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Espelho, espelho meu...

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Neste exato momento, enquanto eu batuco o LapTop na cama, e o Gregório assiste Padrinhos Mágicos, minha irmã mais nova passa por uma gastroplastia. São mais de três horas de cirurgia e eu estou sem dormir desde as seis, com zillhões de minhocas na cabeça, morrendo de preocupação e medo de dar alguma coisa errada. Ai, essa coisa de ser gordo é um saco, um caralho, o fim da picada. Eu sempre fui gostosa, uma delícia pra ser sincera e manter a modéstia de sempre. Tinha a oscilação de três ou quatro quilos de sempre em casos de brigas com namorados ou qualquer crise que desencadeasse a comilança. Quando engravidei da Sophia engordei quase quarenta quilos, emagreci a duras penas e na gravidez do Gregório lá se foram as calças jeans e vieram mais trinta e cinco quilos. Um ano depois, tava bem magrinha. Minha irmã mais velha descobriu um cara no Pacaembú (Dr Renato Lerner) que cobra uma fortuna por um tratamento de dois meses, onde vc vai lá diariamente pra ser espetada, eletrocutada e injeta...

Pra vida ser justa

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Minha lista particular, tendenciosa e egoísta do que eu julgo que falta no mundo pra vida ser justa: -as pessoas deveriam sempre falar tudo oq estão sentindo -os cachorros deveriam viver mais tempo -os gatos deveriam burlar o instinto (e o chumbinho) -as crianças deveriam ficar crescendo e encolhendo dos seis meses aos três anos, indo e vindo (num moto-contínuo)sem crescer -pensar deveria queimar calorias -todo mundo deveria ser obrigado (e subsidiado se fosse o caso) a viajar e conhecer o mundo -os jovens estaraim terminantemente proibidos de serem caretas, cagões e preconceituosos -preguiça seria um atenuante de respeito pra qualquer ocasião pentelha -as casas deveriam ter mais jardins e menos cimento -as escolas deveriam en-si-nar -os pais deveriam e-du-car -os velhinhos deveriam ser paparicados e postos pra conversar com os jovens -as pessoas deveriam poder morar com quem amam e não com quem dividem traços de DNA -todas as meninas deveriam ter sido bandeirantes -tv só devia existir...

Como alguém que lhe apagasse a luz, vedasse a porta e abrisse o gás.

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Final de semana cheio! Sábado fomos ao Cultura Artística ver Toc Toc, texto de um francês (Laurent Baffie) sobre o encontro de seis pacientes com Transtorno Obsessivo Compulsivo, na sala de estar de um psiquiatra. O ingresso foi super caro (oitentinha por cabeça – tá, eu e o Caio pagamos meia, mas minha irmã e o namorado morreram com R$160, pra ver a peça) e nem foi lá essas coisas. Uma comédia mediana (pra não dizer medíocre) onde o que divertia eram os arroubos do cara que tinha síndrome de Tourette e a moça que repetia absolutamente tudo (ou seja, o divertido era o chavão e o ululante). Eu vivo me incomodando com o público de comédia no teatro. É a raça mais sem critério que existe; os idiotas já saem de casa tão predispostos a rir de qualquer coisa que mal o ator aparece e eles morrem de rir (e eu, que sou a chata implicante cricri, de ódio). O jantar no Gigetto depois do teatro foi muito mais divertido. Maaaaaaaaaas no domingo fomos ver Gota d'água no Sesc Vila Mariana – ai co...

Where do they all belong??

