham vezenquando, vezemsempre, vezemnunca. A gente se vira.
Vou me disciplinar, vou tentar escrever mais vezes.




Adoro isso aqui.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Do direito de ficar puto, dizer adeus e seguir em frente.








Eu queria sentar aqui pra escrever um monte de respostas ao invés de fazer coro com perguntas que a gente fica repetindo.
Não, não faz sentido e não é justo.
É uma tremenda sacanagem, uma cagada absurda do destino.
O Guilherme e o Rabello tinham um futuro que sumiu, uma vida que virou lembrança e amigos que estão perdidos, por lhes terem arrancado uma parte.
Dá muito medo. Como mãe, a gente se apavora e tem vontade de colocar vocês no armário, trancar e jogar a chave fora. Como proteger vocês da dor e do destino?
Maldita juventude invencível.
É muito duro , mas o jogo é esse; e a gente precisa saber jogar.
A essa altura todos sabemos que 1+1 dá sempre 2 e não dá pra ficar torcendo pra dar 3, ou contar com a sorte e com os plantões extras dos anjos da guarda, de Deus ou de quem for o responsável pela parte que não nos cabe.
A vida funciona assim, ela é dura, é difícil. Tão difícil que chega a doer.
Mas também é maravilhosa e cheia de surpresas boas (que agora estão difíceis de lembrar).
Eles se foram, mas a gente ficou.
E pretendemos continuar aqui, lembrando das risadas, das letras, das músicas, do skate e da vida deles.
Pra isso é preciso encarar a dor e seguir adiante, é fácil perder o controle e surtar. Difícil é suportar a vida e esperar.
Esperar dias melhores, que certamente virão.
Dias mais leves em que a dor e o horror virarão saudades e lembranças dos dias felizes e das histórias engraçadas.
E pensar no que não dá pra fazer, no que é incompatível com a vida.
Cada um sabe como se preservar e precisa pensar e repensar nisso. Pra que esse pesadelo não se repita.
Eles não mereciam o que aconteceu, mas merecem que vocês todos estejam aqui, juntos, de mãos dadas, rindo e lembrando das coisas boas que cada um fez pra vocês. Assim eles vão em paz e a gente fica em paz.
E paz não é o que todo mundo quer?