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bjs

sábado, 23 de fevereiro de 2008

E se de repente a gente não sentisse a dor que a gente finge e sente, se de repente a gente distraísse o ferro do suplício?


Sabe o que acontece comigo?
Eu sou uma pisciana mimada e chata.
Estou brigando com a sombra há três dias, tudo por conta das duas Damas da Noite do meu quintal que morreram depois de seguidos ataques de brocas. O Caio lá fora podando, serrando e arrancando as duas e eu chorando e soluçando, de pijama no banco do quintal.
Ai que merda.
Não me conformo. O Caio fez o canteiro e plantou a primeira de presente de aniversário quando fiz 28 anos e a segunda era uma muda da primeira que eu plantei.
Não vou mais chorar por conta dessas brocas malditas. Pelo menos elas não comeram o pinheiro, o manacá, o fícus e as alamandas. Mas vou choramingar derradeiramente que as damas da noite eram minhas preferidas e que quando a Gi estiver aqui, vai deitar na rede que antes ficava sobre uma delas e agora está meio sob o manacá e meio a céu aberto.



Tenho todas as letras do Chico Buarque e admito que tenho algum ciúme quando vejo alguma pérola dele (que não as letrinhas de sucessos batidos que povoam diários de jovenzinhas pseudo Cult) em alguma trilha B. Ando especialmente implicante, mas é o inferno astral. Relevem.
Enfim, hoje remexendo meus arquivos de som, achei uma gravação dele com o Sergio Endrigo (que eu também adooooro) cantando A Rosa, juntos e em português. O português do Endrigo é uma delícia!!! Haha.


A minissérie (a grafia é essa, ainda que estranha, não tem o hífen que a Globo adora colocar) melhorou um pouco, mas continua pobre e rasa. Aliás é o fato de ela prometer tanto e ser assim tão rasa que me mata.
Com as pessoas isso é o que mais me incomoda. Tem umas figuras tão rasas, maquiadas de conteúdo e cheias de livros que jamais entenderão nem aprenderão a escrever o nome dos autores sem copiar, que no fundo é até bem divertido.

Já sei, hoje eu estou um porre.
Como tenho uma puuuuta festa mais tarde, vou encher a banheira e ler enquanto o Chico Buarque canta pra me distrair desse mundo repleto de brocas.

bjs

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008


Ai que mau humor.


Há duas quintas seguidas eu volto da UNIP azeda que só. A sorte é que eu dou carona pra a Ari (que é um docinho) e ela me distrai (ouvindo minhas bobagens), ou tudo poderia ser MUITO pior.


Tivemos marketing no primeiro semestre e o professor entendia pacas do riscado. Todo mundo fala mal da UNIP, mas eu sempre defendi. Meus professores são bons, bem preparados e eu nunca tive reclamações importantes.

Mas agora começamos a ter aulas de Pesquisa de Mercado.

Puta que pariu.

O professor (que para minha completa surpresa não é aquele sabido do primeiro ano) é uma pessoa agradabilíssima, educado, atencioso e bem intencionado. Mas não entende PORRA NENHUMA de pesquisa e as aulas, até agora, foram um festival de bolas fora.

Até a primeira aula ele mal conhecia os conceitos de quali e quanti.


Hoje os grupos apresentaram um esboço de uma pesquisa pra medir grau de satisfação na vida pessoal e profissional de 50 executivos. Os alunos fizeram o melhor possível (dentro do nano-universo que lhes foi apresentado previamente). O resultado foi que o que não era planejamento de evento pra assessoria de imprensa, era trabalho de recrutamento. A medida do grau de satisfação foi deixada de lado, como se não tivesse importância. E o professor nem se deu conta.

Foi de foder.

E ainda coroou as bobagens ditas em sala, dizendo que a gratificação (que na verdade é um reembolso de eventuais despesas) em dinherio que é dada em grupos de quali não é regra.

Daí eu sou metida, sou chata... francamente.


Eu trabalho com pesquisa há uns dez anos e não sou nenhuma PhD mas entendo muitíssimo bem o quanto a classe poderia estar aprendendo coisas interessantes e relevantes ao invés das quatro aulas de embromation.


Hoje ouvimos um discurso sobre como é feio falar palavrão.

