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bjs

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Com a cabeça no lugar, por favor???


Outro dia, durante um jantar com amigos, alguém reclamou MUITO de uma propaganda que o governo veiculou no carnaval. A propaganda mostrava um rapaz esperando seu namorado e incitava o uso de preservativos. Tanta gente se escandalizou, foi uma polêmica na mesa.
Eu tenho pouca paciência e é duro, a essa altura do campeonato, explicar pra adultos pensantes que escândalo e absurdo é a meninada morrer de AIDS.
Na mesma via está a questão do menor envolvido na morte do menino João Helio.
Ele participou do crime, foi responsabilizado e preso; mas era menor de idade.
Agora, com 18 anos, saiu da cadeia e foi "repatriado" por uma ONG, pra tentar recomeçar a vida em outro lugar.
Todo mundo indignado, metendo a lenha na ONG, no sistema prisional, na justiça, em Deus e no diabo.
Gente, peloamordeDeus... TODO mundo tem direito a (pelo menos) uma chance de remissão.
Qual é?
No Brasil não existe pena de morte e a gente tem que lembrar que em algum grau, vai acabar precisando de uma segunda chance, mais dia menos dia.
A vida do João Hélio acabou, foi um horror. Mas a gente não pode achar que a vida dele tenha mais valia que a desse menino.
Alguém sabe como ele cresceu? Como foi a vida dele? Ninguém sabe (nem eu).
Não tô aqui pra defender bandido, mas tô defendendo um menor de idade que pode ter aprendido e tem direito a outra chance (como TODO mundo tem).

O que esse menino fez com o João Hélio foi horrível, mas cuidado pra não querer fazer a mesma coisa com ele agora.
Bom final de semana, gente!
bjs

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Da utilidade do carnaval




Minha família fundou a Acadêmicos do Tucuruvi. Quando meu tio era vivo (na verdade ele era meu tio avô), a gente saía na comissão de frente, na ala das baianas, nos destaques... Era a família toda espalhada nas alas da escola (que era pequena; quando passou pro segundo grupo- hoje grupo de acesso- a gente mal acreditou!!!). As vezes em que eu desfilei, foram todas na Avenida Tiradentes. Nem existia o sambódromo... (to velha, I know). Uma vez, fomos as três na comissão de frente com os namorados. Como o meu era meio baixinho e o da Lilian era enorme, eles usavam cartolas de alturas diferentes, pra, de longe, ficarem do mesmo tamanho. A cartola do meu era tão alta, que parecia uma chaminé...haha

Hoje a escola cresceu e virou Escola de Samba, e tirando meu primo que ficou uns anos na presidência, a gente mal aparece por lá. O terreno da quadra, na Avenida Mazzei (onde moravam meus avós), foi onde eu aprendi a andar de bicicleta.

Normalmente eu viajo no carnaval. Esse ano ficamos aqui, a Sophia trabalhou direto. Fui todos os dias pro clube (que é uma sucursal da família Almeida, somos a maior família de sócios), fora os amigos de infância que são muitos por lá. Ontem depois do clube, fizemos um churrasco na casa da minha prima. Num determinado momento, estávamos conversando na varanda (entre as picanhas, a farofa e a salada de batatas), as crianças andando pra todo o lado e eu pensei que se minha avó estivesse vendo (como devia estar, de algum lugar no céu dos avós), ela estaria muito orgulhosa de ver a família unida e se divertindo junta.

Então, na verdade, esse feriadão serve pra gente fazer o que gosta. Não é por que a maioria prefere pular e cair na farra, que a preferência do resto não tenha significado.

Carnaval é satisfação.

Prazer de ficar em casa, de se acabar na avenida, de beber todas, de beijar na boca, de dormir, de namorar, de ver TV, de ler, de ficar com a família, com os amigos ou sozinho.

Prazer pelo prazer.

Boa Quaresma, gente!