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bjs

terça-feira, 7 de julho de 2009

Resmungando (as usual)




Eu aqui vivo reclamando das pessoas.
Deve ser a intolerância da idade, ou o simples fato de eu sempre ter sido uma chata de galochas.
Mas eu me irrito e me decepciono profundamente com gente egoísta. Nos vários níveis em que o egoísmo consegue minar um caráter, do mais tênue ao mais bandeiroso; TODOS me incomodam bastante.
Eu provavelmente seria mais feliz (ou, no mínimo mais saudável) se pensasse em mim primeiro, ou pelo menos em segundo lugar. Mas não consigo, e não é de hoje que aprendi que isso não é muito esperto da minha parte.
Quando fomos pra Disney, por exemplo, gastamos mais de R$6.000,00 em compras e eu voltei pra casa com três camisetas, um perfume, um batom, dois pares de meias e um anel de prata. Como depois, olhando pra trás, eu nem ligo de não ter comprado mais coisas pra mim, acabo esquecendo que essa mania que eu tenho de dar meu lugar na fila, um dia pode me custar caro.
Com os 200 anos de terapia junguiana consegui aprender que simplesmente não sou capaz de controlar as coisas e o destino das pessoas que amo. Posso querer que sejam felizes, mas não posso fazer com que isso aconteça. Mas pensar mais em mim, fazer mais por mim parece impossível.
Nem regime eu sou capaz de fazer, já que só envolve a mim, e a mais ninguém...
E tem a ver com esse horror que eu tenho de gente egoísta.
Eu faço coisas que não quero, mas que sei que vão deixar o outro feliz, faço na hora que nem queria muito, mas sei que vão me custar tão pouco... Não me avilto, não é que eu vá contra meus valores, são só as pequenas coisas: sentar pra ouvir uma pessoa quando estou meio com pressa, parar pra ler um texto de alguém que quer muito a minha opinião,dar um conselho pra empregada, tentar resolver alguma confusão na faculdade ou deixar de ver a novela pra fazer companhia pro Gregório que está vendo Simpsons sozinho no quarto.
Será que é pedir demais pros outros lembrarem que se vive em grupo, que a graça é juntar-se e não isolar-se nesse mundo selvagem? Que a força das pessoas só funciona em grupo? Que a porra do segredo é justamente esse?
Será que dá pra imaginar o que seria a vida se cada um só fizesse as coisas quando tem vontade?
Será que as pessoas não se tocam?
Que saco isso.

domingo, 5 de julho de 2009

Sal grosso e distanciamento


Falei e fiz.
Arrumei gavetas, queimei na lareira quatros sacos de lixo de 100 litros repletos de papéis que não davam pra usar como rascunho.
Troquei a água do aquário e resolvi ficar menos tempo na internet.
Fico o dia todo garimpando autores no orkut, em comunidades de gente que quer publicar mas não sabe como. Acabo ajudando sim, mas arrumo um monte de gente louca e invejosa que tem ódio mortal de não conseguir viver do que escreve e se ressente, e me enche o saco.
Um paraguaio maluco, dono de uma de comunidade de "novos escritores", que se autodenomima Sir Sergio sei lá de quê, se ofendeu comigo mortalmente pq eu achei engraçado eles colocarem 31 regras pra quem quisesse participar dessa comunidade; tentou me enquadrar. Bem a mim que sou ininquadrável de nascença...
A minha comunidade tem 145 mil participantes, e eu só peço pro pessoal ser respeitoso com os outros e pronto.

Aí fiquei pensando que tem gente que não merece que se perca tempo com eles; e que eu tenho MUITO mais coisa pra fazer a ficar dando uma de Madre Tereza pra gente que se julga escritor, mas não faz a menor idéia do que seja coesão, encadeamento de idéias e fluxo de texto.
Junto com a limpeza concreta, passei também pra virtual, tirei o Tas e a Rosana Hermann do meu Twitter (200 mil postagens diárias cada um, não há quem aguente); e chega de caçar autor e ficar ajudando quem quer ser lido e não sabe como.
Quem quiser que me ache, ou o destino que se incumba de colocar no meu caminho.
Cansei.
Gente invejosa, credo!
Tô fora.
beijos