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bjs

sexta-feira, 26 de março de 2010

Antes do fim


Daqui a pouco sai a sentença dos Nardoni.
Pra mim o julgamento é formalidade, eles estão condenados e ponto.
Ninguém NUNCA vai saber exatamente o que aconteceu naquela noite, mas o público (eu inclusive)resolvemos que foram eles, que o cara é um psicopata casado com outra psicopata.
Isso é muito perigoso, mas é bem fácil de fazer, né?
Não acho que eles sejam inocentes, só acho que um julgamento devia ser (sei eu lá como) mais isento da comoção popular e da influência da mídia (a gente sabe como é escrever que o MST "ocupou" ou "invadiu" uma área ociosa...)
O Cembranelli é o mocinho - mesmo com aquele olhar de Quasímodo (ai credo)- e o outro advogado, o da defesa, que nem eu nem a maioria de vocês deve lembrar o nome tá lá se matando pra fazer a obrigação dele e atura a fúria da turba amalucada.
Ninguém entende porra nenhuma de senso de justiça neste país.
Prontofalei.

3 comentários:

  1. É difícil discutir justiça. Sempre foi, e nesses dias amalucados mais ainda. Eu acho que só um advogado para entender o advogado de defesa. Mais ninguém saberia como é lidar com certas questões e, portanto, como deve ser estar na pele dele. Eu admiro gente corajosa e que atua de forma séria, profissional e competente. É o caso dele. Eu acho praticamente impossível uma absolvição, mas se o julgamento fosse técnico e imparcial acho que ela seria o prognóstico mais provável. Não que eu acredite na inocência deles, claro que não. Mas não há prova de autoria, não há uma prova sequer, por mais pálida que seja. Isso, do ponto de vista jurídico, incomoda. E eu acho que esse julgamento será um marco, por várias questões que podemos ir debatendo ao longo do tempo. Dá uma olhada na Globo.com... tem até comunidade no Orkut dizendo que o promotor é o homem mais lindo do mundo. Pode ser competente, mas lindo?!?!?!?!?!?!? Realmente eu não entendo nada de homens. Ainda bem!!! :)
    Beijuuuuuuuuusssss

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  2. Corretíssima. Acho que eu não teria discernimento para descrever tão bem o que acho de verdade.
    Na verdade, acho que pelo fato do meu irmão ter estudado direito na mesma sala de Nardoni me deixou um tanto quanto preguiçosa para pensar e subjulgar culpados e inocentes. A única coisa que sei é que naquela noite uma grande cagada aconteceu (fato) e será impossível saber a verdade história enquanto houver controvérsias de ambos os lados.
    Como dizem muitos: enquanto diversas crianças morrem no mundo por N tragédias culposas ou dolosas, há uma mídia perturbadoramente sedenta por audiência que querem fazer disso uma novela da vida real.
    Parabéns pelo breve e sucinto texto.
    Um beijo

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