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Como matei a Madonna

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Ontem vi uma parte do documentário Na cama com Madonna , e foi o suficiente pra tecer milhares de considerações sobre o meu profundo ódio (que até então eu não tinha percebido em sua plenitude)pelas mulheres. Como alguém que pode ter nascido dia 8 de março pode ter tamanha aversão pelo feminino??? Não sei, mas uma das explicações é ser filha de quem sou, uma poderosa Afrodite que por muito tempo simbolizou tudo o que eu acho mais idiota: frescura, pose, futilidade e tolice. O mais interessante é que eu, uma idiota completa que as pessoas descrevem como muuuito inteligente por puro amor, sufoquei minha Madonna interior nesses montes de banha e fujo feito louca das qualidades femininas, me escondendo nessa erudição imbecil. Nem sei como fiz um trabalho tão bem feito com a Sophia (deve ser mérito dela). Gosto de ser mulher quando isso significa ser forte e dar conta simultâneamente da vida e da morte. Mas nunca dei a mim mesma o gostinho de provar a fragilidade feminina. Fala sério se eu ...

Minhas meninas.

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Pra relevar tanto mau humor, vou contar uma história do final de semana. Na sexta saímos os dois e chegamos tarde, cansados e felizes. Acordamos no sábado (tradicional dia do Caio dar banho nas meninas) e eu achei que seria uma idéia genial colocá-las pra nadar na banheira. O santo do meu marido bem que cantou a bola que não seria uma boa idéia, mas ele é ele, e acabou me ajudando. Não só enchi meu ralo com os pêlos finos das madames, como ficaram as duas paralizadas na banheira cheia olhando pra mim como que perguntando: Por quê?????? Pra quem não conhece, a prata é a Cookie e a preta é a Emily. bjs

Será arte?

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Ando apanhando pra conseguir traduzir a pessoa que venho sendo. Tô furiosa com a UNIP. O que eu faço com os meus dez e os méritos conquistados se, pra eles, tanto faz quem ta dando aulas? É um saco achar as coisas que anteriormente estavam ordenadas, tão sem sentido. É minha face adolescente. Não fosse ela, não agüentaria tanto adolescente perdido naquele andar... O que me ocorre é que minha parte permanente continua encantada com as poucas pérolas injustamente servidas aos porcos que chafurdam em seus olhares de enfado cobertos por uma inacreditável camada de pó compacto. Mas isso é uma coisa menor, ando chata e desestimulada. A Smack, após a morte lenta que a editora Futura lhe impôs, finalmente deu seu último suspiro e acabou de vez. Uma parte de mim é permanente. Outra parte se sabe de repente (e é nessa outra que mora o perigo) Preciso mesmo fazer aniversário. Bjs Na foto, Florbela.

Greta Garbo (quem diria) lives on me.

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Essa semana estou em greve. Fui pra aula na terça , que é dia da Mônica que eu adoro, e não gosto nada de perder aulas dela. Mas o resto da semana nadica de Elaine na sala de aula. Tô bem puta de ser tão lerdinha e ter fechado os olhos pra tantos detalhes que não poderiam ter passado batido naquela universidade. Tá tá tá, sou a Presidente do Clube do Óbvio, mas alguém tem alguma medicação boa pra extirpar expectativas??? Tenho tido muita preguiça, muito sono e muita gripe. Não tenho preguiça de trabalhar, sempre fui voraz nessa área. Mas essas semanas têm sido um suplício.. espero que seja apenas e tão somente o péssimo e velho Inferno Astral. Sábado na festa da Gi, ela fotografou meus bebês no sofá do lounge anexo ao espaço gourmet onde estávamos todos. Ai amigo fino é assim bacana! Já falei que Madame Gianna de Luca é o máximo? Que é uma princesa nesse mundo de grosseria e make ups? Que eu sou completamente maluca por ela? Se não falei, tá dito. Registre-se. A foto é a ilustração de ...

E se de repente a gente não sentisse a dor que a gente finge e sente, se de repente a gente distraísse o ferro do suplício?

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Sabe o que acontece comigo? Eu sou uma pisciana mimada e chata. Estou brigando com a sombra há três dias, tudo por conta das duas Damas da Noite do meu quintal que morreram depois de seguidos ataques de brocas. O Caio lá fora podando, serrando e arrancando as duas e eu chorando e soluçando, de pijama no banco do quintal. Ai que merda. Não me conformo. O Caio fez o canteiro e plantou a primeira de presente de aniversário quando fiz 28 anos e a segunda era uma muda da primeira que eu plantei. Não vou mais chorar por conta dessas brocas malditas. Pelo menos elas não comeram o pinheiro, o manacá, o fícus e as alamandas. Mas vou choramingar derradeiramente que as damas da noite eram minhas preferidas e que quando a Gi estiver aqui, vai deitar na rede que antes ficava sobre uma delas e agora está meio sob o manacá e meio a céu aberto. Tenho todas as letras do Chico Buarque e admito que tenho algum ciúme quando vejo alguma pérola dele (que não as letrinhas de sucessos batidos que povoam diári...
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Ai que mau humor. Há duas quintas seguidas eu volto da UNIP azeda que só. A sorte é que eu dou carona pra a Ari (que é um docinho) e ela me distrai (ouvindo minhas bobagens), ou tudo poderia ser MUITO pior. Tivemos marketing no primeiro semestre e o professor entendia pacas do riscado. Todo mundo fala mal da UNIP, mas eu sempre defendi. Meus professores são bons, bem preparados e eu nunca tive reclamações importantes. Mas agora começamos a ter aulas de Pesquisa de Mercado. Puta que pariu. O professor (que para minha completa surpresa não é aquele sabido do primeiro ano) é uma pessoa agradabilíssima, educado, atencioso e bem intencionado. Mas não entende PORRA NENHUMA de pesquisa e as aulas, até agora, foram um festival de bolas fora. Até a primeira aula ele mal conhecia os conceitos de quali e quanti. Hoje os grupos apresentaram um esboço de uma pesquisa pra medir grau de satisfação na vida pessoal e profissional de 50 executivos. Os alunos fizeram o melhor possível (dentro do nano-uni...

Baratos Amigos

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Ontem foi a estréia da minissérie Queridos Amigos , que a Globo vinha anunciando desde o final do ano passado. Eu estava interessadíssima, as chamadas deram a entender que se tratava da história de um grupo de amigos politizados e com links pros nossos anos de chumbo. O primeiro capítulo foi a maior merda que eu registrei na minha vida (expectativa, pra variar, só atrapalha). Parece que a Maria Adelaide Amaral bateu com a cabeça em alguma calçada nova da Praça Buenos Aires e me apareceu com esse texto ginasial. E o pior é que TODOS os artistas (abro uma exceçãozinha pra Débora Bloch, que tenta representar direito naquele mar de canastrões) parecem perdidos. O Dan Stulbach aprendeu a espremer os olhos e olhar pensativo pro nada e foi só o que ele fez o tempo todo. Pra aumentar minha raiva a casa onde eles oficializam o começo da história é ambientada na (minha) Serra da Cantareira e tem a maior cara de Petrópolis , não tiveram meia preocupação em saber como são as casas daqui. É só vidr...