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bjs

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quando um pé pisa no outro e os dois pisam na bola




A Rede Globo tem seus méritos.
Na minha opinião, são muito mais estéticos que éticos ou de qualquer outra ordem.
Mas essa semana o reino da Dinamarca começou a mostrar sinais de uma podridão que a gente já desconfiava e contava que acabassem aparecendo.
O Brasil não é só Novela nem Jornal Nacional.
O Fantástico não é mais sinônimo de notícia nem de credibilidade há MUITO tempo; mas eles mantêm a pose e a impáfia.
A confusão com o Dunga foi ridícula. Não interessa se o cara é enjoado ou se é burro. Neste momento, em plena Copa, ele é o comandante da nave louca, o dono da história. E não é por que ele não quis dar o tratamento especial que os jornalistinhas uniformizados da Globo estão acostumados a receber, que ele mereça ser criticado.
Se o cara tá dando uma coletiva importante, a anta do repórter que se credenciou e tá lá assistindo e cobrindo a coletiva não tem nada que ficar dando risadinha enquanto fala ao celular. Ficou por que é um tremendo idiota e não sabe seu lugar nem sua função, mas mensura que tenha uma grande importância...
Depois uma revista da casa, fala que a Ana Maria Braga (única apresentadora de variedades num programa feminino da Globo) seja acusada de trair o marido ao ensaiar sua participação em outro programa de onde? Da Globo.
A coisa tá implodindo. Essa desorganização, esse atropelamento e essa zona seriam inconcebíveis em qualquer empresa, quanto mais na Vênus Platinada.
É lamentável que isso aconteça, por que significa muito mais que a possível queda de império: significa que os jovens formados que estão entrando no mercado de trabalho e consequentemente na Rede Globo, não estão sabendo segurar o rojão; e que os mais velhos, que deveriam saber passar o bastão, estão entregando um canudo vazio. O mesmo que as universidades estão entregando aos alunos.
Isso é muito triste.

Amanhã tem jogo.
beijos, gente!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

As aparências enganam

Eu tô sempre elogiando o Belchior e dizendo que não tem letrista melhor que ele. Tem o Chico, mas ele tá num outro patamar. Daí lembrei de uma música da Elis que embalou um namoro bem atormentado que eu tive, mas que tem uma letra de matar (do Sérgio Natureza e do Tunai).

Tá aí (é um playback pro Fantástico, as é o que tá com qualidade melhor):




As aparências enganam,
aos que odeiam e aos que amam
Por que o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo
e depois não há nada que os apague
Se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação dos tempos idos, de comunhão, sonhos vividos de conviver
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Por que o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer,
não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer,
senão chorar sob o cobertor
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
No insistente perfume de alguma coisa chamada amor
Bonito, né? 
Beijos, gente!