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bjs

sexta-feira, 12 de março de 2010

Síndrome de tesourinho


A gente tem que se dar valor.
Isso é o básico do básico da bolinha* pra sobreviver e conseguir alguma coisa nesse mundo selvagem.
Mas uma coisa é a gente se conhecer, saber o valor que tem e trabalhar com e por isso.
Outra, com-ple-ta-men-te di-fe-ren-te, é nego achar que realmente faz uma puta falta pro resto do mundo.
Daí um cubano dissidente morreu depois de uma greve de fome. Uma merda.
Não faz diferença se o cara tinha um posicionamento político e uma reivindicação legítima ou se era um lunático como a filha do Che Guevara falou hoje nos jornais.
Agora o segundo (um jornalista) tá pipocando no hospital, também por conta de uma greve de fome contra o regime do Fidel e das fidelices totalmente démodés desse meganha maluco parado no tempo.
Será que a melhor coisa que esses caras poderiam ter feito pra chamar a atenção do mundo seria mesmo a imolação?
Desculpem, eu devo ser uma anta completa, mas sempre acho que vivo a gente tem mais utilidade.
Não é moleza dar murro em ponta de faca, brigar sozinho, apagar incêndio com bico, yada yada yada, mas moleza não se tem mesmo, né não?
Que exemplo é esse de fazer greve de fome até morrer?
Não parece coisa de criança que prendia a respiração pra assombrar a mãe?
Deus me livre desmerecer o cara que morreu e o outro que está tão empenhado, mas eu acredito na vida, sempre.

beijos gente, bom final de semana.

*básico do básico da bolinha é como a gente (na adolescência) falava do que era óbvio, batido, ululante.