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Tem programa de cotas pra idiotas. Eu sei que tem.

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Será o caralho que a gente é OBRIGADO a dividir espaço nesse mundo com gente burra, feia, pobre e idiota? Não fosse o bastante, e o suficiente ter que dividir a sala de aula com meia dúzia de lavadeiras classe D, semi analfabetas e horrorosas , ainda é preciso trocar palavras com essa gente? Ai socorro, meu catolicismo magnânimo insiste em me abandonar nessas horas de indignação... Os filtros divinos funcionam, mas não como eu gostaria... Hoje estou cruel. Mas é o sincero espelho da verdade. Quem nunca teve vontade de dizer, olhando bem nos olhos de alguma desqualificada que tenta ocupar um lugar próximo ao seu, nesse mundo de oportunidades: Me larga, não enche Você não entende nada E eu não vou te fazer entender... Me encara, de frente É que você nunca quis ver Não vai querer, nem vai ver Meu lado, meu jeito O que eu herdei de minha gente Eu nunca posso perder Me larga, não enche Me deixa viver, me deixa viver Me deixa viver, me deixa viver... Cuidado, oxente! Está no meu querer Poder...

Lesma a toda!

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Voltei. Pelo menos estou voltando... hehe Bati todos os recordes possíveis de trabalho em excesso. Revisei 12 livros em 40 dias, foi um inferno. Uns poucos bem escritos por jovens talentosos e cheios de estilo, e o resto de chorar. Enfim, trabalho é trabalho e a gente se dedica da mesma maneira aos bons e às bobagens. Antes disso, brigando com a telefônica, que agora devolveu a linha que tinham retirado sem motivo, e me deixado sem speedy por uma eternidade. A correria foi tamanha, que recebi o exemplar do último Harry Potter (que eu adoooro) muito antes de ir pras livrarias, com capa branca e cartinha de confidenciabilidade (fiquei “me achando”, é claro), mas ainda não abri. Escrevi a resenha da revista sobre a expectativa dos leitores e pronto. Fiz uma propaganda pra UOL, uma bobagem, não queria fazer nem fodendo, mas o cachê era beeem bacana e eu ainda não estou podendo recusar grana assim tão mole! Saiu o número dois da POP – um especial super bacana sobre o Rock Nacional dos anos ...

Osso duríssimo de roer.

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Não voltei ainda, tô na faculdade. Continuo em litígio armado com a Telefônica. O prazo dessa vez foi dia 10, hahaha (eu contei que hoje quando liguei pela zilhonézima vez pra ver se tinham recebido minha soliciação de compra de outra linha, eles me pediram a escritura aqui de casa? É pra levar essa gente a sério?). Enfim, melhor escrever antes que todos escrevam e não me sobre um único argumento original. TROPA DE ELITE é o máximo. Mal o filme acabou, e eu e o Gregório já estávamos procurando o endereço de inscrições do BOPE pra nos matricular! Não tive pena de um mísero baleado, nem dos estudantes.Tô ficando velha e intolerante. Como alguém banana feito eu pode ser intolerante eu não entendo, mas lavei a alma (e fiquei lembrando do meu amigo Flávio que também deve ter adorado). Tô cansada de ver comissões de direitos humanos pros presos e eu sem defesa. Sou culpada por ter estudado, por morar em casa própria e por ter meu carro e uma ou outra frescura eventual. Se d...

O Cavaleiro e os Moinhos.

