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bjs

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Meu bebê perfeito.




Em 2006, voltei pra faculdade.
Passei um semestre implicando com uma menina pequeninha e metida da minha classe; e os outros sete  completamente apaixonada por essa mesma menina.
Não me lembro da Claudinha me chamar pelo nome, ela só me chama de mamãe, e ela assistia aula sentada no meu colo (quando não ficava mordendo meu ombro, de pura maluquice).
Ela guardava meu lugar todos os dias e todas as canetas cor de rosa que eu achava nas papelarias, comprava pra ela. O único exame que eu fiz no curso foi quando a madame esqueceu de fazer nosso trabalho... ( a gente revezava, estava na vez dela e ela esqueceu!) Eu fiquei maluca, mas depois esqueci.
Ela tem um pijama de vaquinhas aqui em casa e todos nós somos malucos por ela.
Ela é querida, inteligente, e cabe comigo e com a Sophia na cama como ninguém pra um soninho da tarde...
Uma vez, no meu aniversário, ela acordou a Sophia as cinco da manhã e elas fizeram um bolo cheio de corações pra mim. Eu acordei as sete pra ir pra faculdade e encontrei a mesa de café da manhã mais linda do mundo e as duas de pijama e farinha no cabelo, mortas de sono...
Ela chama o Caio de papai e já reservou o Grê pra eles casarem (e ele gostou da ideia...).
Ela é super inteligente e uma puuuta iluminadora de teatro.
Numa dessas montagens de luz, dia 3 desse mês, minha menina caiu de uma escada de cinco metros. De cabeça.
Foram cinco dias de UTI e uma semana de hospital.
Ela está viva. Os médicos disseram que a gente tem que dar graças a Deus por isso, e a gente dá.
Mas ela, que já era pequena, encolheu e voltou a ser uma menininha que ainda não aprendeu a ler e nem pode ficar sozinha nesse mundo selvagem.
Já fiquei muito triste, já chorei e já fiquei aqui brava com Deus e com a vida.
Mas isso não vai resolver o problema da Claudinha. Então eu resolvi outra coisa: além de rezar pra ela se recuperar e voltar a ser capaz de tudo; vou fazer o que ela estiver precisando. Vou na casa dela contar histórias, dar beijos, ensinar as coisas e dar umas broncas quando precisar.
O amor de verdade é aquele em que a gente não faz o que quer, mas o que o outro precisa.
E é isso que eu vou fazer.

beijos, gente