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Ifigênia

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Lembrem que o Agamenon sacrificou a filha sem piscar pra dar um start na Guerra de Tróia. Eurípedes escreveu uma tragédia que conta uma versão boa desse sacrifício (até com final feliz – pra alguns). Quando Ifigênia ia ser decapitada, Ártemis coloca uma corsa no lugar e some com a menina pra ser sacerdotisa dela na Táurida (onde hoje é a Criméia), e Ifigênia passa a vida exilada aprovando sacrifício, carimbando entrada no templo e vendendo camiseta da Ártemis, mas com a cabeça presa no pescoço. Enquanto isso, o pai dela tinha voltado de Troia, e a mãe - Clitemnestra mata o infeliz logo no primeiro banho. Ifigênia tinha dois irmãos: Electra e Orestes (despachado ainda pequeno pra longe, por Electra, pra escapar da morte certa que o papel de herdeiro certamente lhe traria). Já adulto, ele volta para vingar o pai e mata a mãe (com a autorização de Apolo); só que isso dá a maior confusão. Tem toda a história com as Erínias e o voto de Minerva e ainda assim, o Apolo (de novo) resolve que ...

O voto de Minerva

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Tava aqui planejando escrever sobre as Fúrias (Erínias), mas já escrevi aqui . Mas tem um detalhe importante nessa história que eu não contei:o voto de Minerva. Na volta da Gerra de Troia, Agamenon foi morto por Clitemnestra. Eles tinham dois filhos: Electra e Orestes. Orestes (com aquele movimento deles de vingar uma morte com outra), decide matar a mão. E aqui, há quem diga que foi uma ordem de Apolo e quem diga que foi um consentimento do deus. E Orestes resolve a parada. Ela bem que tentou fazer o filho desistir, mostrando os seios pra ele, com o argumento de que ela o havia amamentado... (que ideia, meu Pai). Além disso, ela e o amante Egisto, estavam bem mais interessados nos bens do Agamenon e bem pouco dispostos a dividi-los com os filhos (a mulher não era nenhuma santa). (Não tem um mísero santo nessa história). Só que os crimes de morte de gente do mesmo sangue eram o prato preferido das Erínias, que vieram pra cima de Orestes com a potência habitual. Orestes, que tinha pe...

Shakespeare, Pégaso e a Páscoa

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Lear, rei da Bretanha, resolve passar o trono adiante e, pra decidir como fazer a divisão, pede que as filhas expressem toooodo o amor e gratidão que sentem pelo vaidoso pai. As duas mais velhas (Goneril e Regan) se derretem em adulações e promessas, enquanto a mais nova, Cordélia diz algo como “meu amor é silencioso e autêntico, não vou enganá-lo”. Convencido de que amor bom é o amor que reluz, Lear trata de expulsar Cordélia do Reino, sem herança nem boa noite. Ele monta um esquema de previdência que inclui cem servos e outras benesses (que as filhas aceitam sem piscar) e entrega a coroa. É claro que as duas, rapidamente, cansam de adular um cara que nem é mais rei e mandam Lear plantar batatas. Ele acaba enlouquecido, acompanhado do bobo e de Edgard (filho ilegítimo de um dos nobres do reino - aqui temos tramas paralelas muito boas, mas complicadas). Cordelia o encontra e o perdoa, como era de se esperar. As irmãs já tinham armado pra Cordélia- que morre enforcada. Lear morre lo...

O maior idiota da Grécia

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Agamenon era Rei de Micenas e irmão de Menelau (de quem Paris tirou Helena). “Tirou”, pq acho que o mito de que ela tenha se apaixonado por ele (coisa da Afrodite, pagando a promessa) e o seguido pra Troia por vontade própria faz muuuito mais sentido. No começo da Guerra de Troia, os navios estão empacados esperando o bom humor da Deusa e o oráculo avisa que pra isso acontecer, vai ser preciso o sacrifício da filha do Agamenon. Ele, tranquilamente, manda chamar a menina (Ifigenia) e a mãe (Clitemnestra), mentindo que estão vindo pro casamento dela com Aquiles; e a cabeça da menina é separada do resto do corpo numa pedra, na frente da mãe, aterrorizada. Os ventos voltam e os navios partem. (Tem uma versão de que, nesse exato momento, ela é salva por Ártemis, que coloca uma corça pra ser decapitada em seu lugar- mas de qualquer maneira ninguéma mais sabe dela depois disso). Agamenon resolve tomar uma concubina (eles costumavam pegar escravas como concubinas quando estavam longe de casa...

