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While my eyes...

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Um dia, em Campos, saímos os seis no meu carro (nada mais sem graça que casais em carros separados, ainda mais em se tratando de gente superanimadinha como meu pai e a namorada, minha irmã e o namorado, eu e o Caio). Fomos tomar um chocolate no Lenz (recomendadérrimo, o lugar tá cada vez mais bacana) e no caminho, passamos em frente a essa loja da primeira foto , que ostentava alegremente a placa com dizeres “Flores e Pinto”. Assim que li comentei a primeira coisa que me veio à cabeça: -Gente, essa loja vende tudo que uma mulher pode desejar! Foi bem engraçado (mesmo estando claro para cada um de nós, que mulher gosta mesmo é de dinheiro). Mal rodamos 100 metros e uma loja de moda íntima, exibia, por sua vez, o slogam “Seu íntimo em evidência”. Francamente... Nosso prefeito deveria liberar esse tipo de placa genial aqui em São Paulo... beijos

A hard day's night

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A vista do meu chalé é maravilhosa. Sempre é. A vista do meu quarto em São Paulo, também é bem bacana. Árvores comportam sonhos e fantasias; a sensação de ver através de suas folhas é maravilhosa e inspiradora... Este ano quase não tivemos frio, foi uma moleza sair do restaurante, todas as noites, com um mísero casaco. Meu pai veio com a namorada e a Lilian trouxe o Edson. A Sophia e o Gregório também estão acompanhados. Ontem o Grê passou por nós de mãos dadas com a namorada, dividindo o fone de ouvido, e eu achei a coisa mais linda do mundo. Somos cinco casais de passarinhos, esse inverno tá com cara de setembro! Ontem passei no Baden pra dar um beijo na Adriana (nunca dá tempo de conversar direito com ela, o que é um saco completo) que trouxe o mestre cervejeiro deles pra apresentar pro meu pai, que ficou todo feliz... Voltamos pro aniversário da comadre Yara. Depois do jantar, viemos todos pro chalé e ficamos encocorocados, os seis (as crianças voltam beeem mais tarde) na sala com ...

Amanhã tem show!!

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Essas férias estão uma agitação. Cheguei de Botucatú, entreguei o mestrado, peguei uns freelas e mais freelas e mais freelas... Tô trabalhando pra caralho num mês que eu sempre usei pra ler e dormir. O mercado tá fervendo, e eu estou feliz da vida. A grande verdade é a seguinte: vc pode ser o fodão, o sabidão e o melhor trabalhador do mundo. Mas se não tiver contatos, baby, vai morrer de fome. A cidade está seca. Até aqui, que costuma ser mais úmido, as plantas estão resmungando. A Ticiane Pinheiro perdeu o bebê aos cinco meses de gravidez. Coitadinha. Perder um filho na bariga deve ser horrível, ainda mais quando todo mundo sabe e fica com aquela cara de pena...credo. Estou aqui estrategiando (não, não existe esse tempo de verbo, nem o verbo, eu acabei de inventar) como vai ser meu embate com a balança. Estou gorda e enferrujada (que, pra ser sincera, é o que mais me incomoda). Até agora os planos são hiodroginástica, umas caminhadas leves com as garotas e vigilantes do peso. Chego de...

Espelho, espelho meu...

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Neste exato momento, enquanto eu batuco o LapTop na cama, e o Gregório assiste Padrinhos Mágicos, minha irmã mais nova passa por uma gastroplastia. São mais de três horas de cirurgia e eu estou sem dormir desde as seis, com zillhões de minhocas na cabeça, morrendo de preocupação e medo de dar alguma coisa errada. Ai, essa coisa de ser gordo é um saco, um caralho, o fim da picada. Eu sempre fui gostosa, uma delícia pra ser sincera e manter a modéstia de sempre. Tinha a oscilação de três ou quatro quilos de sempre em casos de brigas com namorados ou qualquer crise que desencadeasse a comilança. Quando engravidei da Sophia engordei quase quarenta quilos, emagreci a duras penas e na gravidez do Gregório lá se foram as calças jeans e vieram mais trinta e cinco quilos. Um ano depois, tava bem magrinha. Minha irmã mais velha descobriu um cara no Pacaembú (Dr Renato Lerner) que cobra uma fortuna por um tratamento de dois meses, onde vc vai lá diariamente pra ser espetada, eletrocutada e injeta...