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Hoje é aniversário do Paul (e do Rogélio). Acho que Deus deixou hoje especialmente pros príncipes. Fiz uma matéria maravilhosa pra uma revista feminina , com uma puuuta contextualização histórica que me custou um tubo extra de Colour Touch, e quando entreguei não era naaaada daquilo que elas queriam, queriam um arroz com feijãozinho de sempre, nada assim genial. Isso não me entristece nem nada, já passei dessa fase há uns vinte anos, mas me surpreende... O frio me traz uma memória sensorial tão maravilhosa que é impossível ficar de mau humor com o barulhinho da minha lareira, que tem trabalhado até mais que eu. Essas memórias sensoriais são tão interessantes... Quando eu tinha 18 anos, era secretária na Mendes Junior e fui chamada pra ficar uma temporada no Iraque. Fui pra Belo Horizonte, que é onde fica a sede, providenciar a papelada e fazer os exames médicos. Foi uma viagem bem chata, tinha brigado com o namorado, fui num ônibus vazio, sozinha e ainda perdi um brinco que eu adorava....

Lesma na vanguarda da tecnologia

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Terça, 17 de junho de 2008, 17h58 Atualizada às 18h48 Projeto artístico envia e-mails por chips em lesmas Três lesmas tiveram chips eletrônicos implantados em seus corpos para que possam transportar e-mails escritos por pessoas que visitam um site. O projeto de "arte lenta", intitulado Real Snail Mail, foi desenvolvido por alunos da Universidade de Bournemouth, na Grã-Bretanha, e será apresentado na conferência Siggraph, em Los Angeles, nos Estados Unidos, em agosto. Na era cibernética, as lesmas Muriel, Austin e Cecil se tornaram "carteiros eletrônicos". Ao invés de comunicação instantânea, as mensagens dos visitantes viajarão a uma velocidade média de 50 metros por hora, podendo levar dias, semanas ou até meses para chegar ao destinatário. "Uma coisa que a tecnologia nos promete é velocidade, aceleração, sempre mais e em menos tempo", diz Paul Smith, um artista envolvido no projeto. "Culturalmente, somos obcecados com o imediato", acrescenta....

Merdas que eu adoooooro assitir.

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Há dois canais que eu adoro, o VH1 e o E !. São a mais completa celebração do fun, da diversão leve e inconseqüente que me distrai e me diverte muito. No VH1 ele têm aqueles programinhas de listas, eu adoro listas (deve ser coisa da geração dos anos 80 como sabe o Nick Hornby). Já vi os motivos pra amar e odiar a década de 90, as celebridades mais azaradas, mais poderosas, mais deselegantes... muito divertido. O melhor deles é um reality de um cantor de hip hop chamado Flavor Flav (ele era do Public Enemy) o cara é de chorar de feio. Magro, desdentado (tem os dentes de ouro) desengonçado e usa um relógio imenso pendurado no pescoço. O tal galã resolveu arrumar uma namorada e vinte loucas apareceram (uma especialmente pirada chamada Tiffany ou NewYork já tomou uma cusparada da cara e vai sair do programa com ele ou numa camisa de força). Ele faz as meninas fritarem frango pra ele, fazerem chá pra mãe dele... um horror. Fora que metade já deu pra ele no programa. A gente ri pra não chora...

Nuvens negras, tempestades no céu.

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Esta semana tive tanto trabalho que fiz um cronograma pra poder dar conta... O Gregório tá com febre, aqui deitadinho tomando Gatorade. Tenho uma entrevista importante com um cara bem bacana hoje á noite e tô me sentindo péssima de sair com ele assim jururu... Semana passada, entrevistei a deputada Manuela d’Ávila, fiquei apaixonada! A menina é uma graça, uma querida completa; e como se ainda não bastasse, é correta, sensata e trabalha pacas. A festa de lançamento do livro da Marlene Matheus foi perfeita, vendemos livros feito água e me diverti muito (conheci um monte de gente, bebi champanhe e dei muita risada). Meu amigo Geraldo de Anhaia Mello tá quieto demais pro meu gosto esses dias. No ápice da fase de mania ele chega a mandar quatro textos por dia e tem uma semana que ele excluiu o perfil do Orkut e não manda uma linha. Como andei dando uns bons esporros (merecidos) nele, espero que ele só esteja bravo comigo. Da outra vez que dei o alarme do sumiço, ele tinha tentado o suicídio...