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Orfeu & Eurídice

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Orfeu era filho de Calíope (a mais importante das Musas) e Apolo. Apaixonado por música, sua habilidade em cantar e tocar lira ou cítara eram um sucesso de bilheteria olímpico. Casado com a ninfa Eurídice, viviam felizes até o dia em que ela atravessava sozinha uma floresta quando encontrou um pastor (Aristeu) que era apaixonado por ela e tentou beijá-la. Eurídice saí correndo, fugindo dele e na fuga pisa numa serpente que a pica e ela morre. Inconformado (e ninguém foi quebrar a cara do Aristeu, ficou super por isso mesmo, o máximo que aconteceu foi que os deuses o castigaram matando todas as suas abelhas...) Orfeu desce ao inferno pra tentar trazer Eurídice de volta. Com sua música ele consegue convencer Caronte (o barqueiro do inferno) e chegando no reino de Hades, todos param para ouvi-lo. A história conta que Sísifo deixa o Rochedo e Tântalo para de sentir sede e fome enquanto ouvem a música de Orfeu. Quando encontra Hades e Perséfone, ele acaba convencendo...

PAN

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Pan significa tudo Filho de Penélope com suas centenas de pretendentes, ou de Hermes, ou de Urano e Gaia, ou de Cronos e Reia ou de Zeus e Híbris, ou de Zeus e Caliste ou do Pastor Crátis com uma cabra. O cara mostra, desde sempre, que as possibilidades são muuuitas... Com a aparência de um demônio, meio homem e meio cabra (com chifres) e sempre tocando uma flauta, uma das versões conta que ele, assim que nasceu, assustou a mãe (seja ela quem quer que tenha sido) com sua aparência e Hermes, com pena, o enrolou numa pele de lebre e o levou para o Olimpo; onde virou o queridinho de todos, principalmente de Dioniso. Foi no cortejo de Dioniso, junto com os Sátiros, que nosso meio bode meio homem protagonizou as maiores farras do Olimpo (ficando todos eles mal falados em todos os cantos da Terra). Os sátiros eram cavalos da cintura pra baixo e homens da cintura pra cima Como contei, a atividade sexual dele – assim como a dos Sátiros- era incessante, com ninfas ou com rapazes, e na...

PENÉLOPE

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Mulher de Ulisses (a história também é boa, mas só a volta dele pra casa depois da Guerra de Tróia – pra onde ele nem queria ir-, demorou vinte anos e virou a Odisséia do Homero e eu não vou me meter a resumir isso de jeito nenhum em míseros 2200 caracteres). Bom, eles eram casados (e ele, na verdade, queria mesmo era ter casado com a Helena, mas ela era muuuito disputada e ele ficou meio com preguiça e preferiu Penélope). Eles tiveram só um filho (Telêmaco), que nasceu pouco antes de ele ir pra Tróia. E o homem não voltava, gente. Não mandava notícias (o whats devia estar instável) e ela lá esperando... Foram dez anos de guerra e dez anos pro cara voltar. Penélope era jovem e bonita e começaram a aparecer pretendentes. Eles eram muitos e se instalaram no palácio dela, esperando ela cansar de esperar. O pai dela, junto, fazendo coro, querendo que a filha casasse de novo. Com o pai se metendo e centenas de pretendentes enfiados na casa dela, Penélope arrumou um jeito de ganhar...

Sibilas & Pitonisas

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Parece nome de banda de rock dos anos 80, mas era o nome das mulheres que proferiam os oráculos de Apolo. Há versões conflitantes mas, no geral, as Pitonisas eram em menor número – inicialmente uma delas fazia previsões uma vez por ano, depois outras vieram. No final das contas, tanto Sibilas quanto Pitonisas eram as adivinhas do elenco mitológico As Pitonisas, faziam suas previsões num trípode (banco de três pernas) sob o buraco de onde saíam os gases proféticos (fenda onde caiu o corpo da Píton que Apolo matou como eu já contei). Antes de subir na trípode, elas tinham que jejuar três dias, mastigar folhas de louro e fazer mais um monte de coisas, então Apolo sacodia o templo e elas entravam em transe frenético (pra mim, isso tem outro nome...haha). Depois de concluir a profecia, elas caíam em sono profundo e algumas chegavam a morrer. As Síbilas registravam as previsões que faziam por escrito, e daí vem a melhor história: uma delas, a Síbila de Cumas juntou as previsões...

As Fúrias

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Nasceram do sangue que Urano perdeu quando foi mutilado por Chronos, e costumam ser representadas por serpentes aladas ou por mulheres seminuas ladeadas por serpentes. Estão entre as divindades mais antigas e temidas (como as Moiras) e eram respeitadas por tooodos os deuses, inclusive Zeus, que não se metia a besta com elas. Nas primeiras narrativas elas eram muitas, mas acabaram virando apenas três: Alectó, Megera e Tisifone. Responsáveis por proteger a ordem do mundo (daí a gente sabe que essas miseráveis certamente estão em ano sabático em 2020), elas evitavam desvios, e arrogância (a hybris que eu falei em outra postagem) que faz com que o homem esqueça que é um pobre mortal li-mi-ta-do. Elas costumavam confundir o entendimento que os homens têm das previsões dos oráculos pois sabiam que, sem a incerteza, eles se comparariam aos deuses. Alectó respirava vingança e tomava várias formas para enganar e punir os desviados. Megera era a responsável por semear a discórd...

Jasão e os Argonautas

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Jasão era filho do Rei de Iolcos, destronado pelo irmão Pelias que tratou de exilar Jasão numa ilha onde ele foi criado pelo centauro Quiron até completar 20 anos. Nessa época, coberto com uma pele de pantera e calçando um pé de sandália (perdera a outra no caminho) ele chega a Iolcos para reivindicar o trono. Pelias concorda em ceder o trono ao sobrinho desde que ele lhe traga o Tosão de ouro (um carneiro alado com pelo de ouro que Zeus deu de presente a Fixo, mas que agora era de Eetes, Rei da Cólquida).   Jasão convoca os heróis mais famosos da Grécia (Hércules e Teseu no time) e junta cerca de 50 deles, que partem num barco construído por Argos. A Argó partiu da Tessália e a primeira parada foi numa ilha habitada só por mulheres (o povo se divertiu por diiias...), e seguiram sendo confundidos com piratas, lutando e derrotando Harpias e mais um monte de aventuras até chegarem à Cólquida. Lá, procuraram o Rei Eetes e reivindicaram o carneiro. Ele concordou, desde que Jasã...
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Creonte Virou Rei de Tebas quando Laio morreu (pai do Édipo, primeiro marido da Jocasta, irmã de Creonte). Na época em que Creonte assumiu o trono, a Esfinge estava na entrada da cidade (mandada por quem??? Hera, senhoras e senhores) devorando quem não adivinhasse dois enigmas: “Quem é dotado de voz, marcha primeiro com quatro pés, depois com dois e finalmente com três?” “Existem duas irmãs: a primeira engendra a segunda, que por seu turno, engendra a primeira. Quem são elas?” Cansado de ver a Esfinge devorando todo mundo, Creonte promete o trono a quem solucionar os enigmas; e Édipo, que vinha vagando em direção a Tebas, acertou as duas respostas. A primeira era o homem (engatinhando, caminhando e andando com a ajuda de uma bengala) e a segunda era a claridade do dia e a escuridão da noite. Creonte dá o trono a Édipo e a mão de Jocasta (mãe do Édipo) em casamento, os dois vivem felizes, têm filhos e então vem a Peste (nem vou comentar nada aqui...). Morria gente a rodo e Cr...