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bjs

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Deus me livre!!!!

Nos últimos dez dias, sem trabalho e esperando a gráfica entregar  a edição nova do meu livro sobre os Beatles, resolvi reler alguns clássicos pra encerrar o ano.
Tolstoi e Dostoiévski são foda de bons. "O senhor e o servo" do Tolstoi é uma delícia de texto. Acho que eu devo gostar tanto pq geralmente as narrativas são feitas naquele frio miserável que eu adoro e nesse calor insuportável fica ainda melhor, chega a ser um alento...haha
Ninguém faz crítica social como ele.
Mas quem aguenta Rimbaud e a pobrezinha da Emily Dickinson??? Pelo amor, quando a gente passa dos vinte e ainda se identifica com aquele niilismo adolescente, aquele sofrimento profundo, e aquela escuridão vasta e infinda é melhor procurar ajuda profissional. Não estou falando que eles são tenham valor literário, estou falando de identificação. Leio ambos e tenho vontade de colocar ela no colo e mandar ele tomar banho e largar de reclamar da vida. (A história da vida dela é super interessante, aquele negócio de se apaixonar por um padre mais velho é absolutamente adolescente, mas ela - pelo menos - tem uma sensibilidade menos ardida que ele, que acabou morrendo novinho depois de amputar a perna. Quem mandou passar a vida reclamando?? Ai, credo!)
O Baudelaire pelo menos é mais simbólico, não é aquela falta de saída eterna, aquela solidão tangível. O cara deprime até por descender de gauleses... Rimbaud nem com muita disposição, credo!
Meu caríssimo amigo e muso Caio Fernando (que pra meu ciúme imaturo habitual e irascível, está cada vez mais na moda) falava das dores e da solidão do mundo, mas sabia viver, sabia rir e se divertir. Não entendo o que acontece com quem assume esse compromisso vitalício com a infelicidade.
Enfim... Atropelei a leitura de um livro igualmente adolescente chamado "A arte de ser desagradável", que achei que seria muito bacana, e acabei não achando graaaande coisa, mas essa semana eu acabo e apareço pra contar oq eu achei!
Beijos gente!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mantra anti ferocidade em geral.


A Rosana Hermann (http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/) fez um post sobre os dez anos do blog dela e uma colocação maravilhosa sobre a postura que a gente assume quando é lido, quando tem leitores, mas que serve como mantra pra vida de todo mundo que convive com os outros mortais:


 Quando a gente fala mal de alguém, quando critica, imediatamente as visitas aumentam. Nós, seres humanos, amamos uma fofoca apimentada, um comentário maldoso. Realmente dá audiência e faz sucesso. Mas a que preço? A preço de um carma ruim. E de um mundo pior. Não vale a pena.
Quando construimos uma coisa boa, quando ajudamos uma outra pessoa, o sucesso não acontece com a mesma intensidade. Não há grande repercussão em trocar uma receita gostosa de um bolo ou ajudar alguém a encontrar um bom livro para ler nas férias ou publicar uma notícia de tecnologia. Mas é tão recompensador... é tão bom... faz a gente tão... feliz. Ajudar, compartilhar, ser gentil, melhora o mundo porque melhora aquilo que somos.
E, se temos a opção, por que escolher o caminho do maldizer, quando podemos ser gentis e ver o lado bom das coisas?
Danado de bacana, né?
Beijos, gente.