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bjs

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008


Cheguei!!!! Mas sexta entrego as matérias da Smack de fevereiro e vou direto pro Ninho Verde...


A praia tava maravilhosa, a Sununga tava uma piscina, a Domingas Dias é o paraíso, e o Gregório nadou com uma tartaruga marinha que apareceu sem mais nem menos.

A combinação das árvores com a água verde do mar e a areia branca de Ubatuba não tem como explicar. Pena de quem tava na Praia Grande pegando micose e queimadura de caravela (não perco a piada, já que meus amigos vão - no máximo- pro Guarujá)!

Enfim, foi perfeito e o Nando Reis já não é novidade no meu verão...

Quero morrer assim, metida e insuportável! Bem-vindos ao meu 2008!

Ontem fomos assistir Enchanted, e eu adorei. Eu já era fã do Dempsey desde “Namorada de aluguel” onde ele fazia aquela dança ridícula com os braços arqueados. Mas ele vestido pro Baile, ou de pijama no meio da sala com a maior cara de sono...aiai. A Sarandon tava a coisa mais linda do mundo, e numa cena em que ela atravessa a rua, poderosa, quase sucumbí de inveja dos raios que saíam das mãos dela.

O filme é uma graça e me fez ficar pensando se ser uma pessoa prática tem uma mínima compatibilidade com ser uma sonhadora inveterada. Sou as duas coisas em doses pesadas e deve ser esse meu maior encanto ou pecado, já que não tem nada de conciliável no sonho
e na praticidade.
Mas depois de algum esforço consegui estabelecer algumas sinapses:
No sonho, no mundo idealizado, não existe dor e na praticidade, ela é minimizada, já que a vida traz na bagagem dores inevitáveis.
Mas o mundo que a gente quer não é nem um nem outro.
O perigo não é sonhar, é não ver.


Hoje se acredita que é possível viver sem sentir dor nenhuma, em nenhum nível. Viver sem dor é quase um direito. Qualquer sombra de mínimo sofrimento é medicada com paracetamol ou fluoxetina. A gente come antes de sentir fome (que é a dor da fome que faz os bebês chorarem. A fome é dor), deita antes do sono e quer remédios pra não menstruar. Parir virou uma cena asséptica e cheia de flashes e anestesias.
Um relacionamento desmorona por nada e as amizades não têm arestas aparadas pra não quebrar o cristal tcheco que as forma. As relações são meio de mentira e viram pó na velocidade da luz.

Vivem-se promessas vazias do amor e felicidade eternas.

Mas ninguém vive de verdade.
Alguém aí estaria interessado em viver em 2008, pra variar?

Beijos.