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Sexta feira fui ver a montagem de Dom Quixote que está em cartaz no Teatro do Shopping Frei Caneca (se eu ainda não disse é um puuuta teatro bacana, com a iluminadora mais linda do universo). Enfim, é uma montagem em cordel super bem feita. Eu acho aquela história muito triste, me devasta aquela necessidade de sonhar pra poder sobreviver. Não sei bem o porquê, mas acho de uma tristeza abissal. Fico na maior melancolia. Essa vidinha Matrix me incomoda e me assusta. A gente achar que controla o incontrolável e que conhece o desconhecido é mesmo de assustar. O mundo é um lugar selvagem,e nós ficamos aqui dando palmadinhas no Rocinante tentando ver se algum de nós sabe o melhor caminho. As páginas seguintes têm seu encanto, têm seu charme, mas têm suas dores. E hoje eu estou meio sem fé...(ai, ainda bem que o Padre Maurício não entra nesse blog!). Ontem foi o dia sem carro. Eu -que sou uma crédula vulnerável e idiota-, não jogo lixo na rua, respeito os velhinhos, não furo rodízio nem fila,...

K C2h4

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Eu era maluca pelo Caetano Veloso quando era mais nova, e inventei de escrever o nome dele assim, quando descobri que C2h4 era a fórmula do etano, daí KC2h4 era como eu escrevia Caetano. Nem sei se tá certo, mas o fato é que há uns 25 anos pelo menos, eu escrevo assim. Enfim... dona Canô fez 100 anos e ele foi capa da RollingStone do mês passado ( numa foto que eu adorei e meu amigo Alex odiou). Esse mês tá lá Grazi (bolsa família) na capa, numa foto linda de morrer, vestindo umas poucas pinceladas bem dadas. Eu sempre gosto de ler as cartas dos leitores, que é um termômetro bacana pra saber como o veículo lida com críticas e bajulações em geral. E tava lá uma carta de um fulano querendo registrar seu “espanto" com a RS por ter se rendido a uma capa com o Caetano Veloso e tudo o que ele simboliza (coronelismo e cultura preestabelecida) . Espantada fiquei eu. Quantos anos esse idiota deve ter? 18? Embora eu ache que com essa idade eles já deveriam ter aprendido a pensar antes de ...

Abominável Mundo Novo.

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Quando eu estava no primeiro colegial no Rio Branco, ganhei uma bolsa (em algum concurso de redação, ou de palpite na vida dos outros – minhas atividades favoritas) pra um Kibutz em Israel. Quase morri de felicidade, mas acabei não indo por conta do pavor que minha mãe tinha dos “boatos de terrorismo” que foram apenas boatos, por pouquíssimo tempo... Tinha acabado de ler um livro sobre o socialismo e achava tudo aquilo maravilhoso. Até porque, como etapa anterior do comunismo, o socialismo tinha mesmo essa função sedutora (que cumpria muitíssimo bem). Um Kibutz, pra mim era o máximo da perfeição. Não havia ideal mais bem concretizado que crianças crescendo juntas, mulheres trabalhando juntas, homens fortes e serenos dispostos ao esforço físico e intelectual. Todos valendo a mesmíssima coisa, todos igualmente valorizados, sem propriedades, sem imperialismo blá blá blá. Meus amigos que foram, mandavam aquelas fotos típicas deles colhendo laranjas... Até hoje me pego sonhando em viver num...

Vede o pé do Ypê...

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Não é a primeira vez que eu sento aqui pra escrever sobre uma coisa e escrevo sobre outra completamente diversa. Tencionava escrever sobre o quanto eu gosto de rever alguns filmes e seriados pela sensação nostálgica, pela memória contextual que a gente revive, mas fui atropelada por uma música maravilhosa. Tava aqui agradecendo aos deuses pelo frio úmido e maravilhoso deste começo de noite, e lendo a coluna do Matthew Shirts de hoje. Na coluna, (sobre um percurso de ônibus) ele cita preciosidades dos anos 80, e entre elas um romance do Reinaldo Moraes chamado Tanto Faz . Na hora eu lembrei desse livro, e fui procurar, morrendo de medo de ter emprestado pra algum amigo que não me tivesse devolvido. Mas tava lá (ainda bem que eu não emprestei pra ninguém, vivo perdendo livros que empresto). Enfim, abri o livro (que foi comprado em 1983, na extinta Livraria do Bexiga – que ficava na esquina com o Café Soçaite) e dei de cara com um verso que escrevi na primeira página, de uma canção do Bel...