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O mundo, decididamente, tem salvação.

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"O corpo de Bombeiros resgatou nesta sexta-feira um bem-te-vi que ficou preso na linha de uma pipa em cima de uma árvore localizada na Alameda Santos, na Consolação, em São Paulo. Uma viatura com escada foi utilizada para chegar ao pássaro. O bem-te-vi teve ferimentos leves e teria sido encaminhado para tratamento por um morador da região. " Portal Terra. Nem vou dizer mais nada, que nem precisa. Se o Caio fosse PM (coisa que ele jamais seria, estamos no campo das hipóteses) ele seria bombeiro, com toda certeza. beijos

Desconserto

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Três meses. É tempo demais. Eu continuo envelhecendo um ano por dia. E os dias não esperam que ele me procure, não esperam por mim e não me trazem nada de bom. Essa chuva me machuca, mas não me adoece, não sou capaz de adoecer ainda mais. O frio já se viu bem recebido e sabe que está em boa companhia. Esta rua maldita, cheia de poças, buracos, remorsos, sujeira, desejos e perguntas. Perdi a vontade, a vergonha e os sentidos há tantos silêncios, que nem sou capaz de lembrar quando. Os faróis me iluminam como se eu fizesse parte desse muro molhado horrível. Por algum tempo, tive vergonha de seguir minha vida sem ele, de me saber sem ele e de me saberem completamente sem ele. Como algo pode ser completo sem ele? A vida em preto e branco, o frio, o cigarro e a dor. O alto do prédio surge em meio a árvores encharcadas de água da chuva. Eu sorrio ao lembrar o poeta português indagando o quanto da água salgada do mar são lágrimas... se minhas lágrimas fossem doces, e se eu ainda tivesse lágri...
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Tô mesmo precisando de férias. Ando me incomodando com as mesmas coisas, e falando as mesmas coisas. O Brasil ficou em zilhonézimo lugar numa avaliação de desempenho estudantil, e eu me surpreendo e me enfureço com isso. Como se não visse todo o santo dia na sala de aula, o nível dos estudantes universitários (salvo raríssimas exceções e o pessoal do PROUNI, que é maravilhosa) muuuito abaixo da linha do aceitável. E não é só preparo, é educação e escala de prioridades. Vivo me perguntando o que eu tô fazendo alí... Tô cheia de livros bacanas pra ler e fico estudando teorias idiotas de professores que ensinam aquela manada a pensar com a cabeça deles (professores); isso quando não perdem meu trabalho e me dão uma média medíocre. Na praia eu me vingo, leio seis livros em dez dias. É maravilhoso! Ai Natal, quer fazer o favor de chegar de uma vez? Trabalho até dia 10 e daí vou ver a Reco, a Isa, a Pat, a Pituca, a Gianna e a Leda! bjs cansados. Pontuando: As aulas bem que poderiam ter acab...

Mas será o caralho???

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Olha, a gente vê que tá ficando velha de muitas formas. Uma desastrosa é passar delineador na filha e depois passar em você mesma, numa pálpebra não tão lisa como a anterior...hehehe Outra é ter um blog e viver se indignando com a juventude. Eu não tenho cura, sou uma bocó, mas fico maluca vendo as meninas fazendo merda. Tudo hoje na faculdade: Uma garota da minha classe resolveu bater boca com o professor pouco antes da banca por alguma bobagem sem sentido e conseguiu baixar a nota geral do grupo dela (é claro). Ainda ficava resmungando que ele não pode isso, que ele não pode aquilo... O bom e velho problema que esse povo tem com autoridade. Eles simplesmente não engolem alguém poder e eles não. Ai ai. Outra garota fez um livro superbacana com a gente (sem revisão, já que a professora revisou), e depois de impresso, saiu caçando erros da dita revisão e achou um monte. Falei um milhão de vezes pra ela relaxar, que oq estava feito estava feito e que os professores com uma pilha de livr...

Enrolando pra não trabalhar...

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Hoje na Folha de São Paulo, tem muita coisa bacana. Primeiro uma coordenadora de escola particular que deu queixa na polícia contra uma aluna de NOVE anos, que a insultou e ameaçou no blog da escola. Daí vem a polícia e a imprensa dizerem que estão desconfiados que a menor tenha sofrido algum abuso por parte da coitada da coordenadora, na inversão de papéis habitual. É de foder. Já que os pais não educam os filhos em casa, pagam as régias mensalidades das escolas particulares e passam abacaxi adiante. Pra coroar, temos um estatuto da criança e do adolescente (que não poderia ter outra sigla que não ECA) pra proteger os monstrinhos. Ano passado, deu um pau no colégio (de freiras - classe média alta) onde meus filhos estudavam , e os seguranças não conseguiram apartar por conta de não poderem encostar nos anjinhos. Francamente... Meu professor de estatística indutiva, que solta os melhores petardos do planeta, disse outro dia que se não fosse o "estatuto de proteção aos animais...

Estuporando a banca.

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Hoje tivemos nossa banca do PIC. Nossa revista ficou bacana e foi superelogiada, mas não finalizamos com a atenção que poderíamos se eu e o Alex não estivéssemos malucos por conta de tanto livro reportagem... Mas deu um orgullho dela!!! Enfim, primeira banca, a classe inteira no corredor, todo mundo mezzo apavorado, mezzo tranqüilo, o de sempre. Três professores formando a tropa de banca, o Trigo e o Edu (dois queridos velhos conhecidos de todos) e a Márcia Detoni, que dá uma aula que não desperta grande interesse na gente (o que é uma puuuta pena, que o assunto é bacana, mas ela parece dominar mais outras áreas) . Enfim, sobrevivemos todos. A classe é grande e são poucas as oportunidades de todos ficarmos juntos e conversarmos. Eu adoro quando isso acontece. Temos de tudo: as Patricinhas (essas são várias) um único Mauricinho (antes assim), os meninos do Lance (os que trabalham e os que são fãs), China e suas chinetes, o pessoal dos pastores, os meninos amigos do Alberto, o Grupinh...

Gente infeliz.

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A gente esquece que esse mundo é cheio (repleto, lotado) de gente louca e infeliz. Não que haja motivo pra tanto, e mesmo que houvesse, a gente sabe que as coisas não funcionam assim. Quem não tem motivo inventa, e muitas vezes, quem tem, sublima e toca a vida. Tudo é motivo pra alguém maluco, mal comido, mal dormido e mal pago, se sentir desrespeitado e ficar bradando aos sete ventos que está profundamente ofendido. Esse discurso vem, normalmente, acompanhado da mão no peito e olhar solene. Eu fico vendo esse tipinho pobre de gente e a única coisa que me ocorre é que eles têm tanta vontade de viver a cores, como a gente vive, que tudo que sobra é a montanha de inveja, que vira raiva... e fica nisso. Outra coisa que me ocorre , é que cada um tem seu papel, eles de tentar amarelar nosso filme e nós de deixarmos ou não. Eu vivo ensinando pras crianças que a melhor estratégia (além de mais civilizada, é infalível) é ignorar solenemente, eu sou expert nisso. Melhor tratar com a distância...