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bjs

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Pobres, Ricos, Idiotas e a Classe Média.


Já tem mais de um mês que a menina foi atirada pela janela e o assunto não esmorece. Mas também não esmorece a quantidade de gente recitando a mesma cantilena idiota e rasa: e se fosse uma pretinha jogada da janela de um conjunto habitacional??? Será que daria o mesmo ibope???
Nãããããão, baby. É claro que não.
A classe média regula a moral e o costume da sociedade, desde sempre.

Se um nortistão arretado, morador da favela abusa sexualmente dos filhos, o povo se horroriza na duração do farol vermelho e segue em frente, sem maiores danos.
As filhas das empregadas engravidam aos treze anos e é como se a gente já estivesse preparado pra isso.

O que não pode é chegar perto da classe média.
O que não pode, é um cara que tem faculdade, estudou em colégio particular, anda de carro zero e foi passear na Disney algumas vezes, fazer uma merda dessas que exponha a real similaridade que há entre os seres humanos.
Alguém aí aceita ser nivelado de verdade, como simples hu-ma-no ra-ci-o-nal?
Santa hipocrisia, Batman!

A sociedade funciona assim, e é preciso coragem pra admitir.
A classe média regula o que o resto do mundo considerará normal, viável e aceitável.
Abaixo dela, os miseráveis que não merecem nota.
Acima, os ricos a quem tudo é permitido.
Rico não conta.
Rico pode tudo, eles estão além da regulamentação social.
Pobre não pode nada.
Pobres estão abaixo do que importaria perceber.

As regras não foram feitas por mim, e não me cabe achar que servem ou não. A função do texto não é essa; não estou fazendo juízo de valor de uma regulamentação social implícita da época em que a turma da Carlota Joaquina tomava imóveis dos mais abastados, já que ricos não havia e pobres não eram viáveis...

Guardem seus discursinhos militantes de ginásio.
A banda toca de outra maneira, e mudar a música está muuuito além de perder tempo se indignando com valores jurássicos. Discurso curioso e capenga pra quem paga habitualmente 16 paus por um café " de marca"...
Acorda meninada!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Goleando de Virada


Sexta feira (aniversário do meu marido velhinho) fomos ver The Beats no Via Funchal.
Deus sabe que eu nunca tive muita paciência pra banda cover, mas eles são fo-da.

Eu nem comento a parte estética, que - pra ser sincera- não é o que mais me impressiona, mas o som é MUITO parecido. O menino que faz o John tem simplesmente a mesma voz (e o mesmo nariz, deve ser isso...). O George também mandou mega bem, tocou cítara em Inner Light (não ficaram só no repertório óbvio) e em Whyle my Guittar, eu chorei feito uma Madalena (o Igor, meu fidelíssimo escudeiro na Beatles Brasil, definiu assim sua reação ao show e eu achei adequadíssima!).
No meio do show eles pararam pra agradecer ao pessoal do Orkut (leia-se Beatles Brasil) e eu quase morri de orgulho da nossa comunidade super bacana. Encontrei com os ganhadores do sorteio dos ingressos e falei com algumas outras pessoas que me reconheciam de fotos ou sei lá de onde, e vinham conversar. Foi muito bacana. Depois fomos cumprimentar os meninos no camarim e eu tive um trabalhão pra fazer o George largar a cintura da Sophia (que ficou muito brava com ele). Em tempo, levei meu livro pra eles (um só- que eu não sou Papai Noel nem nada)e eles ficaram malucos!!!
De lá, fomos todos jantar no Frevo e voltamos pra casa exaustos.


Sábado acordamos tarde e fomos pro Municipal ver o Luis Melodia executar o “Pérola Negra” dentro da programação da Virada Cultural.
Foi maravilhoso, perfeito e sensacional. O cara manteve a leveza da juventude (e ele tá beeem perto dos sessenta), lotou o teatro e hipnotizou todo mundo. Eu cantei todas as músicas (adoooro esse disco) e fiquei super emocionada vendo a cidade tão linda, o pessoal tão civilizado, e o Caio ali comigo. Tirei umas fotos bacanas, essa foi uma delas (a que eu mais gostei)

Poucas vezes senti tanto orgulho por ser paulistana.
Jantamos na Bela Paulista e viemos pra casa ver Prision Break!


Boa semana, crianças!