Como comentar aqui:

Se você não tem conta no Google ou no Blogger, vá em "comentar como" e preencha seu nome, não precisa de URL (pode ficar em branco). Depois é só "postar comentário".
bjs

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ainda sobre o Geraldinho (também).



O Geraldinho morreu.
Tá.
Ele tinha uma porrada de amigos e admiradores virtuais e outros tantos reais.
O Facebook dele tá bombando. Ele adorava esse oba oba, adorava polemizar, adorava chamar a atenção.
Mas ele não era só isso, não tava sempre bem nem sorrindo.
Ele tava muito deprimido e sozinho quando morreu.
Eu fico vendo (como vi ontem no velório e não pude deixar de pensar nisso) tanta gente que trabalhou com ele, que podia tentar ajudá-lo a conseguir algum trabalho, sei lá. Talvez ele não desse conta, mas a única pessoa que tentou arrumar emprego pra ele desde que ele voltou pra São Paulo foi a Pituca, através do Andréa Matarazzo (e ele esnobou). Fora a Pat que fez o divórcio e não cobrou nada, que corria sempre que ele chamava e a Carla que aguentou o inaguentável, que viu o que a gente nem sonha dele, mas estava alí sempre que ele gritava ( e ele gritava...) A ela, ele deixou declarado seu amor sincero, por que sabia que era recíproco.
Ninguém mais pra levar no médico, pra pegar no pé, pra tentar arrumar tratamento? Eu arrumei o CRATOD, ele achou uma bosta e não foi mais. Mas e se alguém tivesse conseguido alguma coisa que ajudasse de fato?
Não que isso fosse totalmente determinante no futuro dele, a gente não sabe bem, nem pode adivinhar o que está escrito; mas tem duas coisas que me incomodam:
Uma é que o personagem Canibal não era o Geraldinho, era o que ele vendia, e é triste ver gente que preferia a criatura ao criador.
Outra é que na hora da festa, todo mundo bebe e dá risada e achava ele o máximo, mas quem carregava o piano alí eram poucos.
Ele tava numa merda danada e todo mundo via, será que não dava pra ajudar mais?
Abaixo a legenda que ele colocou na foto:

Guardei tudo o que publiquei para poder "datar minhas descobertas". Por incrível que pareça ando bem atual. Tô pobre mas estou na moda. eh eh eh

Foda, né?
Ele já morreu, já foi.
Mas podia bem estar vivo. Então que tal desgrudar da tela, dar uma olhada em volta, levantar a bunda da cadeira e ver se não tem alguém precisando de uma mãozinha??

beijos, gente.

domingo, 13 de junho de 2010

Mr. Geraldo Paula Souza de Anhaia Melo



Hoje o post era pra Santo Antônio.
O Geraldinho morreu. Foi encontrado no apto dele ontem à tarde.
Há uns cinco anos, eu estranhei ele não atender o telefone no apto do Sobre as Ondas e liguei pra Pituca, que ligou pra Patrícia, que ligou pro porteiro que arrombou a porta e o encontrou overdosado, mas vivo. Desde então ele só nos chamava (junto com a Reco, que foi sua primeira namorada) de Mosqueteiras.
Dessa vez quando a Carla deu falta e correu pro apto dele no Copan ele já estava  morto.
O Geraldinho era genial. Tinha um puta coração bom e era super querido.
Mas padecia de muitos males humanos e fraquezas urbanas e de uma bipolaridade que era interessante e até divertida pra quem lia, mas muito triste pra quem convivia.
Ele era um cara que não cabia em si.
Não cabia em lugar nenhum nenhum do mundo real; mas cabia como ninguém no virtual.
E é onde ele vai estar.
Sempre.

beijos, gente