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bjs

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Como alguém que lhe apagasse a luz, vedasse a porta e abrisse o gás.




Final de semana cheio!
Sábado fomos ao Cultura Artística ver Toc Toc, texto de um francês (Laurent Baffie) sobre o encontro de seis pacientes com Transtorno Obsessivo Compulsivo, na sala de estar de um psiquiatra. O ingresso foi super caro (oitentinha por cabeça – tá, eu e o Caio pagamos meia, mas minha irmã e o namorado morreram com R$160, pra ver a peça) e nem foi lá essas coisas. Uma comédia mediana (pra não dizer medíocre) onde o que divertia eram os arroubos do cara que tinha síndrome de Tourette e a moça que repetia absolutamente tudo (ou seja, o divertido era o chavão e o ululante). Eu vivo me incomodando com o público de comédia no teatro. É a raça mais sem critério que existe; os idiotas já saem de casa tão predispostos a rir de qualquer coisa que mal o ator aparece e eles morrem de rir (e eu, que sou a chata implicante cricri, de ódio).
O jantar no Gigetto depois do teatro foi muito mais divertido.

Maaaaaaaaaas no domingo fomos ver Gota d'água no Sesc Vila Mariana – ai como aquele Sesc é lindo.
A montagem é tão bonita, o elenco é tão cheio de talento que eu já tava contentérrima em faturar os últimos quatro ingressos de cortesia disputados à tapa na bilheteria com ingressos esgotados há semanas. Sempre a Claudinha pra me proporcionar essas boquinhas maravilhosas -ai essa menina não existe.

A peça seguia bem até aparecer Joana (personagem da Izabella Bicalho- que fez a Narizinho no final dos anos 70 na Globo). Essa mulher pequena, quando resolveu cantar “meu bem querer” acabou com qualquer esperança minha de sair de lá sem estar com a cara toda borrada e olhos inchados de tanto chorar. Eu desabei completamente com tanto talento dramático. Eu vou bastante ao teatro, já vi muita coisa, mas esse arrebatamento foi a primeira vez que me aconteceu. No intervalo, quando as luzes acenderam, pelo menos me consolei vendo que não fui a única. Puta que pariu. Tem gente nesse mundo que nasceu pra interpretar.

Recomendo a peça, que há de voltar pra São Paulo, com toda a força dos meus palpites certeiros.

bjs congelados e felizes da vida!