Quinta que vem vou bem ficar dormindo.


aiaiaiaiaiai


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Baratos Amigos



Ontem foi a estréia da minissérie Queridos Amigos, que a Globo vinha anunciando desde o final do ano passado.
Eu estava interessadíssima, as chamadas deram a entender que se tratava da história de um grupo de amigos politizados e com links pros nossos anos de chumbo.
O primeiro capítulo foi a maior merda que eu registrei na minha vida (expectativa, pra variar, só atrapalha).
Parece que a Maria Adelaide Amaral bateu com a cabeça em alguma calçada nova da Praça Buenos Aires e me apareceu com esse texto ginasial. E o pior é que TODOS os artistas (abro uma exceçãozinha pra Débora Bloch, que tenta representar direito naquele mar de canastrões) parecem perdidos. O Dan Stulbach aprendeu a espremer os olhos e olhar pensativo pro nada e foi só o que ele fez o tempo todo.

Pra aumentar minha raiva a casa onde eles oficializam o começo da história é ambientada na (minha) Serra da Cantareira e tem a maior cara de Petrópolis , não tiveram meia preocupação em saber como são as casas daqui. É só vidro, um jardim meio Niemeyer e mais nada... uma afronta pessoal, fala sério!
Os personagens são fracos e óbvios. Todos são previsíveis e patéticos. O coitado do Matheus Nachtergaele deve ter acreditado que a força do personagem dele estaria no viés politizado e acabou fazendo papel de bobo, encrenqueiro barato, rancoroso e estúpido.
A combinação elenco muito bom e direção abaixo da linha do aceitável é catastrófica!
A obviedade é tamanha que a personagem da Maria Luisa Mendonça tem quatro filhos chamados Chico, Caetano, Bethânia e Gil.

Foi tão ruim que eu fiquei com vergonha de ter chamado a Sophia pra ver comigo...
Canastrões e mal construídos cada um dos personagens! Eu espero que haja tempo pra consertar as merdas iniciais. Será que a Globo só tem padrão de qualidade estética??? Socorro!
Como sou teimosa, e nesse caso específico, adoraria ver as coisas mudarem, vou assistir ainda hoje, mas se não melhorar , me aguardem...


Ai que saudades de Anos Rebeldes!
beijos

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008




Eu tinha 18 anos quando a Karen Carpenter morreu de anorexia nervosa em 1983 e lembro perfeitamente de ter achado a coisa toda uma completa estupidez. “Como ninguém deu comida pra ela?” me perguntava.
Se eu, no auge da sabedoria onipotente pós adolescente, tinha imagens recentes na memória de minha irmã mais nova sendo obrigada a comer tudo que ela não gostava; aquilo me parecia impossível de engolir (trocadilho inocente).A grande questão é a seguinte: a doença, antes um mal secreto, está em voga.
A incidência da doença entre grandes ídolos adolescentes do mundo da música e do cinema vêm mostrando que fatura da ditadura da perfeição chegou e é bastante alta.Atrizes como Lindsay Logan, Mary-Kate Olsen, Cristina Ricci, Anahí Puente, a Princesa Vitória da Suécia, Lady Dy e a modelo Kate Moss, além das brasileiras Deborah Evelyn e a bi campeã de surfe Andréa Lopes, são vítimas confessas da anorexia.As meninas sofrem uma pressão cruel desde muito cedo e são vítimas do meio, da família (mães autoritárias são maioria nas famílias onde há incidência de anorexia) e delas próprias.
Aquilo que antes era uma mania adolescente de perfeição, hoje virou um pesadelo.
As agências de modelo são grandes responsáveis por parte desse problema, por exigirem padrões internacionais de peso e altura inatingíveis à maioria das pobres mortais. Outra parcela responsável são os pais dessas garotas.
Como não notar que uma menina não come a ponto de ter de ser internada? Sei muito bem que os artifícios que elas usam são muitos (algumas chegam a usar peças de roupa sobrepostas para enganar olhares mais atentos), mas isso não é argumento que justifique tamanha desatenção. Em alguns casos, as meninas sustentam a família que se acomoda na situação e acaba conivente com as exigências das agências para não perder o sustento.
Dizer que as agências contratam psicólogos, é uma imensa bobagem, Assim como é uma balela tamanho extra G, aquela conversa de que na Espanha, algumas meninas foram impedidas de desfilar por estarem com o índice de massa corpórea (IMC - uma relação entre peso e altura) abaixo do saudável. Isso foi um fato isolado.Se as agências simplesmente demitissem as meninas que estivessem abaixo do padrão de IMC aceitável pelas autoridades médicas, o problema estaria bem próximo da solução.
Isso acarretaria uma solução endêmica de efeitos benéficos a todos.É uma doença de fundo psicológico.
Não consigo entender em que parte da história da nossa sociedade, tornamos isso possível.