domingo, 7 de junho de 2009

Make you own kind of music


A primeira partida de paciência spider eu sempre ganho de cara. A cabeça está fresca, está pronta, a programação responde 100%.
A primeira música, como os primeiros pensamentos, são os melhores e os mais férteis e bem interpretados. Não que dispensem a lapidação das horas.
A dor é a amiga da escrita profunda. A dor de amor é a melhor.
Quem sofre, quem tem vontade, como tem ódio profundo, escreve melhor.
Não se compara a profundidade que a infelicidade traz com a percepção que a felicidade desperta, essa mais vaga e alentadora, mas infinitamente menos interessante e impactante.
Engraçado pensar no que move as pessoas; o que moveu Baudelaire era parelho ao que movia Clarice Lispector e Wilde.
Tem dias em que você simplesmente sente que tem poder. Depois de tanta tormenta, percebe a força que construiu em sua casa, e da incrível família que você sedimentou. Que tudo que seu amor plantou, nasceu, cresceu e agora enfeita cada dia da sua vida sensacional.
Sente que suas primeiras opiniões sobre as pessoas são sempre as corretas, e que você simplesmente é capaz de fazer qualquer coisa. Aí vem o medo de não dar tempo de fazer tudo.
Eu quero tanta coisa, que certamente não vou ter tempo de tudo.
É uma pena.
Bom domingo.

4 comentários:

Ariane Mazza disse...

Vai sim!

Andréa Filomena disse...

Sem medo.
Nada de 'é uma pena'.
Há uma dúzia de palavras atrás você mesma disse que simplesmente é capaz de fazer qualquer coisa...
É puro Yoga!

Beijocas transcendentais

Pat disse...

Lindo!

Tom disse...

Você é uma mulher incrível, sabia?
beijo

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