Pasifae, Minos e o Minotauro

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Pasifae era irmã de Circe. Filha de Helios (deus do Sol) e de uma ninfa chamada Perseis; tinha outros dois irmãos, o Perses e o Aietes, que era rei da Colquida e pai da Medeia. Ela casou com Minos, rei de Creta. Minos era filho de Zeus e deve ter puxado do pai o hábito de esticar o olho pra outras mulheres e deixar a sua em casa, furiosa. Pasifae, de uma família de bruxas - por isso abri o texto lembrando que ela era irmã de Circe e tia da Medeia – tratou de resolver o problema fazendo com que Minos passasse a ejacular cobras e escorpiões em suas amantes. Isso diminuiu rapidamente a popularidade amorosa do Rei e acabou com a dor de cabeça de Pasifae. Quando Minos assumiu o trono, quis provar pros irmãos que ele era o escolhido pelos deuses e eles não deveriam reivindicar nada em Creta. Pra garantir isso, ele pediu a Posseidon que mandasse do mar um touro divino e prometeu sacrificá-lo a Posseidon logo em seguida, como prova de agradecimento e lealdade. Mas é claaaro que assim que ele ...

Teseu e Ariadne

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Já escrevi sobre Teseu aqui (filho do rei Egeu, também provável filho de Posseidom com princesa Aitra). Ele conheceu Egeu quando já tinha 16 anos e tratou de ir mostrar serviço se voluntariando pra enfrentar o Minotauro. O Minotauro vivia em Creta e jovens eram sacrificados a ele de tempos em tempos (entregues no labirinto, de onde jamais voltavam). Eu implico (é a minha natureza, gente), mas ele estava bem-intencionado sim. Pra pegar o monstro do reino do rei Minos, Teseu teve a ajuda da filha do rei, a Ariadne, que deu a ele o tal fio que ele usou pra achar a saída do labirinto. Não era um fio qualquer, era um fio que achava caminhos. E ela ofereceu ajuda em troca de se casar com ele, que aceitou sem piscar. Labirinto vai, labirinto vem, Teseu mata o Minotauro, pega Ariadne (que está se achando imprescindível nessa vitória, certamente) e parte. No caminho, faz uma parada da ilha de Naxos, onde eles têm a primeira noite de amor. Quando Ariadne acorda, não tem mais Teseu, nem barco ...

Sócrates & Antígona e os brasileiros

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Sócrates era um filósofo diferente. Foi artesão e militar (lutou na Guerra do Peloponeso). Andava por Atenas e falava com quem quisesse ouvir. Era dele a máxima “só sei que nada sei”. Claro que um cara ponderado, sábio e com capacidade de influenciar as pessoas logo virou um enorme incômodo e ele foi acusado de ateísmo e corrupção de menores. Sócrates foi condenado por um juri de 501 cidadãos atenienses. Ele podia escolher o exílio, o pagamento de uma multa ou a pena de morte. Pra ele, qualquer apelação significava aceitar as acusações e ele preferiu a morte. Ele bebeu cicuta, se lavou como indicaram, deitou para que o veneno fizesse efeito direito e morreu como esperado. Antígona era fruto da união incestuosa de Édipo e Jocasta. Dois irmãos de Antígona haviam morrido numa Guerra recente e apenas um deles, que defendia o trono de Creonte (seu tio) recebera a autorização para honras fúnebres. O outro irmão lutara contra Creonte e não lhe foram concedidas as honras. Naquela época, morr...