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bjs

sábado, 15 de maio de 2010

A estúpida teoria do merecimento.


Hoje a Sophia teve um chilique por que as coisas na loja onde ela tá trabalhando acontecem na base do choro. Um funcionário "chora e diz que vai embora" e consegue atropelar a promoção que estava destinada a outra pessoa. Eu bem que argumentei com ela; que nessas coisas sempre tem muito mais coisas envolvidas etc e tal, mas ela encerrou o assunto dizendo que ninguém deve ganhar nada por que fez beicinho, mas por que tem valor.
Depois da confusão do dia das mães (a Marta- como sempre- é que me fez perceber isso), eu fiquei pensando que minha grande frustração no que diz respeito à minha família está diretamente relacionada à maldita teoria do merecimento.
Assim: um filho faz (quase) tudo certo e é pra onde todo mundo corre quando precisa; enquanto o outro só pisa na bola (com ambos os pés); mas os dois são tratados da mesmíssima maneira e consideração.
Uma pessoa que está na família há 20 anos tem a mesmíssima importância que alguém foi e voltou 500 vezes ou acabou de chegar.
Eu sempre me incomodei profundamente com a parábola idiota do filho pródigo. O discurso daquele pai não me convenceu.
Não sei se são as doses cavalares de floral que eu ando tomando há meses, mas tô começando a achar que vou ter mesmo que cantar em outras freguesias, que a minha não vale mais a pena.
E o mais interessante é ver que o Caio e a Sophia sempre tiveram razão, esses meus taurinos sabidos... (Fora TODAS as amigas de infância e minha avózinha perfeita, que sempre me cantaram essa bola)
E aí?
Como é com vocês?


beijos gente

domingo, 9 de maio de 2010

Libertação


Hoje, dia das mães, dei um grito (um berro) de libertação digno de registro.
Uma coisa que a gente aprende com a idade (meus amigos novinhos não fazem idéia do que isso signifique, mas o povo da minha geração e avante, sabe bem do que eu estou falando), é que chega uma hora na vida em que você cansa de querer agradar e ser polido.
Ou que vê que ser leal a quem só é leal à própria sombra, e olhe lá, é uma péssima idéia.
Depois de uma certa idade, a gente sente que não tem mais tempo a perder com conversinha mole, com diplomacia furada e agradando gente que, na verdade, não faz diferença (nem te dá a importância devida).
Pouco importa se é gente da família, da vizinhança, do trabalho ou do planeta mais próximo: você é como é, não vai mais mudar e ponto.
Gostou? Achou que compensa aguentar isso ou aquilo ? Ótimo!
Não gostou? Melhor ainda, vá cantar em OUTRA freguesia (por cantar, entenda-se: filar bóia, pedir conselhos, roupas, palpites, livros e desovar filhos, dentre outras práticas comuns em quem acha que a intimidade ou o laço -seja ele qual for- justificam que gente com bilhete só de ida, viva pendurada no seu pescoço.)
Daí que, de agora em diante, será como foi hoje: um almoço e um dia agradabilíssimos com meu marido, meus filhos e minha melhor amiga.
Gente que a gente escolhe e escolhe a gente. Isso é o que vale e é assim que vai ser daqui pra frente!

Deixem o excesso de bagagem pra trás. Tem coisa na vida que só serve pra pesar na hora de seguir em frente. Num primeiro momento pode até parecer difícil, mas na verdade é libertador!
beijos gente e boa semana!