Pra vida ser justa

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Minha lista particular, tendenciosa e egoísta do que eu julgo que falta no mundo pra vida ser justa: -as pessoas deveriam sempre falar tudo oq estão sentindo -os cachorros deveriam viver mais tempo -os gatos deveriam burlar o instinto (e o chumbinho) -as crianças deveriam ficar crescendo e encolhendo dos seis meses aos três anos, indo e vindo (num moto-contínuo)sem crescer -pensar deveria queimar calorias -todo mundo deveria ser obrigado (e subsidiado se fosse o caso) a viajar e conhecer o mundo -os jovens estaraim terminantemente proibidos de serem caretas, cagões e preconceituosos -preguiça seria um atenuante de respeito pra qualquer ocasião pentelha -as casas deveriam ter mais jardins e menos cimento -as escolas deveriam en-si-nar -os pais deveriam e-du-car -os velhinhos deveriam ser paparicados e postos pra conversar com os jovens -as pessoas deveriam poder morar com quem amam e não com quem dividem traços de DNA -todas as meninas deveriam ter sido bandeirantes -tv só devia existir...

Como alguém que lhe apagasse a luz, vedasse a porta e abrisse o gás.

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Final de semana cheio! Sábado fomos ao Cultura Artística ver Toc Toc, texto de um francês (Laurent Baffie) sobre o encontro de seis pacientes com Transtorno Obsessivo Compulsivo, na sala de estar de um psiquiatra. O ingresso foi super caro (oitentinha por cabeça – tá, eu e o Caio pagamos meia, mas minha irmã e o namorado morreram com R$160, pra ver a peça) e nem foi lá essas coisas. Uma comédia mediana (pra não dizer medíocre) onde o que divertia eram os arroubos do cara que tinha síndrome de Tourette e a moça que repetia absolutamente tudo (ou seja, o divertido era o chavão e o ululante). Eu vivo me incomodando com o público de comédia no teatro. É a raça mais sem critério que existe; os idiotas já saem de casa tão predispostos a rir de qualquer coisa que mal o ator aparece e eles morrem de rir (e eu, que sou a chata implicante cricri, de ódio). O jantar no Gigetto depois do teatro foi muito mais divertido. Maaaaaaaaaas no domingo fomos ver Gota d'água no Sesc Vila Mariana – ai co...

Where do they all belong??

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Hoje é aniversário do Paul (e do Rogélio). Acho que Deus deixou hoje especialmente pros príncipes. Fiz uma matéria maravilhosa pra uma revista feminina , com uma puuuta contextualização histórica que me custou um tubo extra de Colour Touch, e quando entreguei não era naaaada daquilo que elas queriam, queriam um arroz com feijãozinho de sempre, nada assim genial. Isso não me entristece nem nada, já passei dessa fase há uns vinte anos, mas me surpreende... O frio me traz uma memória sensorial tão maravilhosa que é impossível ficar de mau humor com o barulhinho da minha lareira, que tem trabalhado até mais que eu. Essas memórias sensoriais são tão interessantes... Quando eu tinha 18 anos, era secretária na Mendes Junior e fui chamada pra ficar uma temporada no Iraque. Fui pra Belo Horizonte, que é onde fica a sede, providenciar a papelada e fazer os exames médicos. Foi uma viagem bem chata, tinha brigado com o namorado, fui num ônibus vazio, sozinha e ainda perdi um brinco que eu